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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A REVOLUÇÃO FARROUPILHA CONTÍNUA




Dia 20 de setembro, ápice e encerramento das comemorações da Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul. Nesta semana reconhecemos e festejamos os gaúchos que nos antecederam e lutaram por praticamente um decênio, na Revolução Farroupilha, e conseguiram para os Rio-grandenses tudo o que exigiram e o Império manteve a Unidade e o Rio Grande do Sul retornou a ser Província, deixando de ser a República Rio-Grandense.
Mas o que os gaúchos exigiam, e tanto entendiam justo, que partiram as armas e proclamaram uma República? Aprendi que existia uma única motivação, em razão da alta taxação do charque gaúcho, que somente sobrevivia pela relação belicosa dos Países do prata, envoltos em lutas, que acarretavam na necessidade de abastecer o mercado com o produto gaúcho,  que impeliu os farrapos a exigirem justiça e igualdade para a sua economia principal, que era a pecuária.
Entretanto um exame aprofundado da História aponta outras causas para que os rio-grandenses se insurgissem a Coroa: Reclamava-se do descaso do Império quanto à assistência de viúvas e familiares, indenizações de guerra, abrandamento dos recrutamentos e de requisições de estâncias e gado, construções de estradas, pontes e Escolas. Nestes aspectos a Coroa deixava as viúvas e familiares entregues a própria sorte, caso, em lutas promovidas pelo Império, o soldado viesse a morrer. E o gaúcho, reconhecidamente aguerrido e bravo era muito requisitado. Os farrapos levaram sua demanda após a guerra farroupilha.
Os Farrapos queriam o reconhecimento do Império para a contribuição militar dos gaúchos. Obtiveram. Os farrapos também queriam menos intromissão política e menos favorecimentos de portugueses no Partido Conservador. Obtiveram.
Os farroupilhas alcançaram tudo pelo que lutaram e conquistaram o respeito de todo o Brasil, eis que até obtiveram o direito de indicar o novo Presidente da Província.
Portanto, embora uma longa guerra, não houve vencidos nem vencedores, pois o Império manteve a sua Província e os gaúchos conquistaram o que pediram.
Atualmente temos algumas semelhanças com o período pré-revolução farroupilha. Injustiças estão a acontecer, pois políticos inescrupulosos dilapidam o erário e nada lhes acontecesse, pois os Tribunais que deveria nos defender desta prática, historicamente, nunca responsabilizaram nenhum político; nossos impostos – digam-se altíssimos - são encaminhados ao Poder Central, mas a distribuição é feita mediante as famosas emendas parlamentares, cujos critérios para concessão ocupariam várias colunas, portanto não vou descrevê-las, embora tentado a fazê-lo, e os recursos não voltam na mesma proporção.
Certamente que não existe espaço para que nos proclamemos uma nova república ou que peguemos as armas, mas podemos honrar nossos antepassados farroupilhas lhes mostrando, como escrevi em outra coluna, aguerrimento, bravura e virtude, e demonstrar  nosso descontentamento e desconforto, clamando por justiça e igualdade e saindo as ruas, com as caras pintadas com as cores do Rio Grande.
Tenho convicção, que como os farroupilhas, seremos ouvidos.
Abraços

Ronie de Oliveira Coimbra
Major – Cmt do 33º BPM de Sapucaia do Sul

e-mail: Coimbra@brigadamilitar.rs.gov.br
Twitter: @roniecoimbra
Facebook: roniecoimbra

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