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sábado, 20 de abril de 2013

Aliada da Polícia - Imagem é tudo contra o crime

Zero Hora - 21 de abril de 2013
ALIADA DA POLÍCIA
Imagem é tudo contra o crime

A máxima de que não existe crime perfeito ganha mais força. Episódios recentes mostram a eficácia do videomonitoramento para gerar provas e solucionar delitos.

Eficazes, válidos como prova documental e bem mais baratos que a contratação de pessoal, os sistemas de videomonitoramento são a aposta no universo militar e policial para combater as ameaças à sociedade – do terrorismo ao crime organizado. E isso não se trata de futuro, acontece agora. A profusão de câmeras de vigilância nas cidades torna o flagrante de delitos muito mais frequente.

Quando não registram o momento exato de um crime, as imagens no mínimo facilitam a reconstituição dos passos do suspeito nas imediações da cena. São exemplos de casos resolvidos semana passada no Brasil:

- O assassinato de seis taxistas na capital gaúcha e em Santana do Livramento.

- Pelo menos 10 ataques a postos de gasolina na Capital.

- Jovem morto por um PM à paisana, na saída de uma festa, em Pelotas.

Também foram decisivas no Exterior:

- Os atentados a bomba em Boston (EUA). Imagens de videomonitoramento e de câmeras de TV foram usadas para identificar dois homens. Com uso de explosivos, eles são suspeitos de pelo menos três mortos e mais de 180 feridos.

– A imagem serve para ter a reconstituição visual do autor. Tanto para mostrar às testemunhas quanto para confrontar com o depoimento do suspeito. A prova testemunhal é versão de um contra outro, mas contra a imagem não há argumento – explica o delegado Gabriel Bicca, da 4ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre, que atuou no caso do matador de taxistas.

Para José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM de São Paulo e ex-secretário nacional de Segurança Pública, a ampla cobertura das câmeras acaba produzindo um cruzamento de imagens de grande proveito. Mas especialistas em segurança ressalvam que, se está comprovada a eficiência das câmeras no auxílio à investigação, ainda são tímidos os efeitos desses equipamentos na prevenção de delitos.

Na avaliação de José Vicente, não há sentido em se fazer um investimento excessivo em câmeras por parte da polícia por uma razão objetiva: falta efetivo para monitorar as imagens 24 horas por dia. O coronel defende a instalação de câmeras em pontos estratégicos para a polícia e o aproveitamento das câmeras privadas nos demais casos.

Opinião semelhante tem o coronel da reserva da Brigada Militar Luiz Antônio Brenner Guimarães:

– Na investigação policial pós-fato, essas imagens podem ter um papel significativo, mas não têm surtido efeito para reduzir a criminalidade, porque não há uma capacidade de resposta.

O próprio caso de Porto Alegre ilustra esse quadro. No Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), quatro operadores por turno monitoram 16 câmeras em sistema de rodízio, de um total de 42 canais.

Para monitorar todos em tempo integral, seriam necessários 10 operadores por turno, conforme o chefe do Ciosp, major Gilberto da Silva Viegas. Ele admite que não houve redução no número de ocorrências por causa das câmeras.

– Mas há muito mais celeridade na ação da polícia, pois é possível o despacho imediato para o local e com a descrição do criminoso – afirma Viegas.

Em março, a Brigada Militar prendeu, a partir do videomonitoramento no Ciosp, 18 pessoas em flagrante, casos em que, sem o registro das lentes, dificilmente entrariam na estatística.





HUMBERTO TREZZI E TAÍS SEIBT

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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