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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Crime e castigo, por Lya Luft


Crime e Castigo
Lya Luft

"Estamos levando na brincadeira a questão
do erro e do castigo, ou do crime e da punição.
Sem limites em casa e sem punição de crimes
fora dela, nada vai melhorar"

Tomo emprestado o título do romance do russo Dostoiévski, para comentar a multiplicação dos crimes nesta cultura torta, desde os pequenos "crimes" cotidianos – falta de respeito entre pais e filhos, maus-tratos a empregados, comportamento impensável de políticos e líderes, descuido com nossa saúde, segurança, educação – até os verdadeiros crimes: roubos, assaltos, assassinatos, tão incrivelmente banalizados nesta sociedade enferma. A crise de autoridade começa em casa, quando temos medo de dar ordens e limites ou mesmo castigos aos filhos, iludidos por uma série de psicologismos falsos que pululam como receitas de revista ou programa matinal de televisão e que também invadiram parte das escolas. Crianças e adolescentes saudáveis são tratados a mamadeira e cachorro-quente por pais desorientados e receosos de exercer qualquer comando. Jovens infratores são tratados como imbecis, embora espertos, e como inocentes, mesmo que perversos estupradores, frios assassinos, traficantes e ladrões comuns. São encaminhados para os chamados centros de ressocialização, onde nada aprendem de bom, mas muito de ruim, e logo voltam às ruas para continuar seus crimes.
Estamos levando na brincadeira a questão do erro e do castigo, ou do crime e da punição. A banalização da má-educação em casa e na escola, e do crime fora delas, é espantosa e tem consequências dramáticas que hoje não conseguimos mais avaliar. Sem limites em casa e sem punição de crimes fora dela, nada vai melhorar. Antes de mais nada, é dever mudar as leis – e não é possível que não se possa mudar uma lei, duas leis, muitas leis. Hoje, logo, agora! O ensino nas últimas décadas foi piorando, em parte pelo desinteresse dos governos e pelo péssimo incentivo aos professores, que ganham menos do que uma empregada doméstica, em parte como resultado de "diretrizes de ensino" que tornaram tudo confuso, experimental, com alunos servindo de cobaias, professores lotados de teorias (que também não funcionam). Além disso, aqui e ali grupos de ditos mestres passaram a se interessar mais por politicagem e ideologia do que pelo bem dos alunos e da própria classe. Não admira que em alguns lugares o respeito tenha sumido, os alunos considerem com desdém ou indignação a figura do antigo mestre e ainda por cima vivam, em muitas famílias, a dor da falta de pais: em lugar deles, como disse um jovem psicólogo, eles têm em casa um gatão e uma gatinha. Dispensam-se comentários.
Autoridade, onde existe, é considerada atrasada, antiquada e chata. Se nas famílias e escolas isso é um problema, na sociedade, com nossas leis falhas, sem rigor nem coerência, isso se torna uma tragédia. Não me falem em policiais corruptos, pois a maioria imensa deles é honrada, ganha vergonhosamente pouco, arrisca e perde a vida, e pouco ligamos para isso. Eu penso em leis ruins e em prisões lotadas de gente em condições animalescas. Nesta nossa cultura do absurdo, crimes pequenos levam seus autores a passar anos num desses lixões de gente chamados cadeias (muitas vezes sem sequer ter havido ainda julgamento e condenação), enquanto bandidos perigosos entram por uma porta de cadeia e saem pela outra, para voltar a cometer seus crimes, ou gozam na cadeia de um conforto que nem avaliamos.

Precisamos de punições justas, autoridade vigilante, uma reforma geral das leis para impedir perversidade ou leniência, jovens criminosos julgados como criminosos, não como crianças malcriadas. Ensino, educação e justiça tornaram-se tão ruins, tudo isso agravado pelo delírio das drogas fomentado por traficantes ou por irresponsáveis que as usam como diversão ou alívio momentâneo, que passamos a aceitar tudo como normal: "É assim mesmo". Muito crime, pouco castigo, castigo excessivo ou brando demais, leis antiquadas ou insuficientes, e chegamos aonde chegamos: os cidadãos reféns dentro de casa ou ratos assustados nas ruas, a bandidagem no controle; pais com medo dos filhos, professores insultados pela meninada sem educação. Seria de rir, se não fosse de chorar.

PROTESTOS SEM VANDALISMO - Editorial de Zero Hora.

