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segunda-feira, 20 de maio de 2013

STF gastou R$ 608 mil em viagens de mulheres de ministros


STF gastou R$ 608 mil em viagens de mulheres de ministros
Levantamento de gastos da Suprema Corte é referente ao período entre 2009 e 2012

Veja a origem da matéria no link abaixo:

O Supremo Tribunal Federal (STF) reproduz hábitos que costumam ser questionados em outros poderes sobre o uso de recursos públicos para despesas com passagens aéreas. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base em dados oficiais publicados no site da Corte, conforme determina a Lei de Acesso à Informação, mostra que ministros usaram estes recursos, no período entre 2009 e 2012, para realizar voos internacionais com suas mulheres, viagens durante o período de férias no Judiciário, chamado de recesso forense, e de retorno para seus Estados de origem.

O total gasto em passagens para ministros do STF e suas mulheres em quatro anos foi de R$ 2,2 milhões — a Corte informou não ter sistematizado os dados de anos anteriores. A maior parte (R$ 1,5 milhão) foi usada para viagens internacionais. De 2009 a 2012, o Supremo destinou R$ 608 mil para a compra de bilhetes aéreos para as esposas de cinco ministros: Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski — ainda integrantes da Corte —, além de Ayres Britto, Cezar Peluso e Eros Grau, hoje aposentados.

O pagamento de passagens aéreas a dependentes de ministros é permitido, em viagens internacionais, por uma resolução de 2010, baseada em julgamento de um processo administrativo no ano anterior. O ato diz que as passagens devem ser de primeira classe e que esse tipo de despesa deve ser arcado pela Corte quando a presença do parente for "indispensável" para o evento do qual o ministro participará. No entanto, o Supremo afirma que, quando o ministro viaja ao exterior representando a Corte, não precisa dar justificativa para ser acompanhado da mulher.

No período divulgado pelo STF, de 2009 a 2012, as mulheres dos cinco ministros e ex-ministros mencionados realizaram 39 viagens. Dessas, 31 foram para o exterior.

As passagens incluem destinos famosos na Europa, como Veneza (Itália), Paris (França), Lisboa (Paris) e Moscou (Rússia), e Washington, nos Estados Unidos. A lista também inclui cidades na África - Cairo (Egito) e Cidade do Cabo (àfrica do Sul) - e na àsia (a indiana Nova Délhi e Pequim, na China).

As viagens feitas pelos ministros são a título de representação da Corte, fazendo com que o maior número seja dos magistrados que ocupam a presidência e a vice-presidência da Corte.

Viagens também foram pagas durante o recesso

Os ministros também usaram passagens pagas com dinheiro público durante o recesso, quando estão de férias. Foram R$ 259,5 mil gastos em viagens nacionais e internacionais realizadas nesses períodos. Não entram na conta passagens emitidas para presidentes e vice-presidentes do tribunal, que atuam em regime de plantão durante os recessos.

O Supremo informou que, em 2005, foi formalizada a existência de uma cota de passagens aéreas para viagens nacionais dos ministros. A fixação do valor teve como base a realização de um deslocamento mensal para o Estado de origem do ministro. A Corte ressaltou que, como a cota tem valor fixo, o magistrado pode realizar mais viagens e para outros destinos com esse montante. O tribunal, porém, não informou à reportagem qual é esse valor.

O atual vice-presidente do Supremo foi quem mais gastou em viagens nos recessos do período de 2009 a 2012. Ricardo Lewandowski usou R$ 43 mil nesses anos. Os ministros Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Rosa Weber também usaram bilhetes aéreos durante o período de recesso, assim como os ex-ministros Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Eros Grau.

Estados

Praticamente todos os magistrados da Corte, atuais e já aposentados, usaram passagens do STF para retornar a seus Estados de origem. Os ministros podem exercer o cargo até completar 70 anos e não têm bases eleitorais, justificativa dada no Congresso para esse tipo de gasto. São Paulo e Rio são os destinos das viagens da maioria, como Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Luiz Fux. Porto Alegre é o principal destino de Rosa Weber, assim como Belo Horizonte costuma aparecer nos gastos de Cármen Lúcia.

Entre os ex-ministros há diversos deslocamentos de Carlos Ayres Britto para Aracaju-SE, de Cezar Peluso para São Paulo e de Eros Grau para Belo Horizonte e São João Del-Rei, cidades próximas a Tiradentes, onde possui uma casa.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Brigada Militar de Sapucaia do Sul concorre ao Prêmio Parceiros Voluntários 2013 em nível estadual.


