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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

PARA QUE REGRAS E LIMITES? por Ronie de Oliveira Coimbra


Acompanho atentamente as discussões concernentes ao projeto de Lei que típica (cria o texto legal) a conduta de terrorismo como crime, bem como as que se referem as reações dos movimentos empreendidos por jovens em São Paulo, batizados de “rolés”.
Na primeira questão afloraram reações, de alguns setores da sociedade brasileira, que asseveraram que os movimentos sociais seriam criminalizados e alcançados pelo novo tipo penal a ser criado: o de terrorismo. Assim, as pessoas ficariam imobilizadas, não mais podendo se manifestarem quando contrárias ou insatisfeitas com algum cenários atual, ou então na busca de atendimento de suas reivindicações.
Na segunda questão, dos “rolés”, vozes bradaram que a reação era preconceituosa, principalmente o étnico e social, pois os jovens que participavam dos movimentos denominados “rolés” residiriam na periferia de São Paulo, e seriam, em sua maioria, negros e pardos, e que se o movimento fosse perpetrado por jovens de classe média, brancos, e de olhos claros, a reação não seria igual a que ocorreu.
Eu respeito a opinião do outro, não tenho como agir diferente, embora, por ser um ser pensante, possa, respeitosamente, discordar e apresentar uma outra linha de pensamento, que faço agora:
A primeira análise que construo, e ela abarca as duas questões, é que me parece que algumas pessoas constroem justificativas para condutas equivocadas se valendo de iniciativas corretas, o que, obviamente, causará confusão na mente das pessoas que, desavisadamente, não refletirem profundamente sobre o assunto.
Observo que alguns sempre sinalizam com uma explicação para a transgressão ou para o desrespeito ao outro. Começa por um discurso de irreverência, que traz a noção de que a pessoa não transgrediu, e, sim, agiu de forma diferente para sua manifestação, e segue impondo alguma especificidade do grupo, como etnia, posição social, manifestação social, como a motivação para a reação, removendo da análise os atos realizados pela pessoa ou pelas pessoas, em um exame essencialmente maniqueísta e dualista, insistindo em confrontar bem e mal, burguesia e trabalhador, polícia e cidadão, entre outras confrontações falhas por simplismo na análise de suas circunstâncias.
Especificamente quanto ao crime de terrorismo, que quer se criar, se percebe, ao ler o texto proposto, que nenhum movimento social ou manifestação será criminalizado, eis que estas estão garantidas pela Constituição Federal, entretanto, condutas que aproveitem a estrutura destas manifestações sim, desde que provoquem ou espalhem terror ou pânico generalizado com ofensa à vida, à integridade física, à saúde ou à liberdade do cidadão. Posto isto eu fico a me perguntar o porquê da grita? Ou seria justificável, que grupos, em nome de causas legitimas, pudessem perpetrar o que o tipo penal proposto para o crime de terrorismo prevê?
E quanto aos “rolés”, penso que a reação se deu mais pelo descompromisso dos participantes com o que as outras pessoas pensariam a respeito -  como, por exemplo, se aprovariam o gosto musical? Se aquele é o espaço apropriado? - do que o alardeado preconceito étnico e social. Ou se fossem os jovens ricos e brancos seria diferente? Obviamente que não, pois se uma pessoa estaciona um carro, as duas horas da manhã, ao lado da janela da minha casa, e aciona seu potente e ensurdecedor som para tocar música, independe, para mim que quero dormir e descansar, a cor da pele ou dos olhos, a classe social, ou gosto musical do DJ. Agora, com certeza, não faltaria alguém para dizer, caso a pessoa que fizesse isto, fosse da periferia, negra, branca ou parda, ou que a música fosse “funk” ou “rock”, caso eu acionasse a polícia, que eu estaria agindo com preconceito e tolhendo o direito de manifestação musical da dita pessoa, como se o problema não fosse o som alto, e sim outros quesitos, embora presentes, mas que em nada contribuíram para meu julgamento e decisão.
O erro, acredito eu, está na análise que busca justificar a conduta equivocada de pessoas que promovem quebradeiras e depredações, infiltradas em movimentos sociais e manifestações legitimas, ou ocupam espaços em que acontecerá interação com outras pessoas, a exemplo dos shoppings, onde ocorreram os “rolés”, e que levam em consideração somente seus direitos ou os dos que se manifestam, sem considerar limites e sem considerar o direito do outro.
O shopping é um centro de compras e de lazer. Pessoas acorrem a estes lugares, muitas vezes para passar o dia inteiro, buscando tranquilidade. Comerciantes querem vender seus produtos, e para isto os clientes ali precisam estar. Isto gera empregos, renda, tributos, e tudo mais que é decorrente. O espaço ali é privado, e, diga-se, inapropriado para que mil ou duas mil pessoas promovam um “rolé” e exponham todos a suas práticas e gostos.
Em algum momento histórico os homens resolveram firmar o que foi denominado de “contrato social”. Estabeleceram-se normas e regras para a proteção de todos, pois antes disto, alguém, com supremacia de força, poderia entender de querer tua propriedade, bens, e até a tua mulher, e, quisesse você ou não, o mais forte o faria, e mataria você, se assim também o quisesse. O contrato social firmado entre os homens trouxe mais equidade, mas para que isto acontecesse todos tiveram que abrir mão de uma porção de seus direitos e liberdades, e submeteram-se a regra geral. Mesmo para mudar-se a regra, existem regras, eis que todos temos o direito de reclamar da regra e lutar para que ela mude, e seja mais justa, coisa que já aconteceu muito.
Para aqueles que entendem que regras, normas e limites não deveriam existir, ou não deveriam ser observados, ou não servem para si ou para seu grupo social, temos um exemplo de um lugar assim na contemporaneidade: O Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís do Maranhão, onde não existem regras e normas, e ali impera a Lei do mais forte, que mata e decapita (não necessariamente nesta ordem) o mais fraco.
Ainda bem que ainda existem normas, regras e limites que nos impedem de retornar a barbárie, mesmo que elas possam ser chatas, ou nos retirem uma porção de nossos direitos e liberdades, eis que elas é que nivelam os fracos e fortes, seja esta força física, seja econômica, e impedem, que a qualquer momento, inconsequentemente, alguém resolva cortar nossas cabeças.

