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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Bela retrospectiva de 2011

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Editais de concursos da Brigada Militar e magistério serão lançados nesta quinta-feira, dia 29/12/2011.

BRIGADA MILITAR

A FDRH lança no dia 29, o edital para o concurso público da Brigada Militar. Serão 2,1 mil vagas, das quais 1,4 mil são para praças de polícia ostensiva, 600 para bombeiros e 100 para oficiais. As inscrições acontecem entre 1° e 31 de janeiro e podem ser realizadas pelo sitewww.fdrh.rs.gov.br. O valor varia entre R$ 53,38 (praças de polícia ostensiva e bombeiros) e R$ 121,70 (oficiais). 


PRAÇAS
O vencimento na graduação de soldado da Brigada Militar equivale ao valor de R$ 1.246,91 e demais vantagens, com jornada de trabalho de 40 horas semanais. O candidato deve ter entre 18 e 25 anos e possuir boa conduta pública e privada. Outros requisitos como altura mínima e peso devem ser consultados no editale no site da Brigada Millitar www.brigadamilitar.rs.gov.br 

O concurso será realizado em quatro fases que compreendem: exame intelectual, exame de saúde, exame físico, exame psicológico (testagem coletiva e entrevista individual). 


OFICIAIS
O concurso de oficiais da Brigada Militar se destina ao preenchimento de 100 vagas no Quadro de Oficiais de Estado Maior, no posto de capitão e outras que vierem a surgir no período de validade do concurso. A remuneração para o posto de capitão é de R$ 4.780,83 e demais vantagens, com jornada de 40 horas. Durante o curso, o oficial receberá bolsa auxílio nos termos da Lei nº 12.129/04. 

O candidato precisa ser bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e ter idade máxima de 29 anos, até o último dia da inscrição para o concurso. Além disso, é preciso não estar respondendo a processo criminal e não ter sofrido qualquer condenação incompatível com a função de policial militar. Outras exigências devem ser verificadas no edital. 

O concurso será realizado em quatro fases distintas, entre as quais: fase intelectual (prova objetiva, prova de redação e prova de títulos), exame de saúde, exame físico e exame psicológico (testagem coletiva, entrevista de grupo e entrevista individual).

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

VAMOS PARAR COM ESTE PERMISSIVISMO COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES, POIS ELES SE TORNARÃO ADULTOS.




Na semana passada, quando escutava a Band News, ouvi uma profissional comentar que um professor de educação física, em uma escola,  pedira as alunas para prenderem os cabelos durante as aulas. Pedido, na minha opinião,  mais que correto, pois protege as alunas e facilita a prática de exercícios e desportos. Entretanto esta profissional asseverava que o professor não poderia chamar a atenção das meninas, na faixa etária de dez e onze anos, que não cumprissem o solicitado, pois é uma forma que elas tem de expressão e ocupação de seus espaços.
Com todo o respeito aos que pensam o contrário, mas isto é uma bobagem gigantesca. Crianças e adolescentes devem aprender a respeitar as normas que lhe são impostas, até mesmo porque, neste caso, além de ser uma medida correta, partia da autoridade do professor, especialista na prática da educação física.
Estas crianças, alicerçadas no apoio de seus pais, e de profissionais permissivos e afastados da realidade atual, serão aqueles adultos que passarão o sinal vermelho, furarão filas, sentarão nos lugares para idosos, invadirão os gabinetes dos reitores e criticarão a polícia por cumprir a lei. E sabem por quê? Por que lhes foi ensinado que sempre tem um jeito de burlar a norma. Aprenderam, muito cedo, que não é preciso cumprir o que é imposto pelo professor. Porque então vão cumprir normas sociais e  se submeterem à lei?
 Pergunto a esta profissional porque a Escola Tiradentes da Brigada Militar e o Colégio Militar do Exército Brasileiro se revezam no primeiro lugar da ENEM? Eu mesmo respondo: Porque nestas escolas existe disciplina, se ensina a respeitar a norma e a respeitar a autoridade do professor; cultivam-se valores e princípios de solidariedade, e quem não quiser se submeter pode ir embora a qualquer momento.
Eu observo, hoje, nas escolas, alunos que não querem estudar, agridem e ameaçam colegas e professores, perturbam as aulas e as autoridades da infância e da juventude os protegem, lhes alcançam garantias e falam, com redundância, que eles tem direito de estudar. Mas e as outras crianças e adolescentes, esmagadora maioria, não tem o direito de estudar em um ambiente harmonioso? Que justiça é esta que privilegia uma meia dúzia de alunos indisciplinados, desinteressados, agressivos, egoístas e, muitas vezes violentos, em detrimento de uma esmagadora coletividade que quer aprender e se tornar alguém na vida?
A sabedoria popular, ah a sabedoria popular, já diz que a maça podre tem que ser retirada do cesto para que as outras não apodreçam também. Aqui isto não acontece. Alunos de boa índole, que querem ser alguém na vida, se veem obrigados a conviverem com quem não quer nada com o estudo, e ainda os atrapalham e desmotivam.
Acredito que vale a reflexão, pois por causa desta história de direitos individuais bandidos perigosos estão nas ruas livres, leves e soltos, aterrorizando aqueles que optaram pelo bem, E ESTES SIM, CIDADÃOS DE BEM, A LEI DEVERIA PROTEGER.
Um ano de 2012 maravilhoso e com menos violência para todos.

Ronie de Oliveira Coimbra
Major – Cmt do 33º BPM de Sapucaia do Sul

e-mail: Coimbra@brigadamilitar.rs.gov.br
Twitter: @roniecoimbra
Facebook: roniecoimbra

Brigada Militar prende homem por roubo a pedestre. Parabéns aos nossos legisladores por criarem Leis que permitem que este indivíduo, com os antecedentes criminais que seguem, esteja solto, nas ruas: LESÃO CORPORAL(2X), DESOBEDIÊNCIA(2X) , DESOBEDIÊNCIA DE DETERMINAÇÃO JUDICIAL (O suspeito possui medida protetiva de oura pessoa contra ele), LESÃO CORPORAL E AMEAÇA (Lei Maria da Penha – Violência Doméstica), AMEAÇA(4X), DESACATO(2X), LESÃO CORPORAL LEVE(2X), TRÁFICO DE ENTORPECENTES, APREENSÃO DE OBJETO – Encontrado com objeto sem procedência (2X) - RECAPTURA DE PRESOS (3x – Já se evadiu do sistema prisional três vezes e a polícia o recapturou), ROUBO A PEDESTRE(2X) , ROUBO A PEDESTRE COM LESÕES(2X) , FURTO QUALIFICADO(2X) , FURTO DESCUIDO, VIAS DE FATO, RECEPTAÇÃO, FURTO MÃO GRANDE - FURTO DE CELULAR, FURTO MÃO GRANDE - FURTO DE BICICLETA, FURTO QUALIFICADO - MAO GRANDE, PORTE ILEGAL DE ARMA


