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quinta-feira, 30 de julho de 2015

QUEM ME REPRESENTA? Por Mavis Rios*

Você se sente representado (a) pelos políticos que por hora ostentam seus mandatos? Eu, particularmente, sinto-me órfã de representação política, mesmo tendo exercido, através do voto, a minha errônea escolha.

Hoje, mais do que nunca, não concebo ser representada por políticos que subtraem o erário público, para fins de enriquecimento próprio. Não concebo ser representada por políticos que subestimam a inteligência dos que os elegeram, alegando “nada saber”, a respeito da nebulosa corrupção que paira sobre suas cabeças e nunca se dissipa. Então, eu me pergunto: quem deveria estar de posse das respostas do que se passa nos arredores do reino, do país das maravilhas, excelentíssimo homem do povo? Responda-me!

Creio que para os políticos brasileiros, com exceção de poucos, pouquíssimos, o Brasil em que eles residem é muito distinto do Brasil em que reside o eleitor. Ao empossar-se, o fascínio pelo poder apodera-se dos nossos representantes, o poder desmedido, o poder sem ética, sentem-se inalcançáveis ao jugo da lei. Sempre sábios articuladores em causa própria e dos seus, entenda-se seus, não o povo, eu, você, mas os que se sentam à mesa farta e servem-se do vasto cardápio que depõe contra a moralidade administrativa.

Entendo que ser político é antes de tudo, ser ético. No entanto, um terrível paradoxo se instala quando ao governar o Estado, os vícios desses homens e mulheres se sobressaem a olhos nus, provocando distorções maléficas no conceito de administrar em prol do coletivo. 

Não ouso calar-me quando alguns políticos, usam de seus sofismas para ludibriar a boa fé dos que se agarram à derradeira esperança de um país mais justo, com homens e mulheres mais comprometidos com seus valores morais, com a responsabilidade de conduzir dignamente a vida de nós, brasileiros.

Julho de 2015

*Capitã na Polícia Militar do Ceará

terça-feira, 28 de julho de 2015

POLICIAIS MILITARES DA BRIGADA MILITAR SÃO ELOGIADOS PELO TRABALHO EM PROGRAMA DA RÁDIO GAÚCHA.

POLICIAIS MILITARES DA BRIGADA MILITAR DE GRAVATAÍ PERSEGUEM VEÍCULO ROUBADO, QUE ACABA CAPOTANDO NA ERS 118. VEJAM VÍDEOS.




domingo, 26 de julho de 2015

Bangue-bangue Tupiniquim, por Oscar Bessi*

Somos humanos e contraditórios. Nosso corpo sólido é sustentado por líquidos. Nossos amores sucumbem ao ódio. Lembro do dia em que meu inesquecível comandante Cirne pôs a mão em meu ombro e disse, cuidado para não te brutalizar. Eu dedicava meu tempo a enfrentar assaltantes e traficantes ao lado dos meus soldados. Hoje, releio suas palavras a cada hora de engolir meus tarjas pretas. Estive às vésperas da intolerância cega que toda guerra cria na alma. A guerra é bruta, constante e injusta. A literatura me salvou, sempre, com seu poder de humanização. Nem todos têm esta chance.

Não há como ignorar a ferida que dói e muda a vida e o olhar das vítimas dessa violência cotidiana. Os mais espiritualizados sucumbem ao desejo de vingança. É humano. Nada fácil ter seu comércio, sua casa e seu corpo vilipendiados por bandidos sádicos. Porém, a inquietude pode ter outro alvo: o descaso dos poderes públicos. E falo em sentido amplo, não só da valorização das instituições de segurança pública e seus profissionais, mas do cumprimento real das leis e da educação que previne todos os males. Estas áreas, infelizmente, há muito andam em último plano.

Uns congressistas agora se aproveitam da dor popular para novo discurso oportunista e falso: flexibilizar o estatuto do desarmamento. Com o bordão “cidadãos de bem desarmados”, camuflam intenções sem enrubescer. Atendem a interesses de patrocinadores de campanha, como o deputado acusado de homicídios, entre eles o de um cabo da PM (que não era bandido). É o cidadão que deve se defender, no cada um por si, ou o estado que tem o dever de protegê-lo? Não pagamos impostos? Cinquenta mil brasileiros morrem num ano vítimas das armas de fogo. Se flexibilizar o desarmamento, serão duzentos mil. A maioria, jovens. O único problema do estatuto é o de toda lei brasileira: não há o costume de cumpri-las. É com o que os parlamentares têm de se preocupar. Não em liberar o bangue-bangue no território tupiniquim.

