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segunda-feira, 18 de abril de 2011

QUEM É RESPONSÁVEL PELO AMBIENTE SEGURO NAS ESCOLAS? Coluna do Jornal Líder do Vale de 14 abril de 2011


Ainda estamos todos sob os efeitos da tragédia que ocorreu em uma Escola Municipal, no bairro Realengo, no Rio de Janeiro, quando 12 crianças foram vitimadas fatalmente e outras 12 restaram feridas, e somente não houve mais mortos e feridos devido à ação oportuníssima de um Sargento da Polícia Militar que conseguiu alvejar o algoz das crianças que, por sua vez, suicidou-se.
Chamo as pessoas a uma reflexão, e alicerço-me em testemunhos de especialistas, que o evento, trágico e permeado de violência, foi um episódio isolado que, até então, somente tomávamos conhecimento de algo assim porque líamos nos jornais ou assistíamos pela televisão quando ocorria em outros países.
O episódio nos causou muita consternação, pois abreviou estupidamente a vida de pessoinhas na tenra idade que recém estavam construindo seus sonhos e aspirações, porém, minha condição de policial me faz ter muitas reservas quando parte da mídia pinta um quadro com cores trágicas e nos injeta convicções de que o fato sinaliza para a ocorrência de outros similares mais adiante, levando o horror para milhões de pessoas, sejam crianças, adolescentes ou adultos, que freqüentam as escolas ou tem filhos, amigos ou parentes freqüentando-as.
Muito claramente sei que temos que enfrentar as violências que ocorrem no ambiente escolar e no seu entorno - que repiso não tem nada a ver com o fato isolado e trágico que iniciou esta coluna – como ofensas, agressões, discriminações, lesões, danos etc, e o tão propalado bullying (pratica reiterada de discriminações ou violências verbais ou físicas contra uma mesma pessoa) que hoje é direcionado tanto contra alguns alunos, quanto contra alguns professores.
Recomendo inicialmente as direções das escolas definirem quais as condutas que são consideradas transgressões e requerem medidas administrativas daquelas que são criminosas e requerem ação policial, e foco este aspecto porque a maioria dos problemas das escolas podem ser resolvidos sem a interferência policial. Em outras palavras, não é a escola que deve mexer no tráfico de drogas e não é a polícia que deve cuidar do insulto ao professor (senão quando represente perigo para esse) e são todos os educadores, quer na escola, quer fora dela, que devem encarar o desafio das incivilidades ou do bullying.
A escola é espaço de construção de saberes, de convivência e socialização e se caracteriza por sua heterogenia, por abrigar pessoas diferenciadas por  credo, raça, sexo, condição social, sexualidade etc, e cabe a todos nós, policiais, professores, pais, alunos, agentes públicos e sociedade trabalhar conjuntamente para tornar o ambiente escolar harmônico e propício ao aprendizado de nossas crianças e adolescentes.
O assunto é amplo. Prometo tratar mais vezes o tema.

Ronie de Oliveira Coimbra
Major – Cmt do 33º BPM de Sapucaia do Sul

www.roniecoimbra.blogspot.com
e-mail: Coimbra@brigadamilitar.rs.gov.br
Twitter: @roniecoimbra
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