Ronie Coimbra
Major da Brigada Militar


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A CULTURA DA DESONESTIDADE (Os guarda-chuvas públicos, tomados por empréstimo, não foram devolvidos) - Editorial Interativo de ZH Dominical.



     Pode parecer desimportante, mas o sumiço de 26 dos 32 guarda-chuvas colocados à disposição do público para empréstimo pela prefeitura de Santa Cruz do Sul diz muito sobre a resistência da cultura da esperteza entre os brasileiros. Compartilhar equipamentos públicos é sempre um teste de cidadania. Envolve a ideia do uso comum de instalações e objetos que só cumprem sua finalidade quando preservados e devolvidos para que outras pessoas também possam utilizá-los. Mas as depredações de prédios, equipamentos de praças e sinalização de trânsito evidenciam a falta de educação e de espírito de solidariedade de parcela expressiva da população. Além disso, algumas experiências de oferta de equipamentos para o público, como o empréstimo de guarda-chuvas e o aluguel de bicicletas, resultam com frequência em comportamentos de egoísmo e até mesmo de desonestidade explícita.

     Não é regra geral, cabe reconhecer. Os danos e a subtração de bicicletas nas cidades que adotaram o sistema de aluguel são pouco significativos na relação com a maioria, que respeita as regras e devolve o equipamento em bom estado, no período contratado. Mas sempre aparecem os espertalhões para comprometer o avanço coletivo.

     A sociedade e as próprias autoridades costumam ser demasiado tolerantes com desvios éticos. É um erro. São pequenos delitos que geram a cultura da apropriação indébita e da corrupção, tão repudiada pela população quando ocorre nos altos escalões da governança do país. Políticos que se comportam mal, porém, costumam ser apenas a representação proporcional dessa parcela de brasileiros que desrespeitam as regras e os direitos de seus semelhantes. Embora o país já se tenha habituado à generalização, até mesmo porque as irregularidades cometidas por governantes e políticos sempre ganham maior visibilidade quando flagradas, a verdade é que os agentes públicos infratores representam de alguma forma os maus cidadãos, aqueles que também roubam e destroem o que é de todos.

     A diferença entre apropriar-se de um guarda-chuva emprestado e desviar recursos públicos para o próprio bolso é apenas quantitativa, pois a qualificação é a mesma: furto. Furtar, explica o dicionário, é subtrair fraudulentamente coisa alheia. Pois a pátria mãe tem sido subtraída não apenas pelos poderosos, com suas tenebrosas transações, mas também por larápios de todos os segmentos sociais, que acabam contribuindo para essa cultura da indecência.

     Mas a revolta que tais comportamentos despertam na maioria honesta mantém acesa a esperança de que, como cantou Chico Buarque, um dia tudo isso vai passar. A pátria mãe tem sido subtraída não apenas pelos poderosos, com suas tenebrosas transações, mas também por larápios de todos os segmentos sociais.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Agência de Inteligência do Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar desbarata quadrilha, apreende Fuzil AK, pistolas, e recupera veículo Honda Civic roubado.

