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segunda-feira, 29 de junho de 2015

As Faces de um Face, por Márcia Rios Martins*


Já é fato! O poder das redes sociais é tamanho que ninguém mais duvida. Dessa vez eu entro como observadora de uma notícia que repercutiu e ainda está dando pano para manga no assediado facebook.

No último dia 26, a Suprema Corte Norte Americana aprovou o casamento gay nos cinquenta estados do país. Companheiros do mesmo sexo poderão casar e usufruir dos mesmos direitos que beneficiam aos casais heterossexuais nos Estados Unidos. Essa notícia foi comemorada com força, inclusive no Brasil.

Para tornar esse acontecimento mais notório, os adeptos à rede social aplicaram um filtro com as cores do arco-íris em suas fotos. Até aí, tudo bem. Uma forma dos usuários se posicionarem a favor de uma causa através da internet. De fato a ideia vingou e as cores se multiplicaram com aquela rapidez que o facebook possui, um poder avassalador.

O lamentável é que o respeito e a compreensão de que o direito do vizinho começa quando o seu termina ainda está engatinhando para alguns internautas brasileiros... Pode-se perceber um certo descontentamento de alguns adeptos das cores com os amigos que não se manifestaram, o fato de um de um amigo não aderir à causa foi motivo de chateação. Também não escapa aos olhos a não aprovação de pessoas heterossexuais que não escondem suas opiniões e seu preconceito, não conseguindo respeitar o espaço do outro. Vi imagens de motivos de luta mundial sendo expostos, no intuito de menosprezar, diminuir a causa que estava sendo comemorada. Sem falar naqueles que não tem opinião formada, porém a criatividade é grande para avacalhar e desmerecer o sentimento alheio.

E entre uma postagem e outra o sentimento de competição já existia.

Não demora muito para concluir que falta amadurecimento para se utilizar uma ferramenta de tamanho alcance. Imposição, hipocrisia, falso moralismo estão presentes e o que poderia ser uma ato de respeito, aceitação, e porque não Amor? Vira baderna, chacota.

A presença de brigas e comentário infantis muitas vezes tira o foco do real sentido daquelas postagens. A brincadeira pode existir, mas, o respeito deve prevalecer. Talvez um pouco mais de seriedade em assuntos tão importantes traria um contentamento maior para as pessoas que lutam por uma determinada causa. Mais conteúdo, menos competição. Não deve ser visto como um jogo onde haverá um vencedor e um perdedor. São aspectos relevantes para a vida em sociedade que poderiam ser tratados de uma forma mais humana.

*Jornalista

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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