Quem andará armado, ao mudar a lei? Cidadãos pacatos? Alguns. Mas também os bêbados do trânsito, que já matam demais com suas loucuras, os drogados, os maridos violentos, os inconsequentes de toda ordem. Qualquer discussão virará duelo. Nossos filhos estarão nas ruas, como alvo. O trabalho policial preventivo ficará ainda mais difícil. Arma defende o “cidadão de bem”? Pesquise: quando não é chamariz para assaltos, o sujeito ao tentar usá-la leva a pior. Raras reações dão certo. Uma infeliz realidade. A bancada da bala quer a guerra, o povo quer paz. Mas eles se aproveitam da dor cidadã para inflar ódios e atender patrocinadores, não para frear essa fábrica de bandidos. Insegurança e medo interessam a muita gente. Que triste.


*Capitão da BM e colunista do Correio do Povo.

 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

PERTO DE UM BRIGADIANO, O BATMAN NÃO PASSA DE UM MORCEGO ASSUSTADO." (Alfeu Freitas Moreira, Coronel, Comandante Geral da BM)



Espaço Vazio, por Elvio Alberto Walter*


Tive dificuldades em encontrar um título para este texto. Primeiro pensei em Geração Vazia. Outro título que idealizei foi Geografia. Pois a ideia veio da dificuldade dos meus alunos de 8º. Ano do ensino fundamental localizar no mapa dos Estados Unidos cinco lugares muito conhecidos: Califórnia, Texas, Flórida, Washington e as 13 Colônias. Mas estaria generalizando ou restringindo. A realidade que há muito tempo me acompanha é a de um bairro de periferia e de alunos de escola pública. Sei que existem realidades diferentes. Mas como a periferia e as escolas públicas ocupam a maior parte dos grandes centros urbanos, isso me preocupa.

Sou de uma geração que cresceu vendo filmes pejorativamente apelidados por uma “elite intelectual” de “enlatados” (Seriados americanos dos anos 60 e 70 – Filmes de faroeste, policiais, e dramas familiares), onde normalmente o bem vencia o mal.

Cresci com essa referência. Ponto Final.

Após cada filme, dos quais anotava os créditos, pois queria saber e guardar os nomes de atores, produtores, diretores, título original, sem perceber ganhava uma boa base de inglês. Quando tinha tempo ia para as enciclopédias Barsa e Delta Larrousse da Biblioteca do I. E. Ruben Dario, onde estudei de 1974 a 1979 ou para as enciclopédias Conhecer Armas e Soldados do nosso vizinho Luiz Hartmann para descobrir onde ficava Laredo, Virginía (O homem de Virgínia”, Tucson (onde se passava o seriado Chaparral), Kentucky (o Estado que ajudou a ser colonizado por Daniel Boone). Daniel Boone existiu? Queria saber isso também. Quem eram os índios Cherokees? Onde moravam os Apaches? Etc. Etc. Etc.

Hoje, com toda a informação que temos, onde nossos adolescentes poderiam ir muito além das aulas, isso não acontece. Internet só serve, para muitos, para manter relações fúteis, compartilhar besteirol, ouvir música de péssima qualidade, assistir vídeos de mau gosto. E todo conhecimento de geografia que recebem se resumem a 150 minutos de aula por semana. Onde as tarefas são feitas correndo, não são revisadas e o livro é fechado, para sobrar mais tempo para não aprender nada.

*Professor de Geografia no RS

quarta-feira, 22 de julho de 2015

ALGUÉM AINDA IRÁ DIZER QUE VOCÊ PUXOU O GATILHO - Opinião, por Ronie de Oliveira Coimbra*.