Em 28/12/2011,  aproximadamente às 01h15 da madrugada, policiais militares da Brigada Militar de Sapucaia do Sul foram abordados por um cidadão, na Avenida Sapucaia, que relatou aos policiais que fora assaltado por um homem, que lhe ameaçou com uma faca de cozinha e lhe subtraiu o telefone celular, marca Nokia.
Os policiais de posse das características do indivíduo passaram a diligenciar, e localizaram um suspeito, na Av Sapucaia, Centro de Sapucaia do Sul, que foi abordado e identificado – com antecedentes criminais por  LESÃO CORPORAL(2X), DESOBEDIÊNCIA(2X)  , DESOBEDIENCIA DE  DETERMINACAO JUDICIAL (O suspeito possui medida protetiva de oura pessoa contra ele), LESÃO CORPORAL E AMEAÇA (Lei Maria da Penha – Violência Doméstica),  AMEAÇA(4X), DESACATO(2X), LESÃO CORPORAL LEVE(2X), TRÁFICO DE ENTORPECENTES, APREENSAO DE OBJETO – Encontrado com objeto sem procedência (2X)   - RECAPTURA DE PRESOS (3x – Já se evadiu do sistema prisional três vezes e a polícia o recapturou), ROUBO A PEDESTRE(2X)   , ROUBO A PEDESTRE COM LESÕES(2X)  ,  FURTO QUALIFICADO(2X)  , FURTO DESCUIDO, VIAS DE FATO,  RECEPTAÇÃO,  FURTO MÃO GRANDE - FURTO DE CELULAR, FURTO MAO GRANDE - FURTO DE BICICLETA,  FURTO QUALIFICADO - MAO GRANDE, PORTE ILEGAL DE ARMA – e na busca pessoal foi localizado com ele o celular da vítima e a faca utilizada para ameaça-la.
Suspeito preso em flagrante delito por roubo e encaminhado , , DDPA\Canoas para lavratura do auto de prisão em flagrante delito.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Brigada Militar de Sapucaia do Sul encontra plantação doméstica de maconha.


Plantas de maconha apreendidas

Na noite de 27 de dezembro de 2011,, aproximadamente às 22h40, na Rua General Daltro Filho, centro de Sapucaia do Sul, a Brigada Militar localizou uma plantação de maconha e prendeu um homem de 22 anos que cultivava a “canabis sativa”, ou comumente conhecida como erva.
A prisão deu-se depois que agentes da seção de inteligência da Brigada Militar de Sapucaia do Sul ( 33º BPM) foram averiguar uma denúncia anônima que dava conta da plantação da maconha.
Em seguida os agentes realizaram monitoramento do local e diligenciaram, resultando na constatação de que a denúncia era verídica.
Prisão do "cultivador"

Em quatro vasos, cinco pés de maconha eram cultivados no referido endereço. Diante da situação de flagrante permanente -  eis que o plantio ou semeio de planta destinada a produção de entorpecente caracteriza crime pela Lei de Tóxicos Brasileira -  os policiais realizaram a incursão e abordagem. O proprietário da casa não reagiu e  recebeu voz de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes.
O homem já possuía antecedentes por posse de entorpecentes. Ao ser indagado pelos policiais sobre a plantação, ele informou que já cultivava as plantas faz quatro meses, e que havia retirado às sementes de um cigarro de maconha e que aprendeu o modo de cultivar pesquisando na internet.


A droga foi apreendida e o indivíduo foi encaminhado para o DPPA de Canoas para a lavratura do auto de prisão em flagrante.

Brigada Militar de Sapucaia do Sul prende quadrilha de assaltantes,após roubarem dois estabelecimentos comerciais em Sapucaia do Sul - Fotos dos bandidos a disposição no Quartel da Brigada Militar para aquelas pessoas que quiserem reconhecê-los..


Ação Policial de abordagem e prisão dos bandidos.

Em 26/12/2011, aproximadamente às 22h00, policiais militares do grupamento de motociclistas (ROCAM) da Brigada Militar de Sapucaia do Sul receberam a notícia que na Rua República Bairro Nova Sapucaia, Sapucaia do Sul, ocorrera um roubo a estabelecimento comercial, perpetrado por quatro indivíduos, tripulando um veículo Kadett, de cor escura.
As vítimas narraram que dois bandidos  permaneceram embarcados e dois ladrões desceram do carro, um deles armado, e anunciaram o assalto e subtraíram  todo o dinheiro do caixa e fugiram em  direção a ERS 118.
Durante as buscas a Central informou outro roubo, desta feita em na Locadora Ciber Vídeo, cuja vítima informou que fora assaltado por indivíduos que fugiram em um veículo Kadett escuro.
Diante disto os policiais começaram as diligências e localizaram o veículo Kadett suspeito, com placas de Esteio, sem ocorrência de furto/roubo, que fugiu dos policiais, porém foi acompanhado e abordado. O veículo era tripulado por quatro indivíduos, que foram identificados, dentre eles um adolescente de 17 anos, e os outros adultos, um deles com 20 anos  de idade e os outros dois com 50 anos de idade:
1º Suspeito com antecedentes criminais por CALÚNIA e OUTROS CRIMES CONTRA OS COSTUMES;
 2º Suspeito com antecedentes criminais por  AMEAÇA,  FURTO DESCUIDO (2X) E FURTO QUALIFICADO;
3º Suspeito com antecedentes criminais RECEPTAÇÃO (2X), PORTE ILEGAL DE ARMA, AMEAÇA E HOMICÍDIO.
4º Suspeito com antecedentes criminais LESÃO CORPORAL E  LESAO CORPORAL CULPOSA DE TRÂNSITO.
A arma não foi localizada, mas o dinheiro roubados das vítimas, em torno de R$ 156,00,  foi recuperado e os bandidos reconhecidos pelas vítimas.

O Judiciário não gosta de ser fiscalizado, diz Gilson Dipp, Ministro do STJ

Zero Hora - 27 de dezembro de 2011
ENTREVISTA
“Houve enfraquecimento do Judiciário”
Gilson Dipp, Ex-corregedor nacional de Justiça e ministro do STJ


Corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e responsável por determinar a abertura de inspeções em 22 tribunais do país, a começar por São Paulo, Eliana Calmon está no centro da guerra que sacode o Judiciário.

Contudo, na origem dos movimentos que buscam identificar irregularidades em pagamentos feitos aos magistrados, intenção agora ceifada por liminares do Supremo Tribunal Federal (STF), está um gaúcho de Passo Fundo: Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor do CNJ entre setembro de 2008 e setembro de 2010.

Em julho de 2009, Dipp solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) o registro de movimentações de valores atípicas envolvendo magistrados. Ele explica que requereu as informações porque percebeu, ao final de inspeções de rotina, que os tribunais não dispunham de documentos para comprovar a regularidade das folhas de pagamento.