A Brigada Militar de Sapucaia do Sul está entre as instituições finalistas do Prêmio Parceiros Voluntários 2013, que agora está na sua fase estadual, em razão de que o Projeto da BM já superou a fase Regional, quando concorreu com outros projetos de Cidades da Região do Vale.
O Prêmio Parceiros Voluntários acontece sempre nos anos ímpares, e tem como objetivos a valorização do trabalho voluntário, divulgando exemplos de ações diferenciadas, criativas e bem-sucedidas, que podem ser multiplicadas, e, com isso, fortalecer a cultura do voluntariado; divulgar exemplos de iniciativas sociais bem sucedidas, multiplicáveis e que possam, no futuro, influir em políticas públicas; e demonstrar a força do trabalho em REDE e o seu resultado quando os vários segmentos da Comunidade se unem voluntários, empresas, escolas, organizações sociais, poder público e cidadãos beneficiários.
O Prêmio Parceiros Voluntários foi instituído no ano 2000 e, naquela ocasião, foi decidido que a sua entrega seria bienal, sempre nos anos ímpares. A primeira edição foi realizada em 2001.
O projeto da Brigada Militar de Sapucaia do Sul que concorre é denominado “Brigada Amiga”, que congrega uma série de outros subprojetos, dentre estes ações conjugadas com o projeto “Tribos nas Trilhas da Cidadania”, desenvolvido pela ONG Parceiros Voluntários/Sapucaia do Sul, e esta parceria foi construída naturalmente, eis que a filosofia do Comando da Brigada Militar de Sapucaia do Sul se reconhece em várias iniciativas da ONG Parceiros Voluntários/Sapucaia do Sul, mormente na valorização do ser humano, na valorização da cidadania e de sua formação, e na busca de ações que foquem em modificar a realidade social em benefício da coletividade, ou seja:  eu ganho, você ganha, todos ganham. A materialização da busca destes objetivos se deu por palestras em escolas, dentro do cronograma construído pela BM e a ONG; apoio nas ações de distribuição de materiais, com a presença do policial com o viés comunitário e parceiro; palestras para adultos e adolescentes; apoio em ações, emprestando a capacidade e competência da Brigada Militar, por ser instituição pública, a prática do voluntariado organizado.
Na condição de Comandante da Brigada Militar de Sapucaia do Sul externo meu contentamento e júbilo pelo alcance de nosso projeto, pois estamos entre aqueles que serão avaliados em nível estadual, portanto já é um projeto vencedor, independente de estar entre os 08 cases melhores avaliados, o que me legitima a conclamar outras instituições públicas  e privadas, e ao cidadão que deseja efetivamente exercer na plenitude sua cidadania, a se engajar nesta ideia e agregar-se ao voluntário organizado.
Em 2013 a cerimônia de reconhecimento será realizada no dia 20 de maio, das 20h00 às 21h30, no Teatro do Bourbon Country, localizado na Av. Túlio de Rose, 80 – Porto Alegre/RS – Brasil. Convoco uma cadeia de união para torcerem e enviarem energias positivas para que, quem sabe, o Projeto da Brigada Militar de Sapucaia do Sul esteja dentre os com melhores avaliações.
Grande abraço e o trabalho continua...

Major Ronie Coimbra
Comandante da Brigada Militar de Sapucaia do Sul

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Uma faceta, as vezes desconhecida, do Policial: Mediador de conflitos





Mediação de conflito: o policial, o fiscal e a vendedora. Eu ganho, você ganha
por Geverson Ferrari*.