"A crença em uma fonte sobrenatural do mal não é necessária. O homem, por si só, é capaz de toda maldade." (Joseph Conrad)


Pense na seguinte cena dantesca: Uma mulher e seu filho são rendidos no interior da residência, por dois bandidos – um terceiro fica no carro da fuga - que anunciam o assalto. Os bandidos ordenam que a mulher se deite no chão, com o ventre ao solo, e colocam o seu filho, uma criança de um ano e quatro meses de idade, às suas costas. A criança, impregnada pela ingenuidade, própria de sua tenra idade, está alheia aos acontecimentos, e começa a brincar sobre as costas da mãe. Segundos são necessários para que um dos BANDIDOS, com a criança ainda a brincar sobre as costas da mãe, efetue um disparo com seu revólver na cabeça da mulher que estava prostrada no chão, subjugada e indefesa. Em ato contínuo os bandidos fogem do local levando pertences subtraídos da casa, deixando para trás uma mulher ferida, entre a vida e a morte, e o trauma insuperável para todos os que ali foram vitimados e presenciaram a violência fria e gratuita.
Reflita a respeito amigo leitor.
A cena foi real, e ocorreu há algum tempo em uma residência na Cidade de Goiânia, Goiás, no Brasil.
Acredita você, caro leitor, que um indivíduo capaz de tão hediondo ato, perpetrado de forma tão fria, perante a inocência de uma criança, tenha recuperação, mesmo passando pelo mais eficiente dos sistemas penais?
Este "ser-humano", desprovido dos princípios de humanidade, mormente o de valorização da vida, poderia retornar ao convívio social, inclusive interagindo com a mulher vitimada (que sobreviveu milagrosamente) e o filho dela, que presenciou o ato vil, ambos impotentes e perplexos diante de tão extremada insensibilidade e de descaso com a vida?
Qual castigo poderia ser atribuído a este “indivíduo” que gerasse reparação para seu desprezível ato de suplício a integridade das pessoas, dentre elas uma criança com pouco mais de um ano, e a pretensão de ceifar a vida de uma mulher indefesa e dominada?
Deveria esta pessoa receber as benesses da Lei, se condenado fosse por seus crimes, a exemplo da progressão do regime após o cumprimento de parte da pena? Ou dos indultos, pelo qual restará solto, mesmo com o risco de não retornar ao estabelecimento prisional ou de cometer outros crimes graves?
Eu tenho minhas convicções, e, infelizmente, elas são todas pessimistas. Creio, piamente, que este indivíduo não tem mais recuperação, pois penso que algumas pessoas são, por sua natureza, perversas, capazes de muita maldade, e não será um sistema eficiente que milagrosamente o tornará bom. E a pena para o crime que ele cometeu deveria ser de prisão perpétua, a fim de reparar o dano que causou, sem direitos de progressão e indultos. Qualquer outra pena aplicada, que não for esta, estará longe, muito longe, de reparar os danos causados pelos atos do BANDIDO contra uma mulher indefesa e seu filho, uma criança de pouco mais de um ano de idade.
Será crível que alguns anos na cadeia seriam suficientes para reparar o terror infligido a uma mulher e seu filho por assaltantes armados? Ou de reparar o tiro covardemente disparado na nuca de uma mulher, já subjugada, pelo ímpeto criminoso do bandido?
E este quadro de impunidade, desanimador e aterrador, ainda pode vir acompanhado das manifestações muito infelizes, de pessoas que asseverarão que você ajudou a puxar o gatilho. Sim, VOCÊ caro leitor. Dirão que o bandido foi desvirtuado pelo meio social; que não teve oportunidades na vida; que foi maltratado pela família, pelos amigos, e pelo Estado; que precisa alimentar a si e a seus familiares; que está excluído do mercado consumidor; ou seja, a culpa pelo disparo frio e cruel na nuca da mãe indefesa e vulnerável será de todo o mundo, menos do bandido, este que efetivamente fez a escolha de puxar o gatilho. Sim, pois matar uma pessoa é uma escolha, e se enveredar pelo caminho do crime também o é, e, salvo exceções por incapacidade mental ou psiquiátrica, a pessoa que fez esta opção deve arcar com as consequências, e que estas sejam rigorosas. 
E essa história, infelizmente defendida por muitas autoridades e eruditos, DE QUE A CULPA É DE TODO O MUNDO, MENOS DO BANDIDO, tem que terminar.
Estas pessoas clamarão que ao bandido sejam garantidos todos os direitos possíveis, principalmente seus direitos humanos, e as vítimas, para estas, se tornará invisível, e desconsiderarão todo o sofrimento pelo qual passaram, inclusive o de uma mãe de quase perder a vida.
Concordo que se alcancem direitos a ele: O BANDIDO o direito de cumprir a pena de prisão perpétua, e a trabalhar neste período, mesmo que forçosamente, a fim de, ao menos, em algum momento de sua vida, ser útil e produzir algo de bom para a coletividade. E que tenha o direito de nunca mais restar livre, pois desperdiçou a chance divina de viver com as demais pessoas. E, enquanto a justiça divina não chega, lhe extinguindo a existência, que fique nas masmorras, ou estabelecimento prisional como o politicamente correto quer que se diga, haja visto que ali estará por consequência de suas escolhas, não por culpa dos outros.
E, arrematando este exíguo texto,  alerto você caro leitor, por que muitas destas pessoas, que defendem cegamente bandidos, em detrimento do cidadão honesto, e esquecendo todos os direitos ceifados e ofendidos das vítimas, logo adiante estarão pleiteando mandatos para cargos eletivos e políticos. Ao que parece é lógico concluir os interesses de quem eles irão defender se eleitos. Creio que não serão os interesses do cidadão honesto e de bem.


