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sábado, 20 de abril de 2013

Aliada da Polícia: Vigilância com inteligência

Zero Hora - 21 de abril de 2013
ALIADA DA POLÍCIA
Vigilância com inteligência



Graças à parceria com uma empresa europeia de telecomunicações, São José Dos Campos (SP) virou exemplo de Big Brother tupiniquim. Esse município de 600 mil habitantes contará até o fim do ano com 568 câmeras de vigilância, das quais mais de 400 já foram instaladas. É uma parceria com a multinacional de telecomunicações Ericsson, que instalou sistemas semelhantes na Europa.

A proporção de câmeras em relação à população é parecida com Porto Alegre. A vantagem da cidade paulista é que o sistema integra, de forma mais inteligente, um número maior de órgãos públicos. As imagens são usadas por polícias Civil e Militar, Bombeiros, Guarda Municipal, Defesa Civil e as secretarias de Desenvolvimento Social, Transporte e Saúde. Eles compartilham um Centro de Operações Integradas (COI).

Cada uma das 34 viaturas da Guarda Municipal de São José está munida de um tablet com GPS. A instalação do equipamento agiliza o deslocamento dos veículos ao ponto mais próximo das ocorrências atendidas pelo 190.

O grande diferencial, ressalta José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública, é que o sistema pode programar o deslocamento de viaturas pelas principais vias da cidade, assim que uma grande ocorrência é detectada. As câmeras direcionadas ao local enviam em tempo real a imagem para telão na central de monitoramento.

Essa imagem é georreferenciada (por GPS) e pontua na tela os hospitais nas imediações. Os agentes de trânsito podem, a partir daí, criar uma “onda verde” nos semáforos, apropriada para o deslocamento de ambulância e bombeiros, além de fechar vias transversais e deixar as grandes artérias abertas.

– Não é uma mera coleta de imagens, mas câmeras a serviço de um complexo de inteligência da polícia e coordenação operacional – resume Gil Odebrecht, gerente de desenvolvimento de mercado da Ericsson.

Graças à parceria com uma empresa europeia de telecomunicações, São José Dos Campos (SP) virou exemplo de Big Brother tupiniquim. Esse município de 600 mil habitantes contará até o fim do ano com 568 câmeras de vigilância, das quais mais de 400 já foram instaladas. É uma parceria com a multinacional de telecomunicações Ericsson, que instalou sistemas semelhantes na Europa.

A proporção de câmeras em relação à população é parecida com Porto Alegre. A vantagem da cidade paulista é que o sistema integra, de forma mais inteligente, um número maior de órgãos públicos. As imagens são usadas por polícias Civil e Militar, Bombeiros, Guarda Municipal, Defesa Civil e as secretarias de Desenvolvimento Social, Transporte e Saúde. Eles compartilham um Centro de Operações Integradas (COI).

Cada uma das 34 viaturas da Guarda Municipal de São José está munida de um tablet com GPS. A instalação do equipamento agiliza o deslocamento dos veículos ao ponto mais próximo das ocorrências atendidas pelo 190.

O grande diferencial, ressalta José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública, é que o sistema pode programar o deslocamento de viaturas pelas principais vias da cidade, assim que uma grande ocorrência é detectada. As câmeras direcionadas ao local enviam em tempo real a imagem para telão na central de monitoramento.

Essa imagem é georreferenciada (por GPS) e pontua na tela os hospitais nas imediações. Os agentes de trânsito podem, a partir daí, criar uma “onda verde” nos semáforos, apropriada para o deslocamento de ambulância e bombeiros, além de fechar vias transversais e deixar as grandes artérias abertas.

– Não é uma mera coleta de imagens, mas câmeras a serviço de um complexo de inteligência da polícia e coordenação operacional – resume Gil Odebrecht, gerente de desenvolvimento de mercado da Ericsson.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Brigada Militar de Sapucaia do Sul prende homem por tráfico de drogas e apreende 01 Kg de maconha, 300 g de cocaína e uma garrucha .36.