          Quando ela me alcançou um copo de café, percebi que tinha conquistado sua confiança. E pensar que naquela hora, como normalmente ocorre, um processo criminal seria a alternativa para ela, depois de algemada e apresentada ao Delegado de Polícia.
          Os agentes poderiam escolher pelos crimes de desobediência ou pela recusa do fornecimento de dados pessoais.
          Porém, para entender melhor esta história é preciso voltar um pouco no tempo, cerca de trinta minutos antes do café.
          Maria Eugênia é o nome dela, quando a vi pela primeira vez ela estava agarrada a uma caixa de isopor cheia de garrafas de água mineral e em uma sacola plástica com salgadinhos embalados. Sim, ela é uma vendedora ambulante.
          Três fiscais da Secretaria Municipal com jalecos azuis e dois policiais militares, um deles com uma arma longa de calibre .40 a cercavam. Os fiscais exigiam a entrega da mercadoria para apreensão e os policiais o nome da mulher para a produção da documentação e apreensão do material.
          A mulher, percebendo que iria perder seus produtos, não queria dizer o seu nome, só dizia que queria ir embora e levar suas mercadorias, repetindo isso várias vezes, nervosa. Convencida, forneceu um nome inexistente aos policiais, atitude que deixou os militares furiosos. O tom de voz se alterou, os homens também estavam ficando nervosos, vi que a prisão seria a próxima e, para aqueles cinco homens, a única alternativa. Só que não naquele dia.
          Pedi que a mulher fosse trazida a minha sala, ela não queria entrar, evidentemente não confiava em mim, mas insisti, disse que poderia confiar, tive de repetir que queria ajudá-la.  
          Ela, então, disse que aceitaria desde que pudesse levar seu isopor e a sacola de salgadinhos junto. Concordei.
          Já na minha sala, posicionei uma cadeira um pouco mais para o meu lado e perguntei seu nome, ela não respondeu, apenas baixou a cabeça, falei para ela sobre a irregularidade com relação a sua venda de mercadorias, falei que ela deveria ter um alvará e um cadastro como vendedora autônoma. Ela foi me explicando que já tinha tentado, mas não tinha conseguido, pois diziam que não era possível esse tipo de alvará. Respostas curtas, ríspidas, olhando para o chão. Repetia que queria ir embora.
          Sugeri uma troca, ela fornecia seu nome e eu me comprometia em deixá-la levar a sua mercadoria. Ela concordou. Era isso que ela queria, todos sabiam.
          Chamei os fiscais e propus o acordo, faríamos o procedimento legal e os produtos seriam devolvidos para a mulher no mesmo ato, o que foi aceito pelos homens. Liberei os dois policiais e a viatura para retornarem para seus postos a fim de continuarem no policiamento, coibindo crimes.
          E fui além, como Maria Eugênia desejava obter o alvará de autônomo, liguei para o SEBRAE/RS, por telefone me explicaram o procedimento e o endereço, com R$ 39,90 ela obteria sua legalização, incluído o INSS.
           Nessa hora, eis que ela movimenta-se em direção a sacola, pega uma garrafa térmica e me serve um café, apesar de não tomar café como hábito, aquele eu aceitei. E tinha um sabor delicioso.
          Em seguida, telefonei para a Câmara de Vereadores e solicitei a um vereador que mostrasse para a mulher a lei municipal que regula a atuação de ambulantes no centro da cidade. Este, de pronto, agendou com seu assessor a visita ao Legislativo Municipal. 
          Contatei com a Coordenadoria da Mulher, que enviou uma advogada ao quartel, ela conversou com a senhora Maria Eugênia, trocaram telefones, a advogada comprometeu-se em ajudar a fim de agilizar o atendimento junto a Prefeitura Municipal.
          Por fim, chamei os fiscais na minha sala e falei lhes o que penso sobre a atuação dos agentes públicos, frente a este tipo de situação.
          O que penso é o seguinte: os agentes públicos são representantes do Estado, e neste caso, envolveu representantes do Município de Sapucaia do Sul e do Estado do Rio Grande do Sul, respectivamente, Prefeito e Governador, eleitos pelo voto do povo, tanto povo esclarecido como povo humilde como à senhora Maria Eugênia, para este último grupo o acesso a justiça, no sentido amplo da palavra, infelizmente, ainda é restrito.
          É preciso que os agentes públicos, em todas as esferas, entendam que em um Estado de Direito, a pessoa deve ser o centro da atenção. Por isso, a função dos agentes que representam o Estado na sociedade democrática é extremamente complexa, suas ações são repletas de responsabilidade diretas e indiretas, pois repercutem amplamente na vida das pessoas que estão sob a regulação estatal.
          E regular a convivência das pessoas, em minha concepção, vai além da simples aplicação da lei - que me critiquem os positivistas - regular implica em ações pró-ativas. Só algemar não basta, como também, não seria a solução para Maria Eugênia apreensão de suas mercadorias. Essa ação é simplória e só acarretaria mais um problema a vendedora. Exige-se mais do que isto.
          Ações pró-ativas é o mínino que pessoas humildes esperam de nós: policiais, médicos, enfermeiros, educadores, fiscais com poder delegado, representares políticos, dentre outros.
          Para mim, o cafezinho que a senhora Maria serviu tinha um sabor diferente, ele estava vinculado a um fazer diferente e a um sentimento de dever cumprido, tinha um gosto de justiça social. Naquele dia, ganhamos todos.