* Major da Brigada Militar do RS


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Brigada Militar Serviços



NÃO SE PODE AGRADAR A TODOS!!!, Opinião, por Ronie de Oliveira Coimbra*

     “Em pleno calor do dia, um pai andava pelas poeirentas ruas de Keshan junto com seu filho e um jumento. O pai estava sentado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando a montaria com uma corda. “Pobre criança!”, exclamou um passante, “suas perninhas curtas precisam esforçar-se para não ficar para trás do jumento”. “Como pode aquele homem ficar ali sentado tão calmamente sobre a montaria, ao ver que o menino está virando um farrapo de tanto correr”. O pai tomou a sério esta observação, desmontou do jumento na esquina seguinte e colocou o rapaz sobre a sela. Porém não passou muito tempo até que outro passante erguesse a voz para dizer: “Que desgraça! O pequeno fedelho lá vai sentado como um sultão, enquanto seu velho pai corre ao lado”. Esse comentário muito magoou o rapaz, e ele pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas. “Já se viu coisa como essa?”, resmungou uma mulher usando véu. “Tamanha crueldade para com os animais!” “O lombo do pobre jumento está vergado, e aquele velho que para nada serve e seu filho, abancaram-se como se o animal fosse um divã, pobre criatura!” Os dois alvos dessa amarga crítica entreolharam-se e, sem dizer uma palavra, desmontaram. Entretanto mal tinham andado alguns passos quando outro estranho fez troça deles ao dizer: “Graças a Deus que eu não sou tão bobo assim!” “Por que vocês dois conduzem esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, se ele nem mesmo serve de montaria para um de vocês?” O pai colocou um punhado de palha na boca do jumento e pôs a mão sobre o ombro do filho e disse: “Independente do que fizermos, sempre há alguém que discorda de nossa ação. Acho que nós mesmos precisamos determinar o que é correto”. 
     Hoje me valho da parábola acima para asseverar que o Policial Militar, por mais que se esforce na prestação de seus serviços a sociedade, nunca conseguirá agradar a todos. Embora o brigadiano atue em muitas ocorrências assistenciais ou de orientação e auxílio às pessoas, as demais, em esmagadora maioria, envolvem o conflito. Ou a pessoa está em conflito com outrem, e requer a mediação do policial, ou ela está em conflito com a Lei, e requer a ação legal do policial. Em quaisquer das situações alguém restará desconforme, julgando-se prejudicado, mesmo que o policial aja no estrito cumprimento do que determina a lei, a moral e os costumes. 
     Arremato este pequeno ensaio para dizer que o policial não deve se frustrar com isto, pois a sua ação precisa estar revestida de legalidade, imparcialidade e impessoalidade, e nem julgar que o seu trabalho não é reconhecido, ao contrário, a necessidade da existência da polícia e de seus profissionais restou, há muito, comprovada, mas, como nos ensina a parábola, vinda de tempos primordiais, “independente do que fizermos, sempre há alguém que discorda de nossa ação”, ou então, parafraseando Jean Jacques Rousseau: “ Quem quer agradar a todos não agrada a ninguém.”

 *Major na Brigada Militar

sábado, 18 de julho de 2015

Os coronéis da BM e os seus salários, por Aroldo Medina*


Zero Hora publica na sua edição de 17/07, página 10, uma reportagem sobre o salário dos coronéis da Brigada Militar, destacando que 96% deste efetivo de 497 oficiais, usufrui de aposentadoria.