Zero Hora - 10 de junho de 2013
EDITORIAIS
PROTESTOS SEM VANDALISMO

Pichações, danos a prédios e equipamentos públicos, carros e ônibus depredados, além de confrontos entre manifestantes e policiais, vêm marcando os protestos públicos contra a elevação de tarifas urbanas em algumas cidades brasileiras. Numa democracia, as forças de segurança têm que ser tolerantes com as manifestações coletivas, mas dentro do limite da manutenção da ordem pública. Protestar é um exercício de cidadania, mas a destruição do patrimônio alheio, seja ele privado ou público, é puro vandalismo e isso não pode ser aceito como normal.
O que ocorreu recentemente em Porto Alegre repete-se agora em São Paulo, com um grau ainda maior de conflito. Na semana passada, manifestantes e policiais ficaram feridos depois de confrontos de rua que também resultaram em prédios e veículos danificados, bloqueio de trânsito e até a destruição de uma banca de revistas. A polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e efetuou pelo menos 15 prisões. O pano de fundo do enfrentamento é o mesmo: inconformismo de setores da sociedade, especialmente de estudantes e militantes políticos, com a elevação das tarifas do transporte urbano.
No rastro dessa insatisfação, que é legítima, vêm se formando no país movimentos que se dizem apolíticos, mas que abrigam os integrantes mais radicais das organizações partidárias. Sob denominações criadas ao sabor do momento, esses grupos congregam ao mesmo tempo cidadãos bem-intencionados e profissionais da desordem, que muitas vezes se aproveitam da ocasião para levar à prática seus maus instintos. É uma pena, pois o vandalismo desmerece até mesmo causas nobres, que poderiam contar com a simpatia da população.
A questão das tarifas públicas merece mesmo ser acompanhada de perto pela sociedade, seja através da representação parlamentar ou mesmo de forma direta, por indivíduos e movimentos sociais. Mas precisa ser analisada com mais tecnicismo e menos emocionalismos. Se temos inflação, se os insumos necessários à execução do serviço de transporte sobem com frequência, é justo que os preços das tarifas sejam periodicamente revisados, porém dentro de critérios transparentes e acessíveis aos usuários. Protestar, cobrar dos governantes e chamar a atenção da população para injustiças são ações democráticas. Porém, sujar prédios públicos, quebrar vidraças e depredar equipamentos são atos de irracionalidade que só depõem contra aqueles que os praticam.

Fica evidente, portanto, que os protagonistas da baderna precisam ser contidos, até mesmo para que os cidadãos conscientes, que querem usar o direito constitucional de questionar seus governantes, possam ser ouvidos melhor e transformar seus pleitos em causas coletivas.

Brigada Militar de Sapucaia do Sul prende homem por violência doméstica contra sua ex-mulher, que tinha em seu favor medida protetiva.

No dia 09 de junho de 2013, aproximadamente às 17h00, policiais militares da Brigada Militar de Sapucaia do Sul foram acionados pela Central de Operações para deslocaram para a Rua São Caetano Farias Filho, em razão de denúncia de violência doméstica contra mulher (Maria da Penha). No local os policiais localizaram o suspeito, que segundo a vítima, ex-mulher do acusado, fora por ele agredida e ameaçada de morte. O acusado possui antecedentes policiais por DIRIGIR SEM HABILITAÇÃO E DESOBEDIÊNCIA, bem como já possui antecedentes por violência contra sua ex-mulher, o que acarretou decretação de medida protetiva contra o suspeito e favorável a sua ex-mulher, portanto não poderia se aproximar da vítima, razão pela qual foi preso em flagrante delito e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Pronto Atendimento (DPPA), em Canoas, aonde foi lavrado a auto de prisão em flagrante delito em desfavor do acusado.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Brigada Militar de Sapucaia do Sul lança polícia comunitária nos bairros Cohab Blocos e Fortuna, Carioca e região.