Dipp deixou o cargo sem receber os dados do Coaf. Os relatórios chegaram em fevereiro de 2011, quando Eliana Calmon já estava à frente do cargo. Baseada nestas informações, que revelaram a existência de movimentações incompatíveis com os rendimentos de magistrados, é que ela abriu investigações.

Depois, a crise explodiu. Entidades como a Associação dos Magistrados Brasileiros acusaram a corregedora de quebrar o sigilo de 231 mil pessoas. Duas liminares emitidas pelo STF em 19 de dezembro, véspera do recesso da Corte, esvaziaram os poderes do CNJ. Uma delas suspendeu as inspeções da Corregedoria. A outra proibiu processos disciplinares contra magistrados que não foram investigados antes pelas corregedorias estaduais.

Nesta entrevista, Dipp fala sobre a briga no Judiciário.

Zero Hora – O que a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estava se propondo a investigar? Há relação com o pagamento de auxílio-moradia, que foi considerado um direito dos magistrados?

Gilson Dipp – Não tem nada a ver com isso. Quando se começou a fazer inspeções dentro dos tribunais, era para ter o controle administrativo, financeiro, orçamentário e disciplinar. São examinadas as regularidades dos procedimentos, como quantos cargos de confiança existem, se há concurso público em andamento, se temos juízes em todas as comarcas. E também se examina, no aspecto administrativo, se os tribunais estão obedecendo a regra do nepotismo, a regra do pagamento dentro do teto (salarial). Porque há muitas irregularidades em pagamentos fora do teto, diárias pagas de maneira irregular ou errada e má aplicação de índices de correção monetária.

ZH – Foram essas informações que o CNJ buscou ao fazer pedido para o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)?

Dipp – Os tribunais não tinham essas informações. Os juízes têm obrigação de mandar a declaração de bens, o imposto de renda, como todos os funcionários públicos. Eles tinham de apresentar aos tribunais. Isso é lei. Mas, em alguns tribunais, os juízes não mandavam. E os tribunais não cobravam. Face à deficiência nos tribunais, foi pedido a um órgão do Ministério da Fazenda, o Coaf, a relação de operações financeiras tidas como atípicas. Aquelas movimentações em valores maiores do que é compatível com os rendimentos.

ZH – As reações aos atos da corregedora Eliana Calmon estão vindo principalmente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Qual o motivo?

Dipp – O tribunal de São Paulo sempre foi um tribunal com menos poder de gestão, com menos planejamento, até pelo seu gigantismo. Os juízes tinham um passivo grande a ser recebido. Todos eles. Os servidores também. Quando se anunciou a inspeção, houve essa reação por motivos óbvios. O presidente do CNJ é de São Paulo (Cezar Peluso), o presidente da AMB (Nelson Calandra, da Associação dos Magistrados Brasileiros) é do TJ de São Paulo.

ZH – Magistrados originários de SP estariam se protegendo?

Dipp – Ela (Eliana Calmon) anunciou que começaria (a inspeção) por São Paulo. Se ela dissesse que começaria pelo Piauí ou pela Paraíba, isso não daria problema nenhum. Talvez a inabilidade dela tenha sido anunciar que começaria por São Paulo. Aí as forças conservadoras reagiram. Isso é consenso geral entre os magistrados. Pelo que eu leio nos jornais, lá tem 353 desembargadores e não sei quantos juízes, mas apenas 17 desembargadores tiveram os atrasados devidos pagos de uma vez só. Ou seja, houve, em princípio, uma violação da impessoalidade. Alguns foram pagos de forma mais benéfica do que outros. Mas ninguém foi acusado ou investigado. É uma inspeção de rotina.

ZH – Então o foco do problema está no TJ de São Paulo?

Dipp – O tribunal de São Paulo é conservador. Pelo seu gigantismo, pela sua falta de planejamento, pela sua falta de gestão, eles (magistrados) mesmos ficam constrangidos porque sabem das suas deficiências. Em São Paulo, desde a criação do CNJ, há um histórico de que o tribunal sempre foi o mais refratário ao controle do CNJ. Isso não é de hoje. É de 2004.

ZH – O Judiciário não gosta de ser fiscalizado?

Dipp – É claro que não gosta. Nunca ninguém prestou contas de nada. O CNJ determina que os tribunais prestem contas. Tudo isso nunca houve no Judiciário.

ZH – O episódio colocou em lados opostos o presidente do STF e do CNJ, Cezar Peluso, e a corregedora Eliana Calmon. O alto escalão do Judiciário está rachado?

Dipp – Houve uma divisão interna no Conselho e no Supremo. Não há entendimento entre o presidente, a corregedora e os conselheiros. Esse desentendimento propiciou que as associações (de magistrados) se encorajassem e voltassem a carga contra o CNJ. É um problema político. Mas a reação pública em favor do CNJ é algo que nunca vi na minha vida. Então, alguma coisa está errada.

ZH – Quais os motivos da briga?

Dipp – Primeiro porque o que pensa o presidente não é o que pensa a corregedora. São estilos diferentes. Uma (Eliana Calmon) é agressiva e gosta de polêmica. O outro (Cezar Peluso) é conservador, vem de São Paulo. E com isso muitas atitudes da Corregedoria não agradavam ao presidente e vice-versa. Faltou diálogo. E os conselheiros também se dividiram. Nessa última composição, alguns conselheiros foram eleitos pelas instituições me parece que para defender certas teses, certos posicionamentos, e não defender a própria instituição que eles integram, que é o CNJ.

ZH – Como o Judiciário vai ficar depois dessa crise?

Dipp – 90% do Judiciário se acostumou com as boas práticas e sabe que isso é necessário até para se ter credibilidade com a sociedade. Mas hoje, com essa briga interna, se enfraqueceu o CNJ, se enfraqueceu o Supremo, e isso é grave. Houve enfraquecimento do Judiciário. É só ver a reação da sociedade. Mas acho que ao fim e ao cabo, com todas essas divisões, quem sai fortalecido são o CNJ e as suas atribuições.

ZH – A corregedora diz que estão querendo fazer um linchamento público e moral dela para enfraquecer as atribuições do CNJ. O senhor concorda?

Dipp – Acho que ela é a bola da vez. Ela se expôs muito. Essa reação contra ela acabou fazendo dela uma heroína nacional. E de heroína não tem nada. Ela simplesmente está cumprindo o mínimo que é de sua competência, mas é mulher. Criaram exatamente uma reação contrária a tudo que preconizavam.

ZH – Qual a sua opinião sobre as liminares concedidas pelo STF que restringiram o poder de fiscalização do CNJ e que cancelaram averiguações que estavam em andamento?

Dipp – O que há são medidas liminares concedidas dentro de um período nebuloso (no último dia antes do recesso). E talvez as pessoas não tivessem pensado na repercussão negativa disso tudo.

ZH – E sobre o mérito dessas liminares?