Todos esses coronéis prestaram um concurso público e, ingressaram na BM como praças ou mesmo como alunos oficiais, numa carreira de Estado, almejando serem promovidos, após prestarem novos concursos públicos ou se submetendo a seleção (médica, física, psicológica e intelectual) para fazerem cursos de progressão. Todos nós quando abraçamos uma profissão, aspiramos legítima progressão na carreira escolhida. Olhem a celeuma estabelecida no plano de carreira dos professores do nosso Estado.

A Brigada não esta fora de nenhum contexto mundial de plano de carreira militar ou mesmo jurídica, como propugna atualmente, com valorização salarial compatível a de outros Estados da Federação. Ademais o salário dos coronéis no final da sua carreira é menor do que o inicial de outras carreiras de Estado, de nível superior, principalmente, as jurídicas.

Nenhum coronel surge do nada. Os coronéis de hoje tiveram anos de dedicação como cadete, aspirante, tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel. E, nessa trajetória sofreram reveses no enfrentamento de bandidos, situações de emergência e calamidades. Quando as pessoas no geral se afastam dos perigos, os policiais, militares e bombeiros, se aproximam deles.

Todos esses coronéis assumiram compromissos expressivos na administração dos recursos humanos, materiais e financeiros que lhes foram afetos, permanecendo ao alcance de apontamentos do Tribunal de Contas do Estado, mesmo na reserva, sofrendo a imposição do pagamento de multas e outros ressarcimentos. E, ainda permanecem sujeitos a perda do posto mesmo na reserva, em caso de condenação superior a dois anos e, podem ser reconvocados em casos extremos para defesa do povo e da pátria, ônus inerente ao seu caráter militar.

Ao final da carreira muitos estão doentes. Aliás a doença na aposentadoria, acompanha a maioria dos aposentados da Brigada, sejam oficiais ou praças que sacrificam a saúde e, não raras vezes, a própria vida, na defesa da vida e do patrimônio das pessoas.

Hipertensão, diabetes, infarto, câncer, úlceras, enfisema pulmonar, cirroses, problemas de coluna, depressão aguda, trombose, acidente vascular cerebral, envelhecimento precoce inerente a função de polícia, além de outras doenças, inclusive mentais, são espectros reais que perseguem os aposentados da segurança pública, indefectivelmente, mais do que em qualquer outra categoria de trabalhadores. Ser policial de qualquer nível é como exercer o trabalho de um minerador de carvão, em cima da terra, sob pressão permanente, o tempo todo.

E, como nas outras carreiras de Estado, além do Poder Executivo que também poderiam ser alvo do nosso questionamento salarial, é justo lembrar que todos esses servidores públicos de gestão de alta complexidade e responsabilidades, pagam impostos (de Renda e Previdenciário), descontados diretamente na fonte que leva sempre, sem nenhuma sonegação, 40% de todo o montante salarial apontado.

*Tenente-Coronel da Reserva da BM

(31 anos de serviço militar, em tratamento para o diabetes há 4 anos, com pólipos extirpados do intestino, com nódulo na tireoide e, trombose no braço esquerdo, recuperada há três anos, após intenso tratamento médico e espiritual. Doenças diagnosticadas como resultantes de stress continuado intenso, no exercício da profissão policial militar).

sexta-feira, 17 de julho de 2015

BRIGADA MILITAR PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS



PRESTAÇÃO DE CONTAS SEMESTRAL DA BRIGADA MILITAR. PRODUTIVIDADE DE 01 DE JANEIRO DE 2015 A 30 DE JUNHO DE 2015.

O Comando-Geral da Brigada Militar (BM) divulga o relatório semestral da produtividade da corporação no período compreendido entre os dias 01 de janeiro de 2015 e 30 de junho de 2015, em todo o Estado.

Foram feitas 52.638 prisões (exceto foragidos e flagrantes), 1.654 recapturas de foragidos e 12.401 prisões em flagrante delito, tendo como causas principais o tráfico de entorpecentes e porte ilegal de armas de fogo.

No mesmo período, a BM registrou a apreensão de 2.802 armas de fogo, 2.837 armas brancas, 1.372 Kg de maconha, 534,92 Kg de cocaína, 73,22 Kg de crack, 31.317 munições de diversos calibres e R$ 2.976.121,57 (dois milhões, novecentos e setenta e seis mil, cento e vinte e um reais com cinquenta e sete centavos) em dinheiro.

Também foram realizadas 89.200 barreiras, fiscalizados 2.509.304 veículos, autuados outros 421.712 por infração de trânsito, recolhidos 43.241 e 7.538 veículos furtados/roubados recuperados.

