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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Líder: coloque as pessoas antes dos números, por Sofia Esteves, DMRH e Cia de Talentos.

Conquistar o respeito como líder é talvez uma das tarefas mais desafiantes na trajetória dos profissionais responsáveis pela gestão de pessoas. Há muitas divergências sobre as características tidas como essenciais a um bom líder.

Segundo Ram Charan, autor de vários best sellers sobre negócios e liderança que respeito muito, os principais sinais que a corporação tem que estar atenta ao identificar o potencial de liderança em seus colaboradores são: habilidade em buscar informações e abrangência, demonstrar motivação e uma certa dose de “agressividade”, capacidade de ir para o “ataque”, facilidade em sintetizar dados para tomada de decisão, habilidade em equilibrar tensões inerentes, busca constante por aprendizados e crescimento, insatisfação constante com o status quo, ser íntegro e dizer a verdade. Todos esses sinais listados pelo consultor, apesar de voltados para o negócio incluem o olhar para o desenvolvimento de pessoas, já que é ele mesmo quem diz que líderes inteligentes colocam as pessoas antes dos números.

O meu convite, então, é para colocarmos em prática a frase de Charam: coloquemos – sempre – as pessoas antes dos números. Para ser um bom líder é fundamental desenvolver em si mesmo a capacidade de análise do comportamento das pessoas e adaptar sua linguagem ao receptor. Só assim você conseguirá exercer uma real influência em cada integrante da sua equipe. Encontrar uma só receita para liderar equipes cada vez mais heterogêneas, além de não ser tarefa fácil, tem se mostrado ineficaz. Uma única “voz” não te levará a seu objetivo: mobilizar pessoas de diferentes estilos, talentos e ideias.

Por isso, sugiro que o líder comece ouvindo o que cada um da equipe está tentando dizer com suas reações e atitudes. Sugiro que mapeie situações e comportamentos e aprenda a envolver – de fato – as pessoas, customizando sempre a sua abordagem. Isso não quer dizer que um líder precise deixar de ser quem é, mas, sim, que deve imprimir sua marca e estilo de liderança com versatilidade e estar disposto a conhecer e reconhecer cada membro da sua equipe.

Texto originalmente publicado no blog "Carreira em Gerações" da Exame.com

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