Dipp – Estou questionando a oportunidade das liminares. Quem deu as liminares deve ter tido a convicção de que era uma urgência urgentíssima. Sobre o mérito, não tenho a menor ideia. Mas que o STF está numa camisa de força, isso está.

ZH – Essas fiscalizações do CNJ envolveram ministros do STF?

Dipp – O STF não está sujeito à fiscalização do CNJ.

CABIDE DE EMPREGOS: Senado brasileiro abriu inscrições para um concurso que selecionará 246 pessoas com salários de R$ 13,8 mil a R$ 23,8 mil. Cada Senador, tem em média, 77,3 assessores.(ABSURDO INACEITÁVEL)

Zero Hora - 27 de dezembro de 2011
PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA

Cabide de empregos

Japoneses e alemães acostumados com assessorias enxutas em seus parlamentos devem ter imensas dificuldades para entender uma notícia como a publicada na edição de ontem de Zero Hora, de que o Senado brasileiro abriu inscrições para um concurso que selecionará 246 pessoas com salários de R$ 13,8 mil a R$ 23,8 mil. O Brasil, agora sexta maior economia do mundo, tem uma média de 77,3 assessores para cada um dos 81 senadores e ainda vai fazer concurso para contratar mais 246. Mais ricos e mais austeros, Japão e Alemanha jamais teriam como acomodar essa multidão em seus parlamentos por falta de espaço físico e de trabalho para ocupar as oito horas diárias.

O Senado brasileiro tem hoje 3.187 funcionários efetivos e 3.076 em cargos em comissão. Se você duvida, passe lá no site www.senado.gov.br, clique em Portal da Transparência e confira o nome de cada um. A lista de cargos e funções, com a respectiva data de admissão, soma 259 páginas nos efetivos e 251 nos comissionados. O site oferece também informações sobre a “estrutura remuneratória”, com salários de encher os olhos dos chamados “concurseiros”.

Por que o Senado precisa de tantos funcionários? Eis aí uma pergunta para a qual ainda está faltando resposta satisfatória. Se fosse uma empresa, quantos funcionários deveria ter o Senado para produzir o que produz? Dá para imaginar o que faz esse exército de 6.263 pessoas?

A Câmara dos Deputados não fica atrás. São 17,7 mil servidores, entre efetivos, comissionados e cedidos de outros órgãos, numa média de 34,5 para cada deputado – parte deles ligada diretamente ao gabinete, trabalhando em Brasília ou na base eleitoral, e outra na estrutura da Câmara. Recentemente, a Câmara criou 66 cargos para atender à bancada do PSD, sem que o número de deputados tenha sido alterado. Em vez de remanejar as vagas e os espaços dos partidos que perderam deputados para o PSD, criam-se novos cargos, como se as verbas públicas fossem elásticas.

A propósito, tanto no parlamento alemão quanto no japonês, o número de assessores de cada parlamentar é mínimo. Na Alemanha, cada deputado tem uma equipe ínfima e conta com os serviços de técnicos que trabalham para a bancada inteira. Por ocuparem gabinetes exíguos, no Japão é comum os parlamentares receberem visitantes em salas de uso comum, funcionais e sem nenhuma ostentação.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Outra vez o Papagaio...

     A minha vã filosofia não me permite compreender algumas coisas. Esta história do Papagaio é uma destas circunstâncias, pois agora o MP anunciou que vai pedir a regressão de regime prisional. A pergunta que não para de soar na minha mente é porque, com tantas fugas, o Papagaio progride do regime fechado para o semi-aberto?

Brigada Militar de Sapucaia do Sul prende homem por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo e apreende crack, maconha, dinheiro e um revólver.


Drogas (crack e maconha), dinheiro, arma e outros
materiais apreendidos com o suspeito preso.

Na madrugada de 24/11/2012, na Rua Beira Campos, Bairro Vargas, Policiais Militares da Brigada Militar de Sapucaia do Sul efetuaram a prisão de um homem, de 22 anos de idade, sem antecedentes, por tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo.
Ação de prisão em flagrante do suspeito
Equipes da seção de inteligência do 33º BPM foram averiguar uma denúncia sobre um ponto de traficância que estaria em funcionamento no local, e, após confirmarem a prática criminosa, acionaram policiais ostensivos que realizaram a ação policiail e adentraram a residência de onde os usuários saiam com drogas, e, sobre uma mesa estavam um prato contendo 46 pedras de crack, uma lâmina de barbear (gillete), uma pochete contendo R$ 53,90 e 01 tijolinho de maconha. Com o indivíduo que estava no interior da casa, e que vendia a droga, foram encontradas, em seu bolso, duas pedras médias de crack, e, em sua cintura, um revolver cal.38 SPL, marca taurus, com numeração raspada e municiado com 05 cartuchos intactos.

Indivíduo preso em flagrante delito por tráfico de drogas e porte ilegal de arma e encaminhado ao DPPA Canoas para lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito.

A Brigada Militar deseja a todos um Feliz Ano de 2012. Assista o Vídeo com a mensagem.


sábado, 24 de dezembro de 2011

O BRASIL QUE DÁ CERTO

Zero Hora - 24/12/2011 e 25/12/2011
EDITORIAL INTERATIVO


O movimento da semana de Natal nas principais cidades do país – incluindo shoppings cheios de clientes, ruas congestionadas de veículos, trânsito intenso nas estradas, aeroportos lotados, atividade comercial atípica – retrata acima de tudo um Brasil que está dando certo em vários aspectos da vida nacional. Embora nosso país não esteja imune aos efeitos da crise global, que no momento se manifesta de forma mais acentuada na Europa, encaminhamo-nos para um final de ano com avanços que merecem ser reconhecidos nesta hora de celebração. Basta um olhar mais benevolente e menos crítico para constatarmos que o Brasil deste Natal de 2011 registra avanços promissores, entre os quais o pleno emprego, a participação efetiva no consumo de uma parcela da população que estava excluída, a inflação controlada, a vigilância ética dos cidadãos sobre seus representantes políticos, a oferta de escola para todas as crianças e a preocupação crescente da sociedade com a qualificação do ensino público.

Não se pode fechar os olhos para os problemas. O país cresceu menos do que o previsto e algumas conquistas que já pareciam asseguradas passam por turbulências merecedoras de atenção. Mas esses percalços são normais numa democracia, especialmente num país emergente que ainda não aplainou todos os caminhos para o seu desenvolvimento. O importante é que os obstáculos vêm sendo encarados como desafios pelas autoridades e pelos cidadãos. Enquanto nações historicamente estabilizadas tropeçam por conta de políticas administrativas e sociais equivocadas, o Brasil investe no seu próprio povo, distribuindo renda, apostando no consumo interno e olhando com atenção os gargalos de infraestrutura que ainda obstaculizam o seu crescimento.

