sábado, 28 de março de 2015
quinta-feira, 26 de março de 2015
A POLÍCIA É A SOLUÇÃO PARA TODOS OS MALES DA SEGURANÇA PÚBLICA? Opinião, por Ronie de Oliveira Coimbra*
Há
muito que a polícia é considerada a panaceia (remédio para todas as coisas)
para os fenômenos da violência e da criminalidade, e, quando estes fenômenos
recrudescem, a cobrança por medidas, e a cobrança por respostas,
invariavelmente, tanto por parte da sociedade, quanto por parte dos governos,
recai sobre os organismos policiais, os quais devem, num exercício hercúleo de
gestão de recursos, senão mágico, oferecer soluções.
Diante do fato do feminicídio de uma mulher de
34 anos, morta a tiros pelo ex-companheiro no hospital de Venâncio Aires, no
Vale do Rio Pardo, depois de ter ido à polícia fazer queixa de ter sido
agredida e ser orientada a fazer antes o exame de corpo de delito, a autoridade
política da segurança pública do Estado do Rio Grande do Sul editou normas que
devem ser adotadas pelas polícias no atendimento de episódios de violência
contra mulheres.
Mas a resposta da polícia é suficiente para a
profilaxia da violência contra a mulher nas cidades gaúchas?
O
Ministério Público acompanhará os esforços da polícia, mantendo atendimento
diuturno para os encaminhamentos das demandas policiais em razão de eventos de
violência contra a mulher, no intuito de que a polícia militar não sofra
descontinuidade na prestação de seus serviços preventivos?
O
Judiciário será ágil e presente para que, igualmente ao item anterior, assegure
garantias e direitos para as mulheres vítimas de violência ou na iminência de
sofrê-la?
A
Legislação será rigorosa com o agressor que assombra a mulher ou que reiteradamente
descumpre medidas protetivas determinadas pelo Judiciário?
O
poder público competente oferecerá locais adequados, e suficientes para atender
a demanda, para que as mulheres em situação de risco sejam encaminhadas, com
ambientes protegidos e qualificados, tanto para ela, quanto para seus filhos, e
cuja recepção funcione “fora do horário comercial”, ou seja, 24 horas por dia,
todos os dias?
Algumas
pessoas erradicarão o pensamento de que “em briga de marido e mulher não se
mete a colher”? Calcadas neste dito popular, tornam a vítima invisível e seus
gritos inauditos, a exemplo da mulher que sofreu tentativa de estupro, há
poucos dias, no Parque da Redenção, em Porto Alegre, em pleno meio-dia, cujo
olhar de algumas “testemunhas” não passou da omissa contemplação.
Desmitificar-se-á
a criação do macho em muitos lares da sociedade gaúcha, em que o menino é criado
e empoderado como dominante, e a menina como subalterna? Meninos vão para o
quarto, ou para outro lugar brincar, os homens para a sala assistir televisão e conversar, às meninas e às mulheres cabem retirar a mesa e lavar a louça, somente para ficar
em um exemplo. Quando adultos esta condição hierárquica não será reproduzida?
Caso
isto, e muito mais, não aconteça, e a medida determinada as polícias seja
isolada, eu acredito, piamente, não obstante todos os esforços dos agentes
policiais, que mulheres vitimadas continuarão a ilustrar as manchetes dos
noticiários.
Não se
faz segurança pública sem polícia, mas não se faz somente com ela.
*Major na Brigada Militar do RS
quarta-feira, 18 de março de 2015
AONDE ESTÃO OS POLICIAIS QUE NÃO ESTÃO NAS RUAS?
Há poucos dias atrás o Diário Gaúcho publicou uma matéria questionando aonde estavam os policiais militares de Porto Alegre, eis que a reportagem percorreu as ruas da cidade e encontrou poucas viaturas e quase nenhum policial no policiamento ostensivo no processo a pé.
Pois bem, hoje (18/03), no Jornal do Almoço, veiculou-se matéria da Idosa que foi encontrada perdida, e permaneceu por quase seis horas na viatura policial eis que não havia nenhum local adequado para recepcioná-la.