Entrega das chaves das viaturas de polícia comunitária
No dia 06 de junho de 2013, às 09h00 da manhã, ocorreu a solenidade de lançamento do projetos de núcleos de policiamento comunitário e entrega de duas viaturas para a Brigada Militar de Sapucaia do Sul, destinadas para a modalidade de polícia comunitária.
Sapucaia do Sul, inicialmente, terá dois núcleos de polícia comunitária, cada um contemplado com uma viatura e quatro policiais militares que atuarão com prioridade na região.
Policiais Militares do 33º BPM em formação.
Viaturas para a modalidade de polícia comunitária.
Um dos núcleos funcionará no bairro Fortuna e região, por tratar-se de localidade que concentra a área industrial da cidade, a exemplo da GERDAU e AMBEV, portanto com uma população flutuante considerável e com um importante fluxo de negócios, bem como abriga áreas residenciais que apresentam questões sociais também importantes, que demandam serviços de segurança pública, atualmente agravados pelo isolamento geográfico proporcionado pelas obras da construção do viaduto de Sapucaia do Sul, na BR 116. Por fim a região será, brevemente, contemplada com o programa estadual RS na Paz, cujo estratégia se inicia com a ocupação policial militar, para depois, os demais serviços estatais, de todas as esferas, se instalem na região.
O outro núcleo funcionará no Bairro Cohab Blocos em razão de sua situação geográfica – a margem da BR 116 – e estratégica e por sua alta densidade demográfica.
A modalidade de polícia comunitária  fixa o policiai junto à comunidade para a qual trabalha, e desenvolve uma filosofia e uma estratégia organizacional que proporciona uma nova parceria entre a população e a polícia, baseada na premissa de que tanto a polícia quanto a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver problemas contemporâneos , como crimes, drogas, medos, desordens físicas, morais e até mesmo a decadência dos bairros, com o objetivo de melhorar a qualidade geral de vida na área. Para tanto o policial designado é eleito de acordo com o perfil para a atividade comunitária, recebe treinamento e permanece em permanente monitoramento para verificar se os objetivos da filosofia de polícia comunitária estão sendo alcançados.
       Prestigiaram a solenidade, além dos cidadãos sapucaienses e representantes das comunidades contempladas,as seguintes autoridades: Sr. Secretário de Estado da Segurança Pública Airton Michels, Vice-Prefeito de Sapucaia do Sul, Sr. Arlênio da Silva, Comandante-Geral da BM Cel QOEM Fábio Duarte Fernandes, Comandante do Policiamento Metropolitano Coronel Paulo Moacyr Stocker dos Santos, Capitão Rafael Luft respondendo pelo comando do 33° BPM, Sr. Chefe da Polícia Civil Delegado Ranolfo Vieira Júnior, e demais autoridades e secretários do município.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Após 20 horas, termina cárcere privado em Sapucaia do Sul - Homem cometeu suicídio e tentou asfixiar ex-companheira no final do cerco policial

Após 20 horas, termina cárcere privado em Sapucaia do Sul
Homem cometeu suicídio e tentou asfixiar ex-companheira no final do cerco policial

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/policia/noticia/2013/06/apos-20-horas-termina-carcere-privado-em-sapucaia-do-sul-4160277.html

Por volta das 7h desta quarta-feira, o homem que mantinha a ex-companheira por mais de 20 horas sob cárcere privado foi encontrado morto na casa por policiais em Sapucaia do Sul. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Brigada Militar (BM) invadiu a casa na Rua São Caetano, bairro Vila Vargas, utilizando bombas de efeito moral.

Cinco minutos antes da ação, policiais militares movimentaram viaturas e cercaram a área da residência. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi posta em frente à moradia. Jerry Eder Aguiar, 41 anos, se enforcou dentro da casa e Rosemeri da Silva Anori, 51 anos, ferida em estado gravíssimo.

— Mantivemos contato de 30 em 30 minutos durante toda a madrugada. Na última ligação, ele pediu que o defensor e a imprensa estivessem presentes, que iria se entregar. Depois, não atendeu mais e a casa ficou silenciosa. O negociador tentou se aproximar à residência e conversar, mas não obteve resposta. Daí determinamos a invasão tática — disse o subcomandante da BM, coronel Silanus Melo, após a ação.

Conforme Silanus, o sofá trancava a porta e Rosemeri estava desacordada sobre o móvel. Aguiar foi encontrado enforcado por uma corda, já morto. Ele teria tentado asfixiar a ex-companheira, de acordo com o coronel. Após atendimento na ambulância, Rosemeri foi transferida para o Hospital Getúlio Vargas.

— A técnica é de que, enquanto há negociação, não invadimos — frisou Silanus.

Por volta das 23h, a polícia colocou Aguiar em contato com o defensor do município Mário Rheingantz. Por telefone, Rheingantz deu orientações jurídicas para Jerry. O defensor prestou esclarecimentos e garantiu acompanhamento do caso.

— Ele queria saber as consequências deste ato — lembrou.

A rua segue isolada até a conclusão dos trabalhos da perícia.



Aguiar invadiu a casa de Rosemeri por volta das 10h30min de terça-feira. Ele a ameaçava com uma faca de cozinha. Meia hora depois, o homem jogou uma carta para a Brigada Militar, na qual dizia estar deprimido e decepcionado com a família.