A corporação apreendeu, ainda, 6.937 carteiras nacionais de habilitação, registrou 20.094 termos circunstanciados (registro policial de crime de menor potencial ofensivo), 50.313 comunicações de ocorrências policiais (BO), 14.416 atendimentos de acidentes de trânsito com danos materiais, 10.291 com lesões corporais, 322 acidentes de trânsito com morte, 2.762 autuações de trânsito por embriaguez ao volante, 2.196 prisões por embriaguez ao volante, 1.952 suspensões do direito de dirigir, 159.053 inspeções em bares, 16.794 em casas noturnas e 1.751 em desmanches.

O comandante-geral, Coronel Alfeu Freitas Moreira, destacou os excepcionais números alcançados pelos integrantes da Brigada Militar, o que, indubitavelmente, demonstra que a Corporação tem prestado excelentes serviços a sociedade gaúcha, e continuará fazendo a sua parte, na incessante busca, calcada na gestão qualificada de seus recursos humanos e materiais, de melhores resultados."

Produção do texto: Comunicação Social da Brigada Militar
Fonte dos dados: Sistema de Informações Gerenciais da Brigada Militar

O Assassinato do Policial Civil de Alvorada, no RS, Opinião por Leônidas Calvalcante*

"Acabo de ficar sabendo da morte do colega Valdeci, com quem trabalhei na DPPA/Alvorada. Valdeci foi vítima do descaso estatal com a segurança pública. Morreu em decorrência da precariedade dos recursos materiais e humanos com que trabalhamos.

Mas Valdeci também foi vítima de um discurso arrogante e preconceituoso, que desumaniza o policial, veiculado por intelectuais que desconhecem a realidade de uma situação de confronto, difundido por uma imprensa que acha bonito odiar a polícia e assimilado acriticamente pela sociedade. 

É fácil imaginar o que estaria acontecendo se, ao invés de entrar em luta corporal, Valdeci tivesse atirado no suspeito desarmado. Ao invés de lermos a notícia de sua morte, estaríamos assistindo a seu linchamento moral em todos os jornais. Sua decisão de tiro, tomada em uma fração de segundo em uma situação de vida ou morte, seria minuciosamente analisada por uma legião de especialistas que nunca vivenciaram nada parecido, e seria condenada por unanimidade.

Se tivesse tomado a decisão que salvaria sua vida, o colega Valdeci provavelmente seria denunciado pelo Ministério Público e pronunciado por um juiz, indo a júri popular, quiçá com prisão preventiva decretada. Ainda que fosse absolvido, teria arruinadas sua vida pessoal, profissional e financeira. Ao invés disso está morto.

Não consigo deixar de pensar que Valdeci, um policial competente e experiente, na fração de segundo que tinha para tomar a decisão de tiro que lhe salvaria a vida, talvez tenha hesitado em razão da consciência, sempre presente em todos os policiais, da ausência de respaldo das instituições responsáveis pela persecução criminal, e das prováveis consequências dessa decisão. É possível que tenha morrido em razão desse momento de hesitação.

O colega Valdeci morreu no mesmo dia em que foi noticiado que, se estivesse vivo, receberia apenas uma fração de seu salário no final do mês. Meus pêsames à família e a todos os colega da DPPA/Alvorada."

* Delegado de Polícia

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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Café com o desconhecido, por Mavis Rios*



     Gosto de conversar com pessoas que nunca vi antes. Gosto mesmo! E é por isso que sempre aos domingos costumo ir a uma cafeteria próxima à minha casa saborear um café e falar com pessoas, indistintamente. Falamos sobre política, filhos, o custo de vida, alimentos, sobre relacionamentos... É claro que esse último assunto atrai mais a ala feminina, porém nenhum assunto é indiscutível. Existem diálogos tão doces e encorpados como o café que hoje degusto, existem também os amargos e ralos, todavia nenhum desses deixa de marcar o meu paladar físico e emocional.
O que mais me agrada é o mergulho que dou no universo do outro, é acompanhar no olhar, nos gestos, algumas emoções que a fala muitas vezes não consegue reproduzir. É ter-me revelado experiências alegres ou tristes vividas pelo outro e perceber que eu me encontro na experiência dele. Eu absorvo cada palavra ouvida e as significo também, utilizando-me do meu repertório, sim, um repertório que por vezes me inclina a julgar e que me causa certo desconforto, pois de fato não carrego comigo a pretensão em julgar a vida e atos de quem nem mesmo conheço. Prefiro acolher que julgar, afinal o mundo já dispõe de muitos tribunais e juízes instáveis, como todo ser humano.
     Gostaria muito de conversar mais comigo mesma, de tornar-me capaz de compreender o que se passa com meus sentimentos, de apoderar-me do que se mantém submerso no meu inconsciente e que, de súbito, emerge fertilizando minhas emoções, traçando os contornos de minha individualidade. Contudo, enquanto não consigo conhecer-me por completa, se é que é possível, vou seguindo, tendo o prazer da minha própria companhia, estabelecendo comigo mesma, eventualmente, algumas D.R (Discutir Relação), divertindo-me com meus pequenos desastres, aprendendo com meus erros e amando-me a cada dia.