Drogas (maconha e cocaína) e arma apreendidas na ação policial
Fonte: BM de Sapucaia do Sul

           

     Na noite do dia 15/04/2013, em torno de 20h40, policiais militares do Pelotão de Operações Especiais da Brigada Militar de Sapucaia do Sul, quando em patrulhamento ostensivo na Vila Multiforja, localizada no bairro Pasqualine, avistaram um indivíduo em atitude suspeita que carregava consigo uma sacola de mão. Este ao avistar os policiais e pressentir a abordagem empreendeu fuga, pulando pátios de residências, mas foi abordado logo em seguida e identificado – com 29 anos de idade e antecedentes policiais por POSSE DE ENTORPECENTES (2X), PORTE/POSSE ILEGAL ARMA FOGO (2X), RECEPTAÇÃO DESACATO (2X), CUMPRIMENTO DE MANDADO DE INTERNAÇÃO, ROUBO A PEDESTRE e TRÁFICO DE ENTORPECENTES (2X) - e no interior da sacola que o suspeito portava os policiais militares encontraram 01 kg de maconha, 300 gramas de cocaína e 01 garrucha artesanal cal.36, com 06 munições cal.36. 
Ação policial de prisão do suspeito pelo POE
Fonte: BM de Sapucaia do Sul

     O suspeito foi preso em flagrante delito por tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo, pelo que, juntamente com as drogas e arma apreendidas, foi encaminhado a DPPA de Canoas para a lavratura do auto de prisão em flagrante delito. 

Comentário do Major Coimbra
     Sei que fica até chato insistir nesta fala, mas está cada vez mais difícil, tanto para a polícia quanto para o cidadão de bem, pois este indivíduo, com todos estes antecedentes, está nas ruas, livre, leve e solto, a cometer crimes. E reiteradamente vemos e ouvimos autoridades que ocupam cargos importantes na estrutura estatal oferecendo justificativas para a condutas dos criminosos, com uma fala ingênua e romântica que eles podem se regenerar. Até podem, mas esta possibilidade não obsta que eles sejam responsabilizados por seus crimes. Delinquentes não merecem tratamento igual aos de cidadão de bem. Liberdade é para cidadão honesto. Bandido, principalmente, a exemplo deste, os que reincidem nas práticas criminosas deve estar na cadeia, por um longo tempo.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Publicado em Zero Hora: Ministros do governo Dilma usam jatinhos da FAB em agendas "maquiadas".


Ministros do governo Dilma usam jatinhos da FAB em agendas "maquiadas"
Entre os beneficiados está o gaúcho Luís Inácio Adams, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União

Integrantes do primeiro escalão da presidente Dilma Rousseff usam jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens de agenda "maquiada", onde misturam compromissos oficiais e eventos não relacionados às suas atividades no governo. Também recorrem às aeronaves privê para voltar para casa no fim de semana, quando poderiam optar por voos comerciais disponíveis nos mesmos horários. Entre os beneficiados está o gaúcho Luís Inácio Adams, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União.

Em pouco mais de dois anos de governo Dilma os voos em jatinhos do primeiro escalão somam uma distância equivalente a 10 vezes o caminho de ida e volta à Lua. Foram 5,8 mil voos, com custo estimado de R$ 44,8 milhões, segundo cálculo feito pelo professor Fernando Martini Catalano, chefe do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP em São Carlos, a pedido do jornal O Estado de S. Paulo - a FAB não divulga o número por considerá-lo "estratégico".

No início do mandato, Dilma recomendou parcimônia no uso dos jatinhos. Isso não impediu que os pousos e decolagens aumentassem 5% de 2011 para 2012 e o tempo de voo crescesse 10%.

O decreto presidencial 4.244, de 2002, define as prioridades de utilização das aeronaves: emergências de segurança ou médica têm preferência. Depois vêm as viagens a serviço. Recorrer ao táxi aéreo público para deslocamento às residências nos Estados aparece apenas como terceiro item de prioridade de uso.

São 18 aeronaves à disposição de ministros, vice-presidente da República e presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Dilma tem dois jatos, exclusivos da Presidência.