Devido às brigas constantes, a mulher já tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, que vinha fazendo várias ameaças. Nesta segunda-feira, ele havia tentado invadir a residência várias vezes, mas sem sucesso.


terça-feira, 4 de junho de 2013

AGORA - Ocorrência com reféns (uma mulher e uma criança de colo) em Sapucaia do Sul.

Ocorrência com reféns em Sapucaia do Sul

Trata-se de indivíduo, com antecedentes policiais, que faz sua ex-mulher e a filha dela, uma criança de colo, como reféns, e as mantém sob ameaça de arma branca(faca), em uma residência na Rua São Caetano, Bairro Santa Luzia, na Grande Vargas, em Sapucaia do Sul. O tomador de reféns possui registros anteriores de violência doméstica contra a vítima, inclusive com ordem restritiva determinada pela Justiça para que não se aproximasse.

O local foi isolado pela Brigada Militar de Sapucaia do Sul, desde que se tomou ciência dos eventos, em torno de 10h30 desta manhã, e inicialmente a Capitão Deise construiu a aproximação com o tomador de reféns e realizou as negociações preliminares. Apurou-se que ele deseja reatar a relação com sua ex-mulher.

O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Brigada Militar está no local, e o Major que o comanda assumiu as negociações.

Em breve mais notícias.

Major Coimbra

Brigada Militar de Sapucaia do Sul prende quadrilha de estelionatários que aplicava o golpe da dedetização.

No dia 03 de junho de 2013, em torno de 14h00, policiais militares do Pelotão de Operações Especiais da Brigada Militar de Sapucaia do Sul foram acionados pela Central de Operações, em razão de chamado, para deslocarem até a uma residência na Rua Edson Passos, Bairro Camboim, Sapucaia do Sul. No local os policiais flagraram uma quadrilha que aplicava o golpe da dedetização, pois ofereciam o serviço por um preço irrisório, inicialmente R$ 35,00, porém, ao terminarem o serviço alegavam uma série de procedimentos e exigiam valores elevados como pagamento para o cliente-vítima, a exemplo do caso em concreto, que os estelionatários exigiam R$ 975,00.
A vítima se dirigiu a um estabelecimento financeiro para sacar o dinheiro que lhe exigiam,  mas descontente com o episódio e com a cobrança, e desconfiada com a índole dos “prestadores do serviço”, acionou a Brigada Militar.
Os suspeitos foram abordados e identificados: 1º suspeito: com 26 anos de idade e antecedentes criminais por POSSE DE ENTORPECENTES, VIAS DE FATO(2x), ESTELIONATO/CONSTRANGIMENTO ILEGAL/FORMAÇÃO DE QUADRILHA, AMEAÇA/VIOLÊNCIA DOMÉSTICA; 2º suspeito: com 37 anos de idade e antecedentes criminais por AMEAÇA E DESACORDO COMERCIAL, ESTELIONATO, DANO, ESTELIONATO(3X), EXTORSÃO e FORMAÇÃO DE QUADRILHA; 3º suspeito com 25 anos de idade e sem antecedentes; e o 4º suspeito com 24 anos de idade e antecedentes criminais por FRAUDE.
Todos os suspeitos foram presos em flagrante delito por estelionato e formação de quadrilha, e encaminhados a 2ª DP de Sapucaia do Sul onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante Delito pelo Delegado de Polícia.

Comentário do Major Coimbra
Caro leitor, inicialmente tenho que dizer que deve-se tomar cuidado, MUITO CUIDADO RESSALTO, antes de chancelar a entrada de pessoas desconhecidas em sua residência. Exija identificação da empresa e dos funcionários, e na dúvida não autorize. No caso acima eram estelionatários, que perpetram seus crimes sem violência, mas poderia ser uma quadrilha de assaltantes, e daí a história poderia ser diferente. Em segundo lugar o Código de Defesa do Consumidor garante ao consumidor o direito de pagar somente os serviços que autorizou a realização, portanto, em casos que prestadores de serviço exigem o pagamento de serviços não autorizados, busque seus direitos e, se necessário for, acione a Brigada Militar, para que os policiais realizem a mediação ou lavrem um Boletim de Ocorrência, e, até, se for o caso, levem a cabo prisões, a exemplo do evento desta postagem.

E, para não perder o costume, a tendência é que a quadrilha continue agindo, pois a legislação é muito condescendente com esta modalidade de crimes, pois como são praticadas sem violência a justiça alcança, com muita facilidade, a liberdade a seus autores. Concordo em parte, pois esta liberdade deveria ser propiciada no caso de primariedade, mas, no caso de reincidência, o olhar da legislação deveria ser diferente, prevendo maior rigor.

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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