Nenhuma alusão, um comentário sequer foi dito a respeito pela apresentadora do programa, dando conta que estes policiais ficaram por quase seis horas sem policiar as ruas da cidade, sem dar segurança as pessoas, claro, não por que tinham que socorrer a senhora idosa, eis que isto está contido nas ações da polícia de proteger as pessoas, mas sim, por que após isto feito ficaram os policiais sem ter para onde encaminhar a idosa, por inação, omissão ou falência dos organismos estatais que deveriam demandar esta questão.
Daí, quando faltam policiais nas ruas, chama-se o Oficial da Brigada Militar, gestor dos recursos humanos e materiais alcançados a polícia militar, para explicar, e os demais, que não fazem a sua parte, e sobrecarregam a polícia militar, continuam acomodados em seus gabinetes (quando para lá vão) sem ter que dar nenhuma explicação.
Este exemplo é somente um, de centenas de outros, que comprometem o policiamento ostensivo, que é deslocado de sua tarefa precípua de dar segurança as pessoas, para atender o que é responsabilidade de outras instâncias estatais.
Fico a indagar qual outro telefone, além do 190, o cidadão pode ligar durante às 24 horas do dia e ter sua demanda atendida?
(ROC)
Pois bem, hoje (18/03), no Jornal do Almoço, veiculou-se matéria da Idosa que foi encontrada perdida, e permaneceu por quase seis horas na viatura policial eis que não havia nenhum local adequado para recepcioná-la.
Nenhuma alusão, um comentário sequer foi dito a respeito pela apresentadora do programa, dando conta que estes policiais ficaram por quase seis horas sem policiar as ruas da cidade, sem dar segurança as pessoas, claro, não por que tinham que socorrer a senhora idosa, eis que isto está contido nas ações da polícia de proteger as pessoas, mas sim, por que após isto feito ficaram os policiais sem ter para onde encaminhar a idosa, por inação, omissão ou falência dos organismos estatais que deveriam demandar esta questão.
Daí, quando faltam policiais nas ruas, chama-se o Oficial da Brigada Militar, gestor dos recursos humanos e materiais alcançados a polícia militar, para explicar, e os demais, que não fazem a sua parte, e sobrecarregam a polícia militar, continuam acomodados em seus gabinetes (quando para lá vão) sem ter que dar nenhuma explicação.
Este exemplo é somente um, de centenas de outros, que comprometem o policiamento ostensivo, que é deslocado de sua tarefa precípua de dar segurança as pessoas, para atender o que é responsabilidade de outras instâncias estatais.
Fico a indagar qual outro telefone, além do 190, o cidadão pode ligar durante às 24 horas do dia e ter sua demanda atendida?
(ROC)
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Último levantamento com Rodovias Estaduais e Federais com manifestações de caminhoneiros no RS
Rodovias estaduais com manifestações:
- RS-344: na altura do km 63, em Giruá;
- RS-569: entroncamento Com a BR-468, em Palmeira das Missões;
- RS-324: km 86, em Marau;
- RS-324: km 56, em Nonoai;
- RS-155: km 65, em Santo Augusto;
- RS-463: km 02, em Tapejara;
- RS-344: km 28, em Tuparendi;
- RS-135: km 52, em Getúlio Vargas;
- RS-406: entroncamento com a RS-324; em Planalto;
- RS-332: km 139, em Espumoso;
- RS-470: km 182, em Veranópolis;
- RS-153: km 2, em Passo Fundo;
- RS-342: entroncamento com a BR-285; km 120 em Ijuí
- RS-126: km 112 em Sananduva;
- RS-332: km 60, em Arvorezinha;
- RS-287: km 68, em Venâncio Aires;
- RS-453: km 0, em Venâncio Aires;
- RS-129: km 86, em Muçum
Rodovias federais:
- BR-472: Boa Vista do Buricá, km 115;
- BR-293: Candiota, km 125,9;
- BR-116: Capão do Leão, km 529;
- BR-158: Cruz Alta, km 202;
- BR-158: Cruz Alta, km 208;
- BR-285: Ijuí, km 458;
- BR-285: Ijuí, km 462;
- BR-468: Palmeira das Missões, km 0;
- BR-392: Pelotas, km 62;
- BR-392: Pelotas, km 66;
- BR-386: Sarandi, km 134,5;
- BR-386: Seberi, km 50,5.