Entre os desafios do futuro próximo, está o enfrentamento das principais apreensões da população brasileira, registradas em recente pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria ao Ibope. A consulta feita em todos os Estados da federação mostrou que saúde, impostos e segurança, nesta ordem, são hoje as principais preocupações dos cidadãos. As mazelas da saúde são bem conhecidas. Embora o país disponha de um sistema universal de atendimento, reconhecido como modelar nas nações em desenvolvimento porque oferece assistência gratuita para qualquer pessoa, incluindo consultas com especialistas, partos e exames laboratoriais, o que costuma ser destacado é o lado negativo, representado por hospitais superlotados, médicos mal pagos e pacientes sofrendo nas antessalas das emergências. Há muito, portanto, a corrigir. A questão tributária também preocupa porque os contribuintes brasileiros pagam muito e recebem pouco do Estado. Cidadania atenta, escolha criteriosa de governantes e vigilância permanente sobre o poder público tendem a atenuar esse problema. A falta de segurança, que nos humilha diante de países ricos e pobres que sofrem do mesmo mal, ainda parece um desafio para muitas décadas, mas algumas ações isoladas de autoridades estaduais vêm se mostrando promissoras – como a política de retomada de territórios dominados pelo tráfico no Rio de Janeiro.

Certamente não será o Papai Noel que nos trará de presente a solução de nossos problemas. Cada brasileiro é que precisa fazer a sua parte nesta empreitada para que possamos efetivamente alcançar um resultado coletivo de bem-estar e esperança. O Natal se presta para esta reflexão: se somos capazes de ser solidários, de celebrar os nossos melhores sentimentos com familiares e amigos, de movimentar o comércio e o trânsito no sentido da prosperidade, por que não seremos capazes de construir um país mais digno e desenvolvido?

O Brasil que dá certo não depende apenas de governantes, políticos e líderes empresariais. Depende de cada um de nós.

Compartilho oito minutos e cinquenta segundos de lições simples de felicidade. FELIZ NATAL!!!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Integrantes do PAM (Plano de Ação Mútua) de Sapucaia do Sul e Esteio realizam simulado de acidente rodoviário no transporte de produto químico.

O Simulado se constituía da seguinte situação:


"O motorista Enos, entrou em contato as 13:56h, comunicando que o seu veículo foi colhido (colisão) na traseira por um veiculo de passeio e há uma vítima. 
Por conta do evento, o tanque de N2 (nitrogênio) líquido está vazando e ele necessita de auxilio.
O evento aconteceu na Est. Horto Florestal - Divisa da cidade de Sapucaia do Sul com São Leopoldo. 
Ele deixou como contato o seu celular."

     O simulado foi organizado por colaboradores da White Martins, entre eles Ubirajara Carpes e o Engenheiro Henrique e mobilizou entidades públicas e privadas que serão mobilizadas em caso de acidentes ou incidentes que envolvam o transporte ou estivagem de produtos químicos.
       Esta proposta partiu do PAM ( Plano de Auxílio Mútuo) reativado neste ano, e que tem como objetivo principal preparar as empresas e órgãos público para enfrentarem e solucionarem eventos com cargas que contenham produtos perigosos, que por ocasião do acidente ou incidente, ofereçam riscos a vida e saúde das pessoas, ou potencial dano ambiental.
       O exercício foi muito produtivo e já proporcionou uma visão multidisciplinar de atuações, portanto encaminhamentos e correções de procedimentos já foram tomadas e manutenção da boa prática. 
          No dia cinco de janeiro de 2012 está agendada reunião do PAM  para tratar do seguintes asuntos: Avaliação das ações realizadas em 2011, retomada do PAM, o evento de lançamento, as reuniões, o Regimento, as visitas técnicas,  e os simulados.

- Planejar as ações para 2012.
     
Equipe de Avaliadores, dentre eles Major Ronie Coimbra, Ubiratan Carpes
e Engenheiro Henrique

Isolamento dos motociclistas da ROCAM da BM
de Sapucaia do Sul

Bombeiros de Sapucaia do Sul

SAMU de Sapucaia do Sul

A

Socorro a uma das vítimas

Equipe do PAM

Participantes do simulado

Vazamento de nitrogênio provocado pela acidente

Equipe de resgate, com equipamentos de proteção, em meio
a nuvem de nitrogênio, resgatando as vítimas


SAMU em ação

Contenção do vazamento

Vazamento contido e vítimas resgatadas

A LEI DA IMPUNIDADE: Postado no blogdainseguranca.blogspot.com

A LEI DA IMPUNIDADE - LEI 12.403/2011
Foi aprovada para acomodar a negligência dos Poderes na execução penal. Sem instrumentos para aplicá-la, ela aumenta as benevolências e devolve às ruas milhares de presos, desmoralizando e enfraquecendo os instrumentos de coação, justiça e cidadania e fomentando desordens, violência, criminalidade e impunidade no Brasil.

Vai na direção oposta dos países desenvolvidos, onde se pune com rigor os pequenos crimes para evitar os crimes mais graves.

Os congressistas negaram as promessas de campanha a favor da Paz Social. Proteste contra esta traição!


JORGE BENGOCHEA
A IMPUNIDADE é uma licença do Estado que o bandido usa para continuar matando, roubando, violentando, depredando, pichando, corrompendo, fraudando, recebendo propinas, saqueando cofres públicos, desviando recursos do povo, prevaricando...

Usina de governador lidera lista de devedores de luz em AL - Caso nós, cidadãos comuns, não pagassemos a conta da energia elétrica, ganharíamos liminar da justiça para não acontecer o corte?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

REPRISE DE ERRO: De novo, presidiário é solto por engano

Zero Hora - 22 de dezembro de 2011

Rapaz deixou Presídio Central após falha de comunicação entre órgãos

A burocracia e a falha de comunicação entre os órgãos judiciários e prisionais do Estado colocaram nas ruas por engano um presidiário pela segunda vez em um mês no Estado. Desta vez, o caso ocorreu em Porto Alegre, na semana passada. Marcelo Merey de Freitas, 24 anos, estava no Presídio Central desde junho de 2010, depois de ser preso em Viamão, por tráfico de drogas, dentro da Operação Espelho, da Polícia Federal.

A confusão ocorreu porque o preso tinha duas condenações: uma de três anos e nove meses e a outra de sete anos. Recebeu o benefício da Justiça Estadual pela pena menor, já que a condenação maior não constava no Processo de Execução Criminal. Quem deveria ter avisado a Justiça Estadual é a Justiça Federal. Entretanto, conforme Flávio Fagundes Visentini, diretor de secretaria da 1° Vara Federal Criminal, apesar de a Justiça Federal não ter feito isso, havia avisado a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), que controla a questão carcerária, o que já seria suficiente, segundo ele. Conforme Visentini, a falha foi da superintendência, que não consultou o sistema integrado da Segurança Pública.

Todos órgãos envolvidos na soltura equivocada, entretanto, admitem uma falha de comunicação entre as partes. A Susepe declarou que a corregedoria da entidade deve investigar se houve erro do órgão.

