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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Muito simples: A culpa é sempre da polícia - Opinião de Ronie de Oliveira Coimbra a respeito do assalto a agência do Banco do Brasil ocorrido em São Paulo das Missões.

Em São Paulo das Missões, três assaltantes levaram R$ 107,8 mil da agência do Banco do Brasil. Na troca de tiros, foram efetuados mais de 200 disparos, segundo a polícia. Um brigadiano foi atingido na cabeça. A cidade foi paralisada durante a movimentação.
A divulgação deste assalto cinematográfico, em que ocorreram dezenas de disparos de arma de fogo, policial militar alvejado na cabeça – mas felizmente um ferimento não fatal -, e, após o cerco e buscas policiais, a prisão em flagrante delito dos três suspeitos de perpetrarem o roubo, veio alinhada com outra matéria que dá conta da falta de efetivos em pequenos municípios do Rio Grande do Sul. Indubitavelmente, que no episódio que o cidadão queria registrar  a perda de sua CNH, e foi impedido porque não havia policial militar no aquartelamento, e nem Delegacia de Polícia local, existe o prejuízo, bem como as defecções nas atividades de polícia ostensiva, são inegáveis frente a contingente tão reduzido de policiais, tanto civis quanto militares.
Entretanto, não focou a reportagem em aspecto de imensa relevância neste processo: A legislação condescende para criminosos reincidentes no Brasil. Muito pouco mudaria um acréscimo considerável de policiais neste, ou nestes municípios, eis que a bandidagem se vê incentivada a delinquir, não mais pela certeza de não ser preso, mas sim pela certeza de que, mesmo que flagrados na prática criminosa, e por conseguinte presos, muito em breve retornarão as ruas.
Três suspeitos foram presos. Destes posso apresentar os antecedentes de dois: O primeiro, com 72 anos de idade e com ocorrência policial por autoria de homicídio no ano de 2000; e três ocorrências policiais por porte ilegal de arma de fogo, nos anos de 2002, 2007 e 2008.
Mas ressalto a situação do segundo suspeito, com 32 anos de idade, com ocorrências policiais de apreensão de objeto sem procedência no ano de 1999, resistência no ano de 2000, homicídio nos anos de 2003 e 2006, furto/arrombamento de estabelecimento comercial no ano de 2003, roubo a estabelecimento comercial no ano de 2008, lesão corporal no ano de 2011, dirigir sem habilitação ou entregar veículo a pessoa não habilitada nos anos de 2010, e duas vezes no ano de 2013. A condescendência da legislação/justiça é tamanha, que este indivíduo restou condenado por roubo em fevereiro de 2013 a pena de sete anos e dois meses, porém, lhe foi, “severamente”, concedida o benefício da prisão domiciliar, que após o cumprimento de “longo tempo”, e como o castigo poderia ser muito “pesado”, restou em liberdade condicional no dia 15 de março de 2013. Bem, o que aconteceu com ele, e com os antecedentes que possui, estando ele nas ruas, estava anunciado: Perpetrou, juntamente com dois comparsas, um assalto a uma agência do Banco do Brasil na cidade de São Paulo das Missões.
Outra coisa não referida, pois parece não interessar a mídia, foi o preparo dos policiais, tanto civis quanto militares, que diga-se é regra no Estado do Rio Grande do Sul, que mesmo tendo um colega policial ferido pelos bandidos com um tiro na cabeça, prenderam todos os delinquentes vivos. Para que não ressaltar, por parte da imprensa, esta prática, que diga-se nada mais é que o cumprimento da lei e das cartilhas de direitos humanos??? A resposta deixo com você caro leitor.
E as perguntas que você deve estar se fazendo do porquê de um delinquente desta periculosidade estar nas ruas, consequências de uma legislação extremamente benéfica para bandidos, com certeza não devem ser direcionadas para a polícia, e sim para os legisladores, ou seja, os Deputados Federais e Senadores, que parece-me, não estão muito preocupados com estas questões, eis que as legislações que eles, atualmente, tem engendrado, cada vez mais beneficiam bandidos, e, até mesmo porque  se tem a polícia para culpar das mazelas da segurança pública, e quando o “calo” dos políticos aperta, por aumento da sensação de insegurança, ou pelo aumento dos índices de criminalidade e violência, apresentam como solução mudanças nos modelos das estruturas policiais, como uma forma de aplacar a opinião pública, deixando de, efetivamente, trabalharem no cerne do problema, que, penso, não querem resolver.

Major Ronie de Oliveira Coimbra.

Abaixo a reportagem na integra, publica em ZH de 07 de agosto de 2013
PÂNICO NAS MISSÕES
Em 20 minutos, mais de 200 tiros
Depois de assalto e perseguição, policial militar acaba ferido em tiroteio
Três municípios do interior do Estado, que juntos somam pouco mais de 10 mil habitantes, foram abalados ontem por dois assaltos. Nos dois casos, gerentes de bancos foram feitos reféns, mas somente em um deles o roubo foi bem-sucedido (leia mais na página ao lado).
Em São Paulo das Missões, três assaltantes levaram R$ 107,8 mil da agência do Banco do Brasil. Na troca de tiros, foram efetuados mais de 200 disparos, segundo a polícia. Um brigadiano foi atingido na cabeça. A cidade foi paralisada durante a movimentação.
– Sem dúvida, é um dos maiores assaltos já ocorridos na região, tanto pela quantia roubada quanto pelo alto número de tiros efetuados – afirma o delegado Afonso Stangherlin.
Armados e usando toucas-ninja e roupas camufladas, os assaltantes chegaram à agência por volta das 10h30min, desarmaram o guarda e invadiram o banco, que fica no centro do município. Segundo o delegado, em seguida a Brigada Militar fez o cerco e iniciou a troca de tiros. Os assaltantes conseguiram furar o bloqueio e fugiram em um Kadett, levando R$ 107,8 mil da agência. Na saída, encontraram o gerente e o levaram como refém.
– Houve novo confronto na Vila Dona Otília, mas como um trator bloqueou a passagem, os bandidos fugiram a pé, e o refém conseguiu escapar. Nesse confronto, um soldado foi atingido na cabeça. Depois teve mais troca de tiros – relata Stangherlin.
Os assaltantes fugiram em direção ao município de Roque Gonzales, que fica na divisa com São Paulo das Missões, e se esconderam em um matagal. Cerca de três horas depois, a força-tarefa montada pela BM de diversos municípios da região, com reforço da Polícia Civil, prendeu o trio em flagrante.
Os suspeitos foram identificados como Horacilino Batista da Silva, 72 anos, Ivo Johnson Moura da Rosa, 32 anos, e João Carlos de Moura, de idade não confirmada. Segundo a polícia, eles são moradores de São Nicolau, a cerca de 60 quilômetros do local do assalto, e todos têm antecedentes criminais, incluindo roubos, furtos e homicídios.
Além do dinheiro roubado do banco, a polícia recuperou cinco armas, entre elas uma espingarda calibre 12 e duas pistolas de 9 mm, de uso restrito do Exército e fabricadas na Argentina.
O PM baleado foi medicado e passa bem. Diversas viaturas e veículos de moradores foram alvejados, mas não há registro de outros feridos.

vanessa.kannenberg@zerohora.com.br
VANESSA KANNENBERG


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