Julho de 2015

Capitã na Polícia Militar do Ceará

SONHOS, por Deisi Paim*

Nessa jornada pela vida, em que há tantos porquês sem respostas e tantas dores sem cura, há também sonhos.
E sonhar é um grande espetáculo de existência,fé e arte...
Um dia perguntaram" Por que você fala tanto em sonhos?
" Você precisa ser mais realista." De repente, seu universo pessoal, sempre tão expansivo, ficou pequeno e apertado.
Seus desejos murcharam junto as flores tristes do canteiro. E os olhos ficaram carregados do ceticismo de quem não consegue sonhar.
A realidade caiu como uma bomba em sua cabeça! Nos jornais, as mesmas noticias da corrupção e do preço da gasolina subindo, nas ruas os menos favorecidos pedindo esmola, a violência aumentando cada vez mais, nas escolas alunos xingando professores enquanto educadores maltratam crianças. Roubo aqui, terremoto acolá. Em todos os lugares gente ficando sem casa, sem água e sem esperança.
O pensamento ficou pesado, e o coração inquieto. Sim você sabia ser muito bem realista! 
Trabalhando todos os dias, pagando suas contas, convivendo com a sociedade e cumprindo suas obrigações.
Sendo parte dessa massa de gente que acorda todos os dias para fazer tudo igual. Até então, você conseguia sobreviver, você voava sobre a vida, mas veio alguém e lhe cortou os sonhos.
Aí, foi-se uma vez um sonhador...Você. Você que adorava o mundo de contos que inventava, narrando suas próprias histórias, amava musicas e aprendia a cantar, pulava letras e a magia preenchia os seus vazios...
Mas os desafios para ser adulto não acabavam nunca, e você passou a ter muita responsabilidade no mundo real que gritava na sua cara: " ACORDE! Vem se afogar comigo!!!
Sufocado por rotinas, você passou a andar por longas curvas e terrenos incertos...
Até que um dia, resolveu olhar para dentro de si, para dentro do abismo que se formava, viu uma caixa na beirinha do buraco escuro. Abriu a caixa e encontrou palavras coloridas, vários lápis, canetas de mistério. Folheou um livro que fora lido tantas vezes antes, viu as folhas em branco do caderno que esperavam...
Você se perguntou por que havia se esquecido da sua caixa tanto tempo assim. No decorrer dos dias, em seus compromissos, contas para pagar e outras pessoas para cuidar é tão comum se esquecer de si e dos seus sonhos. É tão comum deixar as próprias vontades de lado.
Só que você começou a abrir as lembranças guardadas em todos os lugares. Curiosa vasculhou toda a sua memória, ansiosa encontrou as que estavam escondidas no vão da indiferença.
Surpresa descobriu que pensar nas SAUDADES também preenche vazio que elas deixam.
Animada reconheceu que dar atenção para aquilo que te faz falta a coloca a prova de você mesmo.
Então, olhou de frente seus melhores e piores sentidos e voltou a sonhar.
O universo se iluminou outra vez, os dias seguintes continuariam trabalhosos e cansativos, você já sabia, mas daquele dia em diante a sua caixa de sonhos estava aberta. Seus limites começavam a se expandir novamente, você viu que o sentido das coisas continuavam dentro de você.
Aos poucos, seria possível esvaziar as suas gavetas de medo e abrir seu baú de segredos. E poderia novamente colorir seu jardins esquecidos.
Sua caminhada seria uma busca de suas lembranças e o descobrimento do desconhecido.
Nessa jornada pela vida em que há tantos porquês sem respostas e tantas dores sem cura, há também os sonhos.
E sonhar é um grande espetáculo da existência, fé e arte.