– Nós fizemos todos os procedimentos devidamente. Mas não posso nos eximir de talvez termos errado. Está sendo feito um levantamento junto à nossa corregedoria. Me parece que é uma sucessão de erros e de documentos que deixaram de ser enviados – destacou Jairton Santos dos Santos, chefe de gabinete da superintendência.

O paradeiro de Freitas é desconhecido pela Justiça. Um caso semelhante a este veio a tona no início do mês, quando a Justiça de Pelotas soltou por engano em novembro o traficante Valdomiro Soares de Oliveira, o Índio, que continua livre.



Saiba mais
QUEM É O PRESO
- Natural do Mato Grosso do Sul, Marcelo Merey de Freitas, 24 anos, foi preso em flagrante em junho de 2010, em Viamão, por tráfico de drogas, dentro da Operação Espelho, da Polícia Federal. Ele estava preso provisioriamente por dois processos criminais.
O QUE DIZ
Justiça Federal Flávio Fagundes Visentini, diretor de secretaria da 1° Vara Federal Criminal
Informamos à Susepe da condenação de pena maior em fevereiro. Tanto é que essa informação consta no Sistema de Consultas Integradas. Então, a partir do momento em que a Susepe recebeu da Justiça Estadual o pedido de livramento condicional com relação à pena menor, deveria ter consultado o sistema integrado e barrado a soltura. Se eles tivessem qualquer dúvida, deveriam ter consultado a nossa Vara.
Justiça Estadual Sidinei José Brzuska, juiz da Fiscalização dos Presídios da Vara de Execuções Criminais (VEC)
A VEC cumpriu o que consta no processo. Não fomos informados de uma segunda condenação. O erro está em não termos sido informados. Isso é relativamente comum, só que na maioria das vezes em desfavor do preso. Dessa vez, o favoreceu. Essa situação só vai ser resolvida quando tivermos um cadastro único de presos no país. Se soubéssemos dessa segunda condenação, ele nem teria o direito à soltura.
Susepe Jairton Santos dos Santos, chefe de gabinete da Susepe
Recebemos da Justiça Estadual o alvará de soltura no dia 13. Pesquisamos nos dois sistemas (Consultas Integradas e o particular da Susepe) e verificamos que não tinha nada que o mantivesse preso. Constatamos as duas penas. Só que para nós as duas deveriam estar cadastradas no Processo de Execução Criminal (PEC) dele. Então, como foi pedido a soltura, entendemos que o juiz analisou o caso e decidiu contemplar as duas condenações. Só depois é que ficamos sabendo que uma das penas não havia sido registrada na VEC.

TENSÃO NA CORTE: Freio no CNJ abre polêmica e Ministros rebatem suspeita de interesse pessoal em decisões que impediram investigações

Zero Hora - 22/12/2012

A disputa no alto escalão do Judiciário em relação ao poder de investigar magistrados ganhou novos capítulos ontem. Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso, lançaram notas para explicar sua posição em relação ao esvaziamento dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Por meio de uma liminar na segunda-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, também do STF, decidiu que a Corregedoria Nacional do CNJ não pode investigar e punir juízes sob suspeita antes que os tribunais em que eles atuam nos Estados tomem a iniciativa de examinar sua conduta. No mesmo dia, Lewandowski decidiu suspender liminarmente inspeções do CNJ sobre ganhos de juízes em todo o país.

As decisões foram baseadas em pedidos da Associação dos Magistrados Brasileiros, que trava uma queda de braço com a corregedora nacional, Eliana Calmon. Ontem, reportagem da Folha de S.Paulo apontou que Lewandowski está entre os magistrados que receberam os valores que são investigados pela Corregedoria Nacional.

O órgão apura o pagamento de uma parcela retroativa ao período de 1994 a 2000, referente ao auxílio-moradia que era pago a deputados, e que foi estendida a magistrados de todo o país. No TJ de São Paulo, onde atuou Lewandowski, 17 desembargadores receberam pagamentos individuais de R$ 1 milhão de uma só vez.

Lewandowski lançou nota para negar que tenha sido beneficiado com a suspensão da inspeção do CNJ. “As providências determinadas pela Corregedoria (...) não abrangem a minha pessoa ou a de qualquer outro ministro deste tribunal”, escreveu. Presidente do STF e do CNJ, Cezar Peluso lançou uma nota em defesa de Lewandowski. No mesmo dia, o STF informou que Peluso recebeu R$ 700 mil relativos a um passivo trabalhista da época em que integrava o TJ de São Paulo.

OPERAÇÃO DESASTRE: Ao investigar um sequestro de dois moradores do Paraná mantidos reféns no Rio Grande do Sul, a polícia paranaense deflagrou um episódio trágico que resultou na morte de dois inocentes e em um mal-estar entre os governos dos dois Estados

Zero Hora - 22/12/2012

PM e refém mortos
Ações confusas e desintegradas das polícias civis paranaense e gaúcha terminaram ontem em dupla tragédia, em Gravataí. Os agentes tentavam acabar com o sequestro de dois empresários do Paraná, mantidos em cativeiro no Estado. Ao investigar o caso, os policiais mataram dois inocentes. Um sargento da BM, confundido com bandido, foi morto por agentes paranaenses. Em outro ato, policiais civis gaúchos tentaram impedir a fuga dos sequestradores, e um dos reféns acabou morto.

A falta de comunicação entre as polícias abriu uma crise entre os dois Estados. O governador Tarso Genro não economizou críticas aos policiais paranaenses, mas silenciou sobre a ação dos agentes gaúchos.

– Foi uma ação profundamente ilegal e irresponsável da polícia do Paraná aqui no Estado do Rio Grande do Sul. E como foi ilegal e foi irresponsável, eu quero dizer que ela está sob suspeição. O que esses policiais vieram fazer aqui? – questiona o governador.

Ainda sem saber das declarações de Tarso, o governo do Paraná minimizou o episódio. O governador Beto Richa deixou para o Departamento da Polícia Civil paranaense lançar nota oficial. O documento ressalta o fato de o sargento gaúcho não ter se identificado como policial e, após a morte dele, os agentes paranaenses terem agido “com a postura mais adequada possível”, solicitando socorro à vítima e se apresentando às autoridades.

Policiais tiveram prisão decretada
O primeiro incidente aconteceu à 1h30min de quarta-feira, quando o sargento da BM Ariel da Silva, 40 anos, foi atingido por quatro disparos na Avenida Sílvio de Freitas, em Gravataí. Os tiros foram dados por policiais civis do Grupo Tigre, unidade de elite da polícia paranaense. Sem se identificar, eles procuravam o cativeiro dos reféns. Conforme os agentes, o militar pilotava uma moto e os abordou, armado. Ele teria feito pelo menos quatro disparos e atingido o carro que eles ocupavam. Um dos agentes disparou uma rajada de submetralhadora calibre .40, matando o PM.