Agendas mistas

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, recorreu a um Embraer ERJ 145, com capacidade para ao menos 36 passageiros, para visitar, em 22 de agosto de 2011, uma segunda-feira, o ex-presidente Lula no Instituto Cidadania, em São Paulo. A preços de hoje, a viagem nessa aeronave custaria aproximadamente R$ 6,6 mil, contra R$ 700 em trecho de carreira, cotado, para o mesmo horário, com três dias de antecedência. Apesar de estar entre as atribuições da AGU cuidar de casos envolvendo ex-presidentes, a agenda oficial de Adams não registrou o evento.

O ex-ministro da Educação e hoje prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também participou do encontro com Lula. Discutiu sua futura candidatura à prefeitura. Ele havia chegado ao interior de São Paulo, também de jatinho público, na sexta-feira anterior para eventos do governo em São José dos Campos. Justificou sua permanência na capital paulista dizendo que teria de dar uma entrevista, como ministro, a uma rádio na segunda-feira. Horas depois estava com Lula falando da eleição municipal.

Membros do governo viajaram em jatos da FAB a serviço de partidos

Em 16 de janeiro deste ano, o vice-presidente Michel Temer, chefe do PMDB, solicitou um Embraer ERJ 135 para decolar de Brasília para São Paulo, às 18h. Na manhã seguinte, passou o dia a serviço do partido, negociando a candidatura do deputado peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN) ao comando da Câmara. À noite, participou de jantar de apoio ao parlamentar num restaurante dos Jardins. "É a vez do PMDB", disse o vice-presidente no evento. Sua agenda não registra nenhuma tarefa de governo na data.

Em 9 de outubro do ano passado, coube à Aeronáutica levar Temer a um encontro com Haddad, no qual costurou o apoio de seu partido ao petista no segundo turno das eleições municipais. O jato partiu do Rio de Janeiro para São Paulo na véspera, às 18h. Segundo o site da Vice-Presidência, Temer não teve atribuições governamentais naquela data.

Na Esplanada dos Ministérios é comum o uso de compromissos genericamente descritos nas agendas oficiais para justificar viagens a bordo da esquadrilha do governo. Um dos mais frequentes passageiros da FAB, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, embarcou em 17 de fevereiro de 2012 para São Paulo, uma sexta-feira, a título de participar de "reuniões internas" no prédio do Banco do Brasil.

A FAB também foi buscar ministro no retorno de evento que celebrou os 10 anos do PTno poder, em 20 do mês passado em São Paulo. Naquele dia, uma quarta-feira, José Eduardo Cardozo (PT) despachou em Brasília até as 17h, viajando em seguida para a festa. Não pediu o benefício na ida, mas, segundo as planilhas da Aeronáutica, usou um avião oficial na volta, no dia seguinte, às 15h.

Práticas "absolutamente despropositadas"

Procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Marinus de Vries Marsico diz que práticas do tipo são "absolutamente despropositadas".

— Não me custaria pedir uma investigação sobre esses casos, porque é o uso da máquina pública para privilegiar um partido em detrimento de outros— diz.

Ele afirma que, embora a prática não seja ilegal, requerer estrutura pública apenas para voltar para o Estado de origem, com finalidade privada, não está em consonância com o princípio da moralidade.

— A FAB não é táxi aéreo e o ministro que quiser visitar sua casa deveria embarcar em um voo de carreira, como qualquer outro cidadão — comenta.

Entre os auxiliares de Dilma, há quem destoe do comportamento padrão. O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, que não voou nenhuma vez em aviões federais, diz preferir a aviação comercial porque pode ser reservada com mais antecedência e a preços mais baixos.

— Considero que, se o trajeto de avião de carreira sair mais barato e não houver impedimento para usá-lo, essa opção é a mais recomendável — pondera.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Brigada Militar de Sapucaia do Sul prende dois suspeitos por tráfico de drogas e apreende 876 gramas de cocaína.