- RS-344: na altura do km 63, em Giruá;
- RS-569: entroncamento Com a BR-468, em Palmeira das Missões;
- RS-324: km 86, em Marau;
- RS-324: km 56, em Nonoai;
- RS-155: km 65, em Santo Augusto;
- RS-463: km 02, em Tapejara;
- RS-344: km 28, em Tuparendi;
- RS-135: km 52, em Getúlio Vargas;
- RS-406: entroncamento com a RS-324; em Planalto;
- RS-332: km 139, em Espumoso;
- RS-470: km 182, em Veranópolis;
- RS-153: km 2, em Passo Fundo;
- RS-342: entroncamento com a BR-285; km 120 em Ijuí
- RS-126: km 112 em Sananduva;
- RS-332: km 60, em Arvorezinha;
- RS-287: km 68, em Venâncio Aires;
- RS-453: km 0, em Venâncio Aires;
- RS-129: km 86, em Muçum
Rodovias federais:
- BR-472: Boa Vista do Buricá, km 115;
- BR-293: Candiota, km 125,9;
- BR-116: Capão do Leão, km 529;
- BR-158: Cruz Alta, km 202;
- BR-158: Cruz Alta, km 208;
- BR-285: Ijuí, km 458;
- BR-285: Ijuí, km 462;
- BR-468: Palmeira das Missões, km 0;
- BR-392: Pelotas, km 62;
- BR-392: Pelotas, km 66;
- BR-386: Sarandi, km 134,5;
- BR-386: Seberi, km 50,5.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Chama a PM…, por Osvaldo Matos de Melo Júnior*
Artigo especial
Tô ouvindo um barulho no quintal. Chama a PM.
Bati no carro da frente. Chama a PM.
Roubaram minha galinha. Chama a PM.
Um garoto acabou de tomar meu celular. Chama a PM.
Estão invadindo e saqueando. Chama a PM.
Vai ter clássico hoje. Chama a PM.
Vai ter um puta show. Chama a PM.
Vai ter carnaval. Chama a PM.
Estão roubando motoristas no sinal. Chama a PM.
Acabaram de matar um. Chama a PM.
Meu marido me deu uma pisa. Chama a PM.
Vai ter festa hoje. Chama a PM.
Tem um pedófilo incomodando os meninos. Chama a PM.
A Policia Federal vai fazer uma mega operação. Chama a PM.
A Policia Rodoviária precisa liberar a rodovia. Chama a PM.
Picharam a igreja. Chama a PM.
O pessoal invadiu as terras. Chama a PM.
As torcidas organizadas estão nas ruas. Chama a PM.
O pop star chegou ao aeroporto. Chama a PM.
Tem uma mulher dando a luz na parada. Chama a PM.
Tem uma quadrilha estourando os caixas. Chama a PM.
Precisamos capturar fugitivos das penitenciarias. Chama a PM.
Os prédios públicos precisam de segurança. Chama a PM.
Tem traficantes no morro. Chama a PM.
Tem uma boca de fumo no bar. Chama a PM.
Na esquina tem um cassino. Chama a PM.
Roubaram meu carro. Chama a PM.
Os meninos se perderam no mato. Chama a PM.
Estou sendo constrangido por essa empresa. Chama a PM.
A loja não quer devolver meu dinheiro. Chama a PM.
Precisamos levar o preso para audiência. Chama a PM.
A prefeitura vai fazer festa de rua. Chama a PM.
Precisamos levar o preso para o dentista. Chama a PM.
O cara não quer pagar a conta. Chama a PM.
Tem um brigão na multidão. Chama a PM.
Estou sofrendo homofobia. Chama a PM.
Ele me chamou de nego safado. Chama a PM.
Esse tarado pegou na minha bunda. Chama a PM.
O som da festa tá alto. Chama a PM.
Tem um doido brabo. Chama a PM.
Tem uma rebelião no presidio. Chama a PM.
Tem uma bomba no prédio. Chama a PM.
Os bancos estão sendo assaltados. Chama a PM.
Ufa, será que consegui convencer que esses profissionais precisam do nosso reconhecimento, respeito e valorização constante?