Os policiais tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça gaúcha.

– Há sérios indícios de que os policiais civis do Paraná não possuíam autorização para estar na cidade, não apresentaram argumentos convincentes sobre o episódio e, possivelmente, tenham deturpado a seu favor os acontecimentos – ressalta o pedido feito pelo promotor de Justiça André Luís Dal Molin Flores, de Gravataí.

Os agentes envolvidos nesse primeiro tiroteio estão detidos em Curitiba (PR), para onde tinham voltado após prestar depoimento em Gravataí.

A segunda morte aconteceu 12 horas depois da primeira. Uma segunda equipe de policiais civis paranaenses prosseguiu na investigação do sequestro e avisou policiais gaúchos sobre o possível local de cativeiro. Na tentativa de libertar os reféns, dois delegados gaúchos tirotearam com os sequestradores. Um dos empresários, Lírio Persch – natural de Novo Hamburgo, mas residente no Paraná – morreu e o outro, Osmar José Finkler, foi ferido por mordidas de cães da BM.

O delegado Ranolfo Vieira Junior, chefe da Polícia Civil gaúcha, considera que não ocorreram falhas na ação:

– Não se tratou de estourar cativeiro. Eles depararam com os bandidos saindo, armados.

O tiroteio aconteceu num sobrado da Rua Doutor Luiz Bastos do Prado, atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí, no Centro. Três sequestradores (dois gaúchos e um paranaense) acabaram presos, com armas e toucas.

Participaram desta cobertura Carlos Wagner, Eduardo Torres, Francisco Amorim, Humberto Trezzi e Pedro Moreira

TOCA PEDRA NA GENI (OU NA POLÍCIA)




Recentemente divulgaram na imprensa estudos concernentes a homicídios no Brasil e no Estado do Rio Grande do Sul, cujos índices apontaram a cidade de Sapucaia do Sul como a nona cidade gaúcha mais violenta e apontaram outras cidades da região do Sinos como mais violentas ainda.
Repórteres, diante destes dados “impactantes”, acorreram aos Delegados de Polícia e Comandantes dos Batalhões da Brigada Militar para que justificassem estes dados “alarmantes”, como se as polícias fossem exclusivamente as responsáveis pelo aumento ou diminuição do índice. Não há como negar que ações preventivas de polícia ostensiva e investigação qualificada são vetores que contribuem para a redução, não somente de homicídios, mas de qualquer outro crime, entretanto existe outra série de fatores, como os  socioeconômicos, educacionais, étnicos, religiosos, de gênero, culturais, políticos, etc, que contribuem da mesma forma, ou se sonegados contribuem para o aumento da violência.
Convém esclarecer que o homicídio é o delito mundialmente usado para medir a violência em razão de que a notificação é obrigatória, ao contrário de outros crimes, cuja cifra negra é estimada em mais de 60 por cento, ou seja, não são informados a polícia e não entram nas estatísticas, portanto seriam dados desqualificados para medirem a violência em determinado espaço geográfico e em determinado espaço de tempo.
De outra monta não mostrou o estudo que, em Sapucaia do Sul, nos últimos dois anos o delito de homicídio está em reta descendente, bem como não publicaram que no ano de 2010 ocorreram na cidade dois latrocínios (matar para roubar), e em 2011 não tivemos nenhum.
Outra discussão que não foi construída é o dado de  que (10%) dez por cento dos homicídios em Sapucaia do Sul ocorrem por passionalidades ou desentendimentos entre pessoas conhecidas, e os  (90%) noventa por cento restantes vitimam pessoas envolvidas com o crime, principalmente o tráfico de drogas. A pretensão que tenho ao tocar neste tema é ressaltar que a legislação processual penal atual, a meu juízo, é um dos fatores que está contribuindo para o aumento do índice de homicídios, pois pessoas que deveriam estar presas em razão de extensa ficha criminal, contendo prática de crimes violentos como homicídios, roubos e tráfico de drogas, retornam as ruas, e a sua índole violenta as impele a vitimarem seus adversários, também com envolvimento em delitos graves, ou tornarem-se vitimas em razão de seu histórico de crimes, que as faz suscetíveis de ações por vingança ou disputa pelo território.
Portanto os repórteres, no caso de homicídios, devem eleger outras portas aonde baterem, além das portas das delegacias e quartéis da polícia militar, a exemplo das portas dos gabinetes dos legisladores, dos magistrados e Promotores Públicos, dos administradores políticos, entre outros, para que os que ali se encontram também forneçam explicações para o aumento dos índices de homicídios e de outros delitos.

Ronie de Oliveira Coimbra
Major – Cmt do 33º BPM de Sapucaia do Sul

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Brigada Militar de Sapucaia do Sul realiza a 9ª Reunião do Conselho de Segurança Escolar.

Sgt Ferrari, a esquerda, Fabiana, da Parceiros Voluntários
recebendo a homenagem da BM das mãos do Elder e
Major Coimbra, bem a direita.

Na tarde de 21 de dezembro de 2011, no Auditório do Ministério Público de Sapucaia do Sul, a Brigada Militar de Sapucaia do Sul organizou e realizou a nona e última reunião do Conselho de Segurança Escolar de Sapucaia do Sul no ano de 2011.
Integrantes e colaboradores do Conselho de Segurança
Escolar de Sapucaia do Sul
O Conselho de Segurança Escolar de Sapucaia do Sul foi criado em maio de 2010, portando já funciona há dois anos na cidade, e o seu principal objetivo é aproximar a comunidade escolar (alunos, professores e pais) das instituições que tratam da segurança e educação da infância e da juventude no município.
Na oportunidade homenageamos personalidades, físicas e jurídicas, que colaboraram com o Programa Educacional de  Resistência às Drogas e à Violência (PROERD).
Sr. Clademir, do Jornal Lider do Vale recebendo a homenagem
da BM das mãos do Vereador e Coordenador da 27ª CRE,
Edson Portilho.
Nesta tarde o promotor de justiça de Sapucaia do Sul, Srº Cristiano Mourão, falou aos presentes sobre a importância do conselho de segurança escolar.
Ao final do evento o Conselho de Segurança Escolar confraternizou degustando salgados e bebendo um delicioso refrigerante.
Promotor Público, Dr. Cristiano Mourão reafirmando
a importância do Conselho.
O sucesso do evento marca a consolidação do Conselho de Segurança Escolar, e nada mais justo, que de público, sejam homenageados nossos amigos e colaboradores, pois Segurança Pública se faz com a ajuda de todos, materializando o que diz a nossa Constituição Federal, em seu artigo 144, que trata sobre segurança pública: Segurança pública é um dever do Estado e responsabilidade de todos.
Sgt Ferrari, Clademir, Ten Jacques e Fabiana.
Os trabalhos do Conselho de Segurança Escolar serão retomados em fevereiro por ocasião do reinício do ano letivo.
Os homenageados na tarde foram as seguintes personalidades:
Milagás Liquigás;
Bambriflex brindes;
Exaustec;
Sd Flavio recebendo a homenagem das mãos
do Sgt Adriano
Mercado Eldorado
Ferragem A Casa
Jornal Líder do Vale
Padaria Nossa Senhora Aparecida;
Escola Data Red;
Escola Olímpio;
Parceiros Voluntários;
Volmir Rodrigues;
Sgt Elton Volnei Nunes Rossal;
Sd Flávio dos Santos;
Sd Alex Silveira da Silva;
Sd Ana Lúcia Garcia Pacheco;








Equipe de Tiro da Brigada Militar de Sapucaia do Sul sagra-se, pela terceira vez consecutiva, campeã do ranking de tiro da Brigada Militar.