Droga (cacaína) e outros materiais apreendidos na ação policial.
No início da madrugada do dia 12/04/2013,  em torno de 01h00, policiais militares do Pelotão de Operações Especiais da Brigada Militar de Sapucaia do Sul, quando em patrulhamento ostensivo preventivo em Sapucaia do Sul, avistaram dois indivíduos em atitudes suspeitas em frente a uma residência na Rua Júlio de Castilhos, Bairro Nova Sapucaia do Sul, pelo que procederam a abordagem e identificação – o primeiro suspeito 31 anos de idade e  com antecedentes policiais por POSSE DE ENTORPECENTES e o segundo com 19 anos de idade e antecedentes policiais por VIAS DE FATO – e na busca pessoas encontraram com um deles várias petecas de cocaína embaladas para venda. Os policiais prosseguiram em diligências e encontraram na residência 876 gramas de cocaína em pó, em uma sacola, e duas balanças de precisão, utilizadas para pesagem da droga  a ser
Ação policial de prisão dos suspeitos por tráfico de drogas.


fracionada para embalagem e venda.
Ambos os suspeitos foram presos e encaminhados ao DPPA/Canoas para efetuar a lavratura do auto de prisão em flagrante delito. 

Bicho do Diabo, por Nilton Kasctin dos Santos, Promotor de Justiça - Crônica sobre maus tratos contra animais e que dá uma ideia da falta de consciência das pessoas e do trabalho dos policiais militares para levarem a cabo ocorrências desta modalidade.


Bicho do diabo
Nilton Kasctin dos Santos, promotor de Justiça

Na avenida central da cidade, deparo-me com uma carroça de cavalo cujo carroceiro, aparentando 50 anos e muito forte, bate com toda a força com o cabo do relho na cabeça do animal. Furibundo, o homem ainda vocifera palavrões impronunciáveis ao pobre bicho. O cavalinho está caído e não reage minimamente a tamanha violência. Pelo 190, minha esposa chama a Brigada Militar enquanto estaciono.

Não me contenho. Mesmo sem a presença da polícia, decido abordar o homem, encorajado com a presença do populacho que no começo acreditei estivesse do meu lado.

- Por favor, o senhor pare de bater nesse animal – arrisquei com firmeza. Não sem antes lembrar o meu pai, que ensinava do jeito dele aos filhos homens: “nunca tenham medo de enfrentar homem que bate em mulher, criança e animal, pois ele é sempre frouxo e covarde”. Deu certo. De pronto o homem interrompe a agressão, olha para mim e justifica:

- Esse bicho do diabo não presta mais.

Focinho cravado no asfalto escaldante das duas da tarde de dezembro, esquelético, olhos fechados, o cavalinho tostado emite um gemido baixo e profundo a cada vez que expele pelas narinas bolhas de ar misturadas com sangue. De cortar o coração.

Em menos de cinco minutos do telefonema, chegam dois brigadianos, que auxiliam o carroceiro a desatrelar o animal. Como já não fica em pé nem com a ajuda de nossas mãos, o bichinho é arrastado para uma sombra, onde permanece ofegante e agora estirado no chão como morto.

Pensando em auxiliar a Polícia na comprovação técnica do crime, lembro que tenho dois amigos na cidade. Ligo para o primeiro, que é veterinário, solicitando sua presença para confeccionar um laudo dos maus-tratos. A resposta:

- Amigo velho, não posso te ajudar, pois sou concursado da Prefeitura, e esse pessoal já está de olho em mim. Se eu entrar nessa confusão, posso ser transferido de setor. Mas vou mandar um colega lá.

Ligo para o segundo amigo, um agente do Ibama em fim de carreira, que me explica afobado:

- Infelizmente não posso fazer nada, pois não disponho de bloco de multa. Isso é só com Santa Maria.

Nisso uma moça me passa os telefones de duas ONGs ambientais da cidade. Respiro aliviado, pois agora pelo menos temos onde colocar o animal até que se recupere. Ligo para a primeira, cujo responsável sai com essa pérola:

- Olha, nós lidamos mais com teoria, nossa finalidade é conscientizar a sociedade sobre a necessidade de proteção do meio ambiente, enfim, trabalhamos mais com a Agenda 21. Mesmo eu não poderia ir até aí, pois sou o responsável técnico (agrônomo) de uma empresa, e não posso me expor assim.