E que os pseudo especialistas em segurança, que gostam de aparecer na mídia com receitas sem fundamento e desprovidas de conhecimento aprofundado, deixem de falar besteiras, policiólogos de oportunidade e sem noção. Vão conhecer, in loco, o que é combater a criminalidade no Brasil, diferente de qualquer lugar do mundo.
Coloca o melhor policial inglês, canadense ou americano no Brasil que ele não dura uma semana.
Estamos em guerra civil contra bandidos sem futuro e alma. São mais de 50.000 pessoas vitimas da violência. O Brasil é o primeiro lugar em assassinatos de policiais e também o primeiro em suicídio de agentes da lei.
Não precisamos extinguir, unificar ou desmilitarizar policiais. Isso é muito caro e sem resultados. Se desmilitarizar aí que vai ficar pior para o cidadão. Imagina quase 400.000 homens armados sem o devido controle das regras e disciplina militares e usados por grupos políticos!
Os Estados Unidos tem mais de 15.000 tipos de instituições policiais e tudo funciona. A Itália, menor que o Brasil, tem várias polícias onde seus agentes são militares. Tem idiota que diz que só o Brasil tem Policia Militar. Ele esquece que em mais de 100 países existe esse modelo de polícia, apenas muda o nome: são as Gendarmarias, Polícia Nacional, Guardas Nacionais, entre outras.
Conheço profundamente os programas de ensino de todas as PMs e faço questão de dizer que não existe preparo de policial para extermínio de cidadão, ao contrário, as PMs buscam conteúdos de policia cidadã, direito constitucional, psicologia social entre outros.
Agora na hora do tumulto, do enfrentamento alguns passam do normal, dos dois lados, em todo lugar do mundo, até nos países ditos desenvolvidos.
Vamos reformular, integrar informações e inteligência, investir em qualificação, formação e salários unificados em todo país para os policiais militares com um fundo nacional para equiparar salários, usar o que a tecnologia tem de melhor, tornar as leis mais rígidas e evitar que reincidentes continuem a cometer crimes e permaneçam impunes ou sem condições de ressocialização. Vamos investir 40% do orçamento em educação o Brasil precisa desses jovens que estão morrendo vitimas da violência.
Lembramos que os policiais são recrutados da mesma sociedade que os rejeita e muito cobra sem dar muita vezes as condições mínimas necessárias para o exercício da função. Erros acontecem, é um efetivo imenso, maior que muitos exércitos, sempre ostensivo que bate de frente com todo o lixo social produzido, portanto os erros acontecem, mas os acertos são infinitamente maiores.
Esses policiais prendem mais de 500.000 criminosos por ano, salvam milhões de vidas, atuam em quase todos os conflitos sociais, sempre sacrificando suas vidas e integridade física, e até a família, em alguns casos. Na maioria das localidades brasileiras, são a única presença do Estado e o limite entre a civilidade e selvajaria.
*Publicitário e sociólogo.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
O PROBLEMA DO ESPECTADOR - Opinião, por Ronie de Oliveira Coimbra*
“Dezenas de testemunhas, e ninguém, absolutamente ninguém,
fez nada.”
Interesso-me em assistir séries e documentários
cujo foco principal é contar sobre o desvelar de crimes, os caminhos da
investigação, e confesso que sinto muito prazer quando os investigadores provam, por seu
trabalho profícuo, a autoria do crime, e levam para a cadeia, por muitos e
muitos anos (isto não no Brasil, claro), o autor ou autores do crime.
Em um episódio, de uma desta séries, um crime, um homicídio
em particular, acontecido em 1964, me chamou sobremaneira a atenção, não pelo
crime, eis que na Nova Yorque dos anos 60 muitos homicídios aconteciam, e
muitos deles não eram desvendados, mas sim pela quantidade de testemunhas,
dezenas delas, 38 para ser mais exato, que ouviram os gritos da vítima de suas
janelas, algumas até viram o algoz a esfaquear a mulher no meio da rua, outras
estiveram muito próximas do criminoso, quando este perpetrava seu hediondo
crime, e, rigorosamente, todas as testemunhas nada fizeram, exceção de uma que
gritou de sua janela para que "deixasse a moça em paz", o que afastou momentaneamente o assassino, porém, como
sequer foram socorrer a mulher, este retornou quando esta entrava no prédio que
morava, já agonizando, e lá o criminoso executou definitivamente o seu intento,
e matou sua vítima impiedosamente.