Sd Thiago, Sd Mattei, Sgt Andrade,
Tenente Neiron, Sd Ana, Ten Jaques,  Maj Coimbra, Cap Deise,  Sd Hertal,
 Sd Ubirajara, Sd Diego,  Sd Almeida, Sd G. Clipes e Sd Fernando.

A equipe de tiro policial da Brigada Militar de Sapucaia do Sul (33º BPM) sagrou-se, pelo terceiro ano consecutivo, campeã Estadual na categoria IPSC (Confederação Internacional de Tiro Prático) e Tiro Policial (Cenários com alvos atiráveis ou não, com fontes de risco contra o relógio).
Etapa Porto Alegre
Durante o ano de 2011 foram realizadas seis etapas (Passo Fundo, Santa Maria, Rio Grande, Viamão e Porto Alegre), e em todas  a equipe do 33º BPM trouxe para o Quartel de Sapucaia do Sul troféus e medalhas individuais, e agora manteve os dois troféus de campeão anual do ranking de tiro da Brigada Militar.
Sobre esta última conquista o sargento Arcival Andrade, instrutor de tiro do 33º BPM, assim refere:
“Em nome da equipe agradeço ao comandante do 33º BPM pelo apoio e ajuda, pois sempre precisamos de sua autorização para deslocamento, bem como da disponibilidade de meios materiais. Sem este apoio jamais conseguiríamos realizar o treinamento e ser considerada a melhor equipe do estado”.
Sargento Andrade instruindo Policial Militar do POE
(Pelotão de Operações Especiais)
O Ranking de tiro policial da Brigada Militar foi reativado em 2009, pelo Centro de Material Bélico da Brigada Militar, e as provas são constituídas de cinco a dez pistas de tiro do tipo IPSC (Velocidade e precisão) e uma a duas pistas de tiro policial (Cenários onde se treina decisão de tiro e velocidade ao efetuá-los). Em média, por etapa,  participam 170 policiais militares e trinta convidados, dentre eles integrantes da Polícia Civil, Polícia Federal , Exército Brasileiro, SUSEPE, Guardas Municipais e atiradores.
Durante estes anos o 33º BPM adquiriu grande conhecimento e vem repassando a todos os Batalhões da Brigada Militar, sempre que solicitam,  apoio para desenhos de pistas, montagem e material necessário.
Nos locais do treinamento tudo é montado com pré-requisitos, ente eles: primeiro a segurança, segundo precisão, terceiro velocidade e quarto potência.
Nos treinamentos são utilizadas as pistolas calibres .30 ou .40, e espingardas calibres 12.
Para 2012 há previsão de oito etapas, com previsão de dois dias cada, tendo em vista a grande quantidade de policiais interessados em competir e se qualificarem.





A FRAGILIZAÇÃO DO CNJ: É preocupante que o Conselho Nacional de Justiça, criado com a missão de defender a moralidade e a transparência do Judiciário, tenha suas ações limitadas por decisão da mais alta Corte do país

Zero Hora - 21 de dezembro de 2011
EDITORIAIS
A FRAGILIZAÇÃO DO CNJ



Foi uma surpresa para a corregedora Eliana Calmon e também para o país a decisão isolada do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, concedendo liminar que limita os poderes do Conselho Nacional de Justiça para investigar juízes suspeitos de irregularidades. Ao acolher ação da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), antecipando-se ao julgamento do caso pelo plenário da Corte, previsto para fevereiro, o ministro determina que o CNJ somente poderá agir depois das corregedorias dos tribunais, invariavelmente movidas pelo corporativismo e pela benevolência em relação aos acusados. Na prática, a liminar concedida pelo relator do processo tira do Conselho o poder de iniciativa e o esvazia como órgão corregedor. São plenamente justificáveis as preocupações com as consequências da atitude do ministro, que atinge, de imediato, a imagem do próprio Judiciário.

O CNJ é uma instituição prevista na Constituição de 1988, mas implantada tardiamente em 2005. Tem atribuições diversas, todas voltadas para o aperfeiçoamento das atividades da Justiça. Sua tarefa mais nobre está bem expressa na missão do órgão: contribuir para que a prestação jurisdicional seja realizada com moralidade, eficiência e efetividade, em benefício da sociedade. Está explícito que a prioridade do CNJ é a defesa intransigente da transparência administrativa e processual. Um órgão que, de acordo com a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, terá de ficar a reboque das decisões de corregedorias locais, sem autonomia para tomar a iniciativa de corrigir eventuais falhas e desmandos, cumprirá apenas parcialmente sua missão.

É um paradoxo em relação a todos os atributos do Conselho, que desde sua origem é acessível a quaisquer reclamações relacionadas com as atividades do Judiciário. Tanto que todo cidadão pode recorrer ao órgão e solicitar providências. De que serve, a partir de agora, esse poder da cidadania, com as limitações impostas pelo ministro do Supremo? A corregedoria criada para, entre outros deveres, fiscalizar a Justiça foi amordaçada pela própria Justiça. Entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil expressam uma apreensão generalizada, quando manifestam estranheza com a pressa do ministro relator em se antecipar ao julgamento da ação, e exatamente às vésperas do recesso do Supremo.

Há quem argumente que a ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ, representante do Superior Tribunal de Justiça no Conselho, teria sido imprudente quando afirmou, em setembro, que há muitos “bandidos de toga”. A ministra sustentou depois o que afirmou, citando casos de magistrados envolvidos com a delinquência e a corrupção e a firme disposição de investigá-los. Pode, de fato, ter provocado constrangimentos, mas fez questão de esclarecer que não estava generalizando, ao se referir a casos de exceção. Ao encaminhar a ação que pedia a limitação das atividades do CNJ, a Associação dos Magistrados Brasileiros deixou claro que reagia às declarações da ministra. A AMB deveria, ao contrário, defender o fortalecimento de uma corregedoria do próprio Judiciário, composta de juízes, promotores e advogados. O episódio denuncia que, para alguns setores da magistratura, a pregação pela transparência é meramente retórica.

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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BM de Sapucaia do Sul auxilia Exército na instrução de preparação para a missão da paz da ONU