A responsável pela segunda ONG, professora universitária, já não é tão reticente:

- Nossa associação realmente é de proteção aos animais, mas é mais de cachorro abandonado. Não temos espaço para receber um cavalo.

Há quase meia hora os brigadianos anotam em silêncio as dezenas de feridas pelo corpo do animalzinho. As patas em frangalhos, todas sangram. Ferimentos recentes, do dia anterior, da semana passada, do mês passado, pisaduras dos arreios sobre feridas antigas que voltaram a sangrar etc. Uma ferida velha do lombo sangra mais copiosa. Acontece que, quando retirada a peiteira, toda remendada com pedaços de arames enferrujados, sai junto com o petrecho uma ponta de arame grosso que jazia encravada no meio da ferida.

Chega o tal colega do meu amigo veterinário. Acompanhado do advogado da Prefeitura, o homem grita quase desvairado:

- Isso é uma pouca vergonha, me tirarem do serviço por causa de um matungo velho, um bicho inútil!

Mas a fúria do médico de animais é aplacada de repente, quando o matreiro causídico sussurra algo em seu ouvido. Agora manso, mas inspirado na mesma ética pessoal suja e torta, o veterinário me diz:

- Me desculpe, doutor, não sabia que o senhor é Promotor!

Mas o pior está por vir. Desce de um carrão bonito uma senhora grisalha, polida e bem falante. Uma protetora dos animais, julgo esperançoso. Não. Mas bem religiosa; fala em Deus a todo instante.

- Gente, pelo amor de Deus, eu conheço esse coitado, é um homem de Deus, um pai de família trabalhador, sempre faz frete para mim com essa carroça.

Seguem aplausos efusivos da claque.

Com a notícia de que o cavalinho deve receber folga até que se recupere, a mulher passa a recolher dos presentes doações em dinheiro para o sustento do agressor, que é visto bebendo num bar no fim da tarde.

Bicho do diabo! Bicho inútil! Isso ainda me martela na alma. O homem também é um bicho. De Deus?

terça-feira, 9 de abril de 2013

Motofretista, adeque-se a Lei. A BM de Sapucaia do Sul está aplicando a Lei de trânsito para os motociclistas que não a observam.



LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA PARA MOTOFRETISTAS

As Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, órgão máximo do Sistema Nacional de Trânsito do Brasil, são editadas para regulamentar as Leis aprovadas pelo Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado) e aprovadas pela Presidência da República.
Motocicletas ou motonetas, para serem utilizadas no transporte remunerado de cargas (motofrete) precisam ser registradas no DETRAN - Departamento Estadual de Trânsito, na categoria aluguel, portanto com a placa vermelha.
Para serem registrados os veículos deverão ter:
a- dispositivo de proteção para pernas e motor em caso de tombamento do veículo, fixado em sua estrutura;
b- dispositivo aparador de linha, fixado no guidão, e c- baú, bagageiro, alforjes, bolsas ou caixas laterais para o transporte de carga, devendo o veículo ser registrado para essa finalidade.
A capacidade máxima de tração deverá constar no Certificado de Registro e no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo.
As motocicletas deverão passar por inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança.
Para o exercício das atividades o condutor deverá:
a - ter, no mínimo, vinte e um anos de idade;
b - possuir habilitação na categoria “A”, por pelo menos dois anos;
c - ser aprovado em curso especializado, na forma regulamentada pelo CONTRAN (Res. nº 350, de 14/06/2010);
d - estar vestido com colete de segurança dotado de dispositivos refletivos.
Para conduzir veículos de transporte remunerado, o condutor deverá utilizar capacete motociclístico dotado de refletivos especiais para motofretista, com viseira ou óculos de proteção.
As dimensões desses dispositivos e a acomodação da carga têm que respeitar medidas estabelecidas nesta Resolução e as especificações do fabricante do veículo, no tocante à instalação e ao peso máximo admissível.
EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE
Caixas laterais, alforjes, bolsas Devem atender aos seguintes limites máximos externos:
Largura: não poderá exceder as dimensões máximas dos veículos, medida entre a extremidade do guidão ou alavancas de freio à embreagem, a que for maior, conforme especificação do fabricante do veículo;
Comprimento: não poderá exceder a extremidade traseira do veículo; e Altura: não pode ser superior à altura do assento em seu limite superior.
Baú
Deve atender aos seguintes limites máximos externos:
Largura: 60 cm, desde que não exceda a distância entre as extremidades internas dos espelhos retrovisores;
Comprimento: não poderá exceder a extremidade traseira do veículo;
Altura: não poderá exceder a 70 cm de sua base central, medida a partir do assento do veículo.
O baú deve ter refletivos nas partes laterais e traseira, contendo as palavras “aprovado DENATRAN”.
As caixas para acomodação de capacetes não estão sujeitas às prescrições desta Resolução, podendo exceder a extremidade traseira do veículo em até 15 cm.
Bagageiro
O bagageiro deve atender aos seguintes limites máximos externos:
Largura: 60 cm, desde que não exceda a distância entre as extremidades internas dos espelhos retrovisores;
Comprimento: não poderá exceder a extremidade traseira do veículo;
Altura: a carga acomodada no bagageiro não poderá exceder a 40 cm de sua base central, medida a partir do assento do veículo.
As dimensões da carga a ser transportada não podem extrapolar a largura e comprimento do bagageiro.
Nos casos de montagem combinada dos dois tipos de equipamento, o baú não pode exceder as dimensões de largura e comprimento do bagageiro. A altura do conjunto não pode passar de 70 cm da base do assento do veículo.
Os dispositivos de transporte, assim como as cargas, não poderão comprometer a eficiência dos espelhos retrovisores.
É proibido o transporte de combustíveis inflamáveis ou tóxicos, e de galões com exceção de botijões de gás com capacidade máxima de 13 kg e de galões contendo água mineral, com capacidade máxima de 20 litros, desde que com auxílio de sidecar.
O transporte de carga em sidecar ou semi-reboques deverá obedecer aos limites estabelecidos pelos fabricantes ou importadores dos veículos homologados pelo DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito) não podendo a altura da carga exceder mais de 40 cm do limite superior do assento da motocicleta.
É PROIBIDO O USO DE SIDECAR E SEMI-REBOQUE AO MESMO TEMPO.
Capacete para Motofretista
O capacete do motofretista deve contribuir para a sua visibilidade por outros usuários. Por esse motivo deve conter refletivo diferenciado dos demais motociclistas. Esse refletivo deve ser afixado em todas as direções do capacete. O refletivo do capacete do motofretista tem o seguinte padrão:
3 mm de altura X 35 mm de comprimento, com as palavras “APROVADO DENATRAN”, incorporadas na película.
Refletivos de segurança para colete
O colete para motofretistas tem padrão determinado nesta Resolução e é de uso obrigatório.
Os refletivos do colete também são fluorescentes, o que contribui para tornar o motofretista mais visível nas vias.
O colete deverá ser fabricado com material resistente e fornecer o maior grau possível de conforto. Não deve conter asperezas, bordas afiadas e projeções que possam causar irritação e ferimentos.
O colete para motofretista também não deve impedir o posicionamento correto do condutor no veículo e deve manter-se ajustado ao corpo durante o uso, devendo manterse íntegro apesar dos fatores ambientais e dos movimentos e posturas que o usuário pode adotar durante o uso.
Além disso, deve ser o mais leve possível, sem prejuízo à sua resistência e eficiência.
Dispositivos de proteção de motor e pernas e aparador de linha
Protetor de motor e pernas
O objetivo da exigência desse dispositivo é a proteção das pernas do condutor e passageiro em caso de tombamento do veículo. Se a motocicleta já possuir dispositivo de proteção de pernas aprovado pelo DENATRAN, não precisará adaptar esse protetor.
O protetor de pernas tem que ser fabricado em peça única, com aço tubular resistente e com acabamento resistente à corrosão. Deve ainda ser feito sem arestas e com formas arredondas e não pode ultrapassar a largura do guidão.
A fixação na estrutura do veículo tem que obedecer às especificações do fabricante e não pode interferir no movimento do pára-lama dianteiro.
Aparador de linha
O aparador de linha é de grande importância para a proteção do motociclista. Seu uso é obrigatório para o motofretista, mas deveria ser usado por todos, motofretistas ou não. Seu uso é fundamental para a proteção do tórax, pescoço e braços do condutor (e passageiro, no caso de motocicleta de uso particular). Muitos casos de graves ferimentos e até morte de motociclistas poderiam ter sido evitados, com a instalação desse dispositivo eficiente e barato.
O aparador de linha deve ser construído em aço redondo resistente, com acabamento superficial resistente a corrosão.
Deve ter sistema de corte de linhas em sua extremidade superior e fixado na extremidade do guidão (próximo à manopla) do veículo, no mínimo em um dos lados.
A altura do aparador de linha deve ser regulada com a altura da parte superior da cabeça do condutor na posição sentado sobre o veículo.
Regulamentação Municipal
Os Municípios que regulamentarem a prestação de serviços de motofrete têm que atender, no mínimo, ao exigido na legislação federal, podendo estabelecer normas complementares, conforme as necessidades locais, garantindo condições técnicas e requisitos de segurança, higiene e conforto dos usuários dos serviços.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