*1º Sargento da Brigada Militar, Bacharel em Direito, Especialista em Segurança Pública com Cidadania e Mestrando em Sociologia.  

         


         


terça-feira, 14 de maio de 2013

Política de Privilégios - Editorial de Zero Hora


Zero Hora - 14 de maio de 2013
EDITORIAIS

POLÍTICA DE PRIVILÉGIOS
Na contramão de promessas moralizadoras por parte do Congresso, algumas práticas históricas tornadas públicas agora confirmam que, mesmo com a adoção de uma série de providências destinadas à redução de custos, continuam sobrando privilégios nas duas Casas. No Senado, apesar de o presidente Renan Calheiros ter reassumido a presidência prometendo cortes como forma de enfrentar as críticas a sua eleição para o cargo, a mais recente denúncia é a de excesso de licenças médicas por parte de seus bem-remunerados servidores. E, assim como o Senado, também a Câmara vem enfrentando críticas por manter uma equipe de funcionários com salários elevados só para fazer check-in de parlamentares no aeroporto de Brasília. Ambas demonstram uma atitude incompatível com a austeridade esperada por parte dos poderes das três instâncias da federação.

Chama atenção o fato de a farra das licenças médicas só ter se tornado conhecida, surpreendendo até mesmo alguns parlamentares, pelo fato de o jornal O Estado de S. Paulo ter obtido um quadro detalhado dos fatos com base na Lei de Acesso à Informação. O expediente demonstrou que, em dois anos até dezembro último, servidores do Senado totalizaram nada menos de 87,5 mil dias de afastamento por motivo de saúde. A maior parte dos favorecidos faz parte do quadro de efetivos, entre os quais a função de garçom, por exemplo, pode alcançar remuneração de R$ 17 mil. Num dos casos analisados, o servidor chegou a emendar duas licenças médicas de 120 dias cada e ainda se aposentou em seguida, voluntariamente e sem indicar problema de saúde no pedido, com salário de R$ 16 mil. A menos que o Senado seja de fato “um paraíso de doentes”, como ressalvou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), essas práticas são inaceitáveis.

Da mesma forma, é inadmissível que a Câmara e o Senado gastem R$ 142,3 mil por ano só com a manutenção da sala VIP no aeroporto da Capital Federal, para evitar que os deputados e senadores enfrentem filas ou precisem despachar bagagem. No caso dos chamados auxiliares de check-in mantidos pelo Senado, os salários percebidos chegam a alcançar R$ 20 mil mensais líquidos. É um valor incomparável ao percebido pela imensa maioria dos brasileiros, mesmo em atividades mais complexas e sem direito a tantas facilidades, como a de se afastar por longos perío- dos mediante atestado médico.

Não há qualquer justificativa para que os servidores da Câmara e do Senado ou os próprios parlamentares continuem a usufruir de vantagens incompatíveis com a austeridade. O mínimo que se espera, diante de revelações como a de deformações no uso de licenças médicas e de distorções como as do aeroporto de Brasília, é que as duas Casas do Congresso determinem imediata auditoria para apurar responsabilidades.

Reportagem coloca em xeque a segurança dos carros brasileiros - Será que cobrar impostos, por parte do governo, e ânsia pelo lucro, por parte das montadoras, estaria se sobrepondo a segurança dos brasileiros?


Reportagem coloca em xeque a segurança dos carros brasileiros
Publicação da agência Associated Press sustenta que veículos vendidos no Brasil são mais frágeis do que modelos negociados em países desenvolvidos

Marcelo Gonzatto e Marcelo Monteiro
marcelo.gonzatto@zerohora.com.br  marcelo.monteiro@zerohora.com.br

Uma reportagem elaborada pela agência de notícias Associated Press colocou em suspeita, diante do mundo, a segurança dos carros vendidos no Brasil.

O relato, reproduzido em meios de comunicação como o New York Times, indica que os veículos negociados no país têm menos equipamentos de proteção em comparação a similares vendidos em países desenvolvidos, e a própria estrutura dos modelos é mais frágil.

