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domingo, 22 de abril de 2012

Zoo cinqüentão - Aniversário sem festa.

Zero Hora - 22 de abril de 2012 ANIVERSÁRIO SEM FESTA Zoo Cinquentão Completando meio século no dia 1° de maio, o Zoológico de Sapucaia do Sul não recebe investimentos significativos há 10 anos Chegar aos 50 anos sem marcas profundas da idade se consegue com cuidados constantes ao longo da vida – o que não ocorreu com o Zoológico de Sapucaia do Sul, que completa cinco décadas no dia 1° de maio. Sem muito a comemorar, o zoológico localizado no Vale do Sinos não conta, até agora, nem com um programação festiva para celebrar a data. Na jaula da onça, por exemplo, grades enferrujadas revelam um pesaroso passar dos anos. Na última década, o zoo não recebeu nenhum grande investimento. Apenas realizou reformas de espaços já existentes, sem ampliações. E nem poderia. O parque não conta com orçamento definido, sem o qual não é possível planejar a gestão do local. Toda a estrutura, de mais de 160 hectares, é mantida basicamente com a arrecadação da bilheteria. O governo do Estado é responsável pelo pagamento dos 74 funcionários e faz algumas compras de material. A administração do parque não sabe ao certo o valor gasto mensalmente. Diretor executivo do zoológico, Luiz Carlos de Lima Leite tenta manter o otimismo: – Nossa estrutura é antiga, mas é mantida em bom estado. Existem itens que há 50 anos não se pensava, por isso é preciso que o espaço se adapte. Projeto para renovação e para novos funcionários Nas perdas que a história impôs e que a falta de recursos não repôs está a morte da girafa Dorotea, em 2010. Desde então, o parque ficou sem exemplares do animal: comprar uma nova girafa exige um longo processo burocrático e investimento. O antigo trem de passeios, que funcionou até 1992, segue parado e sem manutenção. Outro entrave é a estrutura atual, que sofre com a falta de profissionais. De acordo com a direção do parque, 19 profissionais serão contratados emergencialmente, e um concurso público será aberto. Para o presidente da ONG Projeto dos Grandes Primatas, Pedro Ynterian, o drama dos zoológicos do país é cada dia maior: – Com menos recursos e focados no entretenimento, são cemitérios de animais. A solução é parar com a visitação indiscriminada e convertê-los em centros de conservação da biodiversidade. A Fundação de Zoobotânica, mantenedora do parque, prevê a construção de um prédio modelo para a educação ambiental e renovar o espaço. A partir de um projeto em parceria com a Unisinos, poderá haver a injeção de R$ 12 milhões no local. E, quem sabe, comemorar com ânimo os 51 anos. alisson.coelho@zerohora.com.br ÁLISSON COELHO | SAPUCAIA DO SUL

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