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terça-feira, 11 de março de 2014

SEGURANÇA PÚBLICA VIROU CASO DE POLÍCIA OSTENSIVA - Opinião, por Ronie de Oliveira Coimbra



Você, caro leitor, já percebeu que quando os índices de violência e criminalidade começam a se elevar, a resposta estatal imediata é sinalizar com incremento do policiamento ostensivo. E o senso comum das pessoas as faz aceitar esta medida como a solução para todos os males que geram os fenômenos da violência e da criminalidade.
Eu não ouço ou leio um discurso que diga que ocorrerão investimentos para aparelhar os profissionais que realizam perícias nos locais de crime, eis que responsabilizar os autores de delitos é prevenir e desestimular novas práticas criminosas; ou que o sistema prisional receberá investimentos que permitam, ao menos, recuperar os presos que possam ser recuperados.
Não ouço discursos inflamados de autoridades, políticos e intelectuais dizendo que a legislação é leniente, produtora de impunidade (quem sabe possa não interessar que a Lei seja justa); ou que alguns magistrados devolvem rapidamente as ruas delinquentes perigosos, cuja regra é a de que voltem a delinquir, vitimando pessoas; ou então trazendo à baila que o índice de apuração dos autores de crimes no Brasil é muito baixa.
Não, estas falas são raras, pouco interessantes e muito pouco eleitoreiras. Afinal de contas é muito mais fácil dizer que a solução é o incremento de policiais nas ruas. Isto feito, está resolvido o problema (Nossa, que gestão competente), até a próxima crise, e tudo o mais que deveria ser melhorado, não o será.
Pois é, no Brasil, segurança pública se tornou, e tão somente, caso de polícia ostensiva.

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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