Confira quais são as exigências mínimas de segurança nos veículos
A reportagem, divulgada no fim de semana, gerou um debate sobre uma das razões que fazem o país registrar mais de 40 mil mortes ao ano em acidentes de trânsito — além da imprudência dos condutores e das más condições das estradas. Todos esses fatores, combinados, levam a resultados trágicos como as 35 mortes verificadas no Estado no final de semana do Dia das Mães.

O analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) Alessandro Rubio, afirma que uma das principais carências dos modelos vendidos no Brasil é a falta de equipamentos como freios ABS (que evitam derrapagens) e airbag (que protege de impacto). Embora sejam regra nos Estados Unidos e na Europa há anos, aqui ainda estão em implantação. Somente a partir do ano que vem os carros novos deverão trazê-los como itens de série.

Hoje, conforme uma pesquisa feita por ZH em sites de montadoras, ABS e airbag podem encarecer o veículo em um valor que oscila ao redor de R$ 1,6 mil a mais de R$ 3 mil conforme o modelo — embora, em muitos casos, sejam oferecidos apenas junto com outros opcionais.

— Como o custo é alto e a lei não obrigava, as montadoras optaram por retirar esses equipamentos e oferecê-los como opcionais, principalmente nos modelos de entrada (mais baratos) — avalia Rubio.os altos, diz o especialista, nem todos veículos saem de fábrica com ABS e airbag devido ao fato de que tais itens ainda são vendidos como opcionais.



A alta carga de impostos brasileira (que responde por mais de 30% da composição do preço) e uma margem de lucro elevada — que estaria ao redor de 10% contra uma média mundial de 5% — ajudam a explicar a preocupação com o corte de custos. O especialista do Cesvi lembra que o preço dos mecanismos antiacidente vem caindo devido à fabricação desses materiais no próprio país e à implantação gradual determinada pela lei. Este ano, 60% dos veículos novos já devem vir com ABS e airbag. Outro problema apontado é uma suposta maior fragilidade estrutural verificada em testes de colisão que começaram a ser realizados pela organização independente Latin NCAP nos últimos três anos.



— Pelo que os testes indicaram, as carrocerias dos carros vendidos aqui são piores do que as europeias, por exemplo. Os danos sofridos são maiores — avalia a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - Proteste, Maria Inês Dolci, que participa da Latin NCAP.



A reportagem da Associated Press sustenta que os veículos brasileiros teriam menos pontos de soldagem na carroceria, o que barateia a produção mas fragiliza a estrutura, e plataformas (sobre as quais o automóvel é montado) menos modernas. O consultor automobilístico André Beer contesta essa conclusão.



— A estrutura dos carros, em si, é a mesma aqui ou na Europa. O que ocorre é que, por razões econômicas, temos uma frota menos sofisticada, com menos equipamentos de proteção — analisa Beer.



Alessandro Rubio, porém, sustenta que alguns modelos ainda usam plataformas que já deixaram de ser empregadas em países desenvolvidos.



— Nossas carrocerias não se deformam de maneira tão segura em caso de colisão. Isso é o que os testes realizados vêm demonstrando — sustenta.



Anfavea promete



resposta à reportagem



A notícia que colocou na fragilidade dos carros brasileiros a culpa pela carnificina do trânsito no país causou indignação entre os executivos da indústria automobilística. Desde ontem, técnicos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) analisam as informações destacadas pela agência de notícias. A assessoria de comunicação da entidade promete para hoje uma resposta oficial, "clara e embasada em estudos", aos pontos levantados.



Segundo especialistas ouvidos por Zero Hora, a reportagem levanta questões pertinentes, mas nem todas as afirmações podem ser levadas tão a sério. Conforme o consultor Milad Kalume Neto, da Jato Dynamics do Brasil, a diferença entre a metodologia aplicada nos testes de segurança realizados no Brasil e os feitos na Europa e nos EUA contribui para a disparidade no desempenho dos veículos fabricados aqui e no Exterior. No entanto, diz o especialista, de forma geral os carros brasileiros podem realmente ser considerados menos seguros, também em função das diferentes exigências legais:



— Existe uma deficiência. Comprando o mesmo veículo aqui ou lá, acredito que os carros brasileiros são mais inseguros. Entretanto, cumprem as legislações do país.