*Professora e Orientadora Educacional

quinta-feira, 2 de julho de 2015

"SOMOS SENHORES DE NOSSAS DECISÕES, E ESCRAVOS DAS CONSEQUÊNCIAS DELAS..."


UM AUMENTO INDECOROSO - Editorial de ZH de 01/07/2015


Só há um caminho diante do absurdo aumento de salários dos servidores do Judiciário, aprovado pelo Senado na terça-feira. É o do veto ao projeto, como o Executivo já antecipou, não só por representar um privilégio, em meio às dificuldades do país, mas por ser absurdamente imoral. Neste momento dramático da economia brasileira, não há como aceitar aumentos de 56% a 78%. Nem mesmo se a situação fosse de normalidade, tal concessão poderia ser recebida com naturalidade. Tampouco deve ser levada em conta a desculpa de que as correções serão pagas em seis parcelas, a partir deste mês e até 2017. 

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, sustentou a posição do governo no argumento de que o custo do aumento é incompatível com as tentativas de levar adiante um ajuste fiscal a ser custeado por todos. Essa é a questão técnica a ser levada em conta. Além disso, é preciso considerar outros aspectos envolvidos na afronta. Um desses é a total desconsideração dos senadores pelas circunstâncias econômicas e financeiras da maioria dos brasileiros. No ambiente de insegurança em que vive o Brasil, a aprovação do reajuste – por mais merecedores que sejam os servidores – é uma agressão não só contra o governo fragilizado por um déficit crônico, mas contra a população. 

O episódio reforça a sensação generalizada de que o Judiciário é quase um Poder alheio à situação geral de penúria. Privilégios representados por toda forma de auxílios, transformados em penduricalhos aos vencimentos dos integrantes da magistratura, têm provocado críticas a instituições que deveriam zelar pela equidade e pelo bom senso. O veto presidencial evita, além dos efeitos em cascata do aumento indecoroso, que o Judiciário desfrute de mais uma vantagem negada a outros setores da sociedade. 

PORTA GIRATÓRIA DO CRIME, POR LASIER MARTINS*


Em meio ao debate sobre a redução da maioridade penal, é preciso atentar para outro tema candente, relacionado com a segurança pública: o fracassado sistema de progressão de regime carcerário brasileiro. Hoje, delinquentes voltam às ruas e ao crime com muita facilidade. O semiaberto, no Brasil, se transformou em porta giratória de fuga, reincidência e inúmeros tormentos às pessoas de bem, já que a maioria dos que saem volta a roubar, traficar, matar ou estuprar.

Tais fatos, porém, não têm encontrado eco e muito menos soluções, inclusive no Congresso. Noves fora o trabalho louvável de ONGs, é dever ampliar as discussões sobre a revisão atual do Código Penal. Precisamos, de fato, agravar as condições para concessão do semiaberto. Hoje, depois de um sexto de cumprimento da pena, o preso sai do fechado para o semiaberto, não proporcionando nem mesmo a sensação de punição. A liberdade é rápida e a fuga é certa. Uma solução é ampliar a condição para o benefício do semiaberto; só aplicá-la com dois terços de cumprimento da pena para os crimes comuns e quatro quintos para os crimes hediondos.

As fugas do semiaberto na região metropolitana de Porto Alegre chegam a 60%. As estatísticas – e são muitas – também confirmam a doença que contamina nossa sociedade.

O sistema de progressão de regime simplesmente não funciona. É uma ficção. É obrigatório repensar a questão e reformar o sistema de execução penal. Em caráter mais urgente, é obrigatória a volta do exame criminológico. Foi um erro transferir esse ônus para o diretor do estabelecimento de execução da pena. É hora de desfazer tal equívoco. O exame criminológico procedido por psiquiatras e especialistas haverá de conter significativa parcela de delinquentes psicopatas incuráveis que ficarão longe das ruas. Legislar é o mínimo a fazer. É por isso que defendo o retorno do exame criminológico. Por outro lado, quanto aos jovens infratores, é preciso ampliar o tempo de internação, ao invés de reduzir a maioridade penal.

Hoje, no Brasil, o debate da segurança pública ficou contaminado pelo embate ideológico. Segurança pública é defender, em primeiro lugar, a vida humana. É defender o direito de as pessoas andarem sem medo pelas ruas. É defender, enfim, o direito de as pessoas viverem em paz.

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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