O chamado para a polícia aconteceu somente
quando a mulher já não poderia mais ser salva, após 30 minutos de ouvidos
suplícios a ela infligidos, e submetida a dois ataques impiedosos, não sobrevivendo
aos ferimentos que lhe foram impingidos.
Durante a investigação, quando ouvidas pela polícia as pessoas alegavam
que tiveram medo, que pensavam que a mulher estava embriagada, ou que outras
pessoas já tinham chamado a polícia, ou que não queriam se envolver, dentre outras
justificativas para a omissão. Algumas, inclusive, que tinham visto alguma coisa que podia
ser útil a polícia, negavam-se até a dizer o que viram.
Poucos dias depois a polícia encontrou um
suspeito que confessou o crime, com detalhes que afastaram qualquer dúvida de
uma confissão oportunista ou uma “pressão” exagerada da polícia. O assassino
foi questionado por sua ousadia, e respondia, de forma impressionante, que
sabia que as pessoas não fariam muita coisa. Tinha convicção que um dos seus
trunfos seria a negligência e falta de solidariedade das pessoas em auxiliar ou
socorrer suas vítimas, sim, vítimas, eis que confessou, também, estupros e outros
homicídios.
Os gritos de suas vítimas não eram suficientes
para que as pessoas as acudissem, ou procurassem uma forma de ajudá-las.
38 pessoas assistiram a execução de uma mulher
inocente, que foi abordada covardemente por um homem com sede de matança. No
entanto, todas essas 38 pessoas preferiram o anonimato à justiça.
Essa desumanidade foi o "insight" que fez os
psicólogos Bibb Latane e John Darley descobrirem o que eles chamaram de
“Problema do Espectador”. O que os psicólogos argumentaram no caso de Kitty
Genovese é o seguinte: o importante não é o fato de ninguém ter agido quando 38
pessoas ouviram os gritos de Kitty, mas sim o fato de que ninguém agiu porque
38 pessoas a escutaram gritar.
“Se houvesse apenas 1 pessoa como testemunha,
talvez Kitty Genovese (nome da mulher assassinada) ainda estivesse viva. Mas
como 38 assistiram, sua morte virou um espetáculo”, foi o que disseram os
psicológos.
Aqui, no Brasil, também ocorre o problema do
espectador, eis que políticos e autoridades cometem desmandos e mais desmandos,
e grande parte da sociedade assiste a tudo como se um espetáculo fosse, claro,
um espetáculo de horror.
A vítima neste caso está bem definida: o
dinheiro e a coisa pública, que, indiretamente, torna todos os trabalhadores e
contribuintes vítimas, e alcança, também, todo cidadão que demanda serviços públicos,
eis que a qualidade destes está diretamente relacionada com os investimentos a
eles direcionados.
Aos que acreditam em céu e inferno cito as
palavras de Dante Alighieri, extraída de sua obra “A Divina Comédia”: “Os lugares
mais sombrios do inferno estão reservados aqueles que se mantiveram neutros em
tempos de crise moral”.
Para aqueles que são mais descrentes, um
pequeno texto que traz uma analogia de que mesmo os espectadores podem um dia
se tornarem as vítimas do próprio espetáculo:
“Um dia vieram e levaram meu vizinho que era
judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu
outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No
terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não
me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém
para reclamar...(Martin Niemöller, 1933)
* Major da Brigada Militar do RS
* Major da Brigada Militar do RS
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
AFORISMOS, por Ronie Coimbra
Já recebi muitas críticas por permear minhas opiniões com "aforismos (provérbios ou ditados), não obstante para que continue a utilizá-los como forma de ilustrar minha opinião de cidadão, e, no caso da matéria do link abaixo, deixo dois ao jugo da avaliação do leitor, os quais creio apropriados para a situação:
"Um ERRO não justifica o outro"
(provérbio português)
"Palavras convencem, EXEMPLOS arrastam"
(Confúcio)
(provérbio português)
"Palavras convencem, EXEMPLOS arrastam"
(Confúcio)
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/02/sartori-diz-que-continuara-usando-helicoptero-com-a-mesma-naturalidade-4699030.html
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