GOLPES - Não seja fisgado na internet


PESCA NA REDE
Não seja fisgado na internet
Declaração do IR e fim do MSN são algumas das iscas usadas em golpes virtuais, cada vez mais frequentes em todo o planeta


O Brasil não se destaca só pela grande quantidade de fraudes virtuais aplicadas a cada ano. Impressionam também a qualidade e o perfeccionismo dos golpes que os cibercriminosos vêm praticando na internet.
Em meio à corrida ao site da Receita Federal para a declaração do Imposto de Renda, os brasileiros devem ficar atentos aos falsos e-mails enviados por golpistas, com o objetivo de obter dados pessoais e bancários. De acordo com o diretor da Symantec, fabricante do antivírus Norton, André Carrareto, os criminosos aproveitam esse tipo de ocasião para atacar:
– Em períodos de declaração do IR, é comum chegarem na caixa de e-mail mensagens afirmando que houve algum erro no sistema e que o usuário precisa clicar em um determinado link para corrigir a declaração.
As fraudes não são novidade. Os golpes são conhecidos como “phishing” (remete a “pescaria”, em inglês), termo que indica o objetivo do fraudador: “pescar” os dados do usuário. Geralmente, os golpistas se fazem passar por empresas confiáveis, enviando comunicações “oficiais” por e-mail.
Segundo dados do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), em 2012, o número de fraudes virtuais cresceu 72,3%, atingindo 69.578 ocorrências em todo o país. Em 2011, o balanço totalizou 40.381 casos. O número de fraudes bancárias, especificamente, cresceu 95% no ano.
Neste mês, outra isca vem sendo utilizada pelos falsários. Aproveitando-se da saída de cena do comunicador instantâneo MSN, prevista para abril, vários sites vêm usando a situação como forma de atrair novas vítimas.
Link malicioso leva internauta a site falso
A isca para atrair a vítima geralmente é a mesma: a curiosidade do usuário. O golpista tenta fazer o internauta acreditar que ganhou algum prêmio ou que está com uma dívida em aberto.
Para isso, utiliza a credibilidade de empresas como bancos e companhias aéreas. Ao clicar em um link malicioso, a vítima é direcionada a um site falso, onde, sem saber, acaba entregando informações sigilosas, como CPF, número e até senha do cartão de crédito.
Levantamento da Symantec mostra que mais de 1,5 mil sites são tirados do ar a cada 24 horas em todo o mundo por conterem códigos maliciosos. Mas os perigos não estão só nos e-mails e páginas desconhecidos. As redes sociais também estão se tornando cenário para os golpes. Com tanta informação pessoal disponível, os ataques estão personalizados e também visam a roubar senhas e infectar máquinas.
cadu.caldas@zerohora.com.br
CADU CALDAS   

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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