O diretor do Centro de Estudos Automotivos (CEA), Antônio Jorge Martins, considera natural a discrepância entre as leis que regem a segurança veicular. Para Martins, a legislação brasileira está evoluindo com a expansão do mercado:



— Existe um planejamento para que, paulatinamente, os carros nacionais passem a incorporar o leque de acessórios que existem em outros países. Temos regulamentações diferentes até pelo fato de sermos emergentes. Não resta dúvidas de que existe esse gap, mas é um gap planejado.




Segundo Martins, os carros brasileiros estão entre os mais caros do mundo em razão da grande carga tributária e da maior margem de lucro das montadoras — 10% no Brasil, contra 5% em outros países, em média. Mas, apesar dos preç


— A competitividade passa pela busca de itens diferenciados, entre eles os de segurança. Hoje, em vez de reduzirem seus preços para aumentar a competitividade, as montadoras colocam mais acessórios. Mas se botam muito valor agregado e não têm escala, ficam com o preço lá em cima e não vendem — diz Martins.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Brigada Militar de Sapucaia do Sul apreende, em duas ações distintas, dois adolescentes infratores: Um por porte ilegal de arma de fogo(dois revólveres calibre .38), tráfico de entorpecentes e receptação; e o outro por direção perigosa e dirigir veículo sem habilitação.


Armas, droga (crack), dinheiro e objetos apreendidos na ação
policial
Fonte: BM de Sapucaia do Sul


     A primeira apreensão se deu por policiais militares do Grupamento de Motociclistas(ROCAM), na data de 09/05/2013, por volta das 13h00, ocasião que os policiais avistaram uma motocicleta Honda CG 125, tripulada por um jovem, na Avenida João Pereira de Vargas, próximo ao número 600. O piloto ao perceber a aproximação dos policiais empreendeu fuga, pelo que foi acompanhado por aproximadamente 3 km, e neste trajeto realizava manobras e ultrapassagens perigosas, entretanto, ainda na Avenida João Pereira de Vargas, próximo ao número 2411, o piloto perdeu o controle da motocicleta e caiu, sofrendo lesões leves. O piloto foi abordado e constatando que se tratava de um adolescente, com 17 anos de idade e sem antecedentes policiais, pelo que foi apreendido em flagrante delito por dirigir veículo automotor sem habilitação e direção perigosa, e conduzido para a 2ª DP de Sapucaia do Sul para a lavratura da ocorrência. 

     A segunda apreensão de seu no mesmo dia, aproximadamente às 16h00, por policiais da agência de inteligência da Brigada Militar de Sapucaia do Sul, quando em diligências na Rua da Paz, na Vila Trensurb, em razão de denúncias de prática de tráfico de entorpecentes no local. Ao lá chegarem os policiais avistaram um suspeito na entrada de uma residência, portando ostensivamente na cintura um revólver calibre .38 Special, capacidade de tambor de 06 tiros e municiado com seis cartuchos, que estava sob ocorrência de furto desde 2006. O suspeito foi abordado e constatou tratar-se de UM ADOLESCENTE, COM 15 ANOS DE IDADE, com antecedentes por VIAS DE FATO. Na residência os policiais encontraram e apreenderam uma lata pequena contendo 41 pedras de crack, 01 rádio comunicador, R$ 148,65 em dinheiro, mais 01 revólver calibre 32, com a numeração prejudicada, 01 simulacro de pistola, 01 celular NOKIA, 01 celular SAMSUNG, mais 06 munições calibre .38, 07 munições calibre .32, 09 estojos de calibre .38, 01 estojo de calibre .32, 01 colete feito com placas de RX, 01 mochila OAKLEY, 01 mochila NIKE,01 mochila DINDA, 01 gilete, 01 estilete e 01 pote de barro com diversos papelotes para embalar  droga, pelo que o adolescente foi apreendido em flagrante delito por porte ilegal de arma, tráfico de entorpecentes e receptação de objetos oriundos de crime, e conduzido a 2ª DP para a lavratura do auto de apreensão em flagrante delito.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dicas de segurança da informação 1


DICAS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
Fonte: Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República

1.   Não confie em todas as informações divulgadas, nem em todas as pessoas conectadas.
Existem pessoas mal intencionadas que se conectam apenas para capturar informações de suas próximas vítimas e se aproveitam da ingenuidade alheia para planejar o golpe ou destriur a imagem de alguém.
Muitos boatos são