Armamento apreendido
No dia 09 de dezembro de 2013, aproximadamente às 06h00 da amanhã, uma ação da Inteligência do Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar, em conjunto com a Inteligência do Comando de Policiamento do Vale do Rio do Sinos, resultou na detenção de quatro suspeitos e na apreensão dos armamentos e materiais abaixo descritos:
Coletes balísticos e outros materiais apreendidos na ação
Um Fuzil AK 47, calibre 762, 01 carregador do fuzil cal 762X39 com 28 munições cal 7,62, 02 rádios comunicadores marca Motorola, 01 celular Nokia, 01 celular marca Multilazer, 01 celular marca LG Dual Chip c/ bateria com dois chips da Operadora TIM, 01 celular marca LG c/bateria e sem chip, 01 celular Samsung Duos com 2 chips, a quantia de R$ 650,00, 01 capa de colete preta da empresa ASGARRAS, dentro delas duas chapas balísticas, 01 capa de colete Preta com duas chapas balísticas, 01 capa de colete preta , 01 pistola marca Brno cal 9mm com numeração raspada, 02 carregadores cal 9mm, com 32 munições 9mm, 01pistola marca Colt mod 1927 cal 11,25mm com mira Laser do Exército Argentino, 01 carregador com 7 munições cal 11,25mm, 01 carregador desmontado de PT cal 380. Na carteira de um dos suspeitos encontrou-se R$30,00, uma nota de 20.000 (guaranis) na carteira de outro suspeito encontrou-se R$ 22,00 e 10 dólares, na posse do do 3º suspeito 5 dólares e R$ 4,00, 01 celular marca LG c/ 2 chip com 02 chips, um da OI e uma chave veicular da marca GM. No interior da garagem estava o veículo Honda Civic de placas ITL 0105 o qual consta em ocorrência de roubo, e que estava utilizando placas falsas (IRO 1608).
Automóvel roubado com placas falsas
Dentre os presos há indivíduos com antecedentes criminais por roubo a estabelecimento bancário, o que leva a crer que a ação policial militar evitou uma forte ação criminosa por parte da quadrilha, provavelmente assalto a banco ou a carro-forte frente ao armamento e equipamentos que portavam.




domingo, 8 de dezembro de 2013

Policial Militar Feminina da Brigada Militar de Sapucaia do Sul recebe Prêmio Lions Segurança 2013, outorgado pelo Lions Clube Sapucaia do Sul.


Soldado Tatiane recebendo as homenagens.
     Na noite do dia 26 de novembro de 2013, em cerimônia especial, a soldado Tatiane Lemos Fagundes do 33º BPM, recebeu o Prêmio Lions Segurança 2013, em nível distrital, outorgado pelo LIONS CLUBE SAPUCAIA DO SUL. 
       A escolha foi atribuída ao trabalho desenvolvido pela servidora do 33º BPM, em especial as ações realizadas sob os ditames da filosofia de policiamento comunitário e ações de cunho voluntário. 
TC Andrade, Cmt do 33º BPM, prestigiando a homenagem.
     Dentre as atividades realizadas que foram destacadas e levados em conta para a concessão do prêmio estão: palestras na rede escolar e em empresas voltadas para a prevenção, a parceria com projetos sociais tais como Parceiros Voluntários e o projeto “Tribos nas Trilhas da Cidadania” e as aulas do PROERD (Programa Educacional de Prevenção ao Uso de Drogas e da Violência); bem como o Projeto Quartel Tri-legal, dessa forma, a escolha foi atribuída ao trabalho voluntário desenvolvido pela servidora no município de Sapucaia do Sul. 
     A soldado Tatiane Lemes Fagundes é formada em Pedagogia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
      
       Sobre a premiação a agraciada assim se manifestou: 
    “Agradeço a distinção, porém este trabalho não ocorre por mérito singular, a Brigada Militar de Sapucaia do Sul é uma grande família, e a cada dia mais Policiais Militares estão tomando consciência de seu papel como agentes de transformação social e potenciais fomentadores de uma cultura de paz”. Assim finalizou: “Agradeço a homenagem e fico feliz pelo reconhecimento recebido desta tão importante instituição”. 
      O atual comandante do 33º BPM, Tenente Coronel Carlos Alberto Prado de Andrade prestigiou o evento e parabenizou a policial militar distinguida.

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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BM de Sapucaia do Sul auxilia Exército na instrução de preparação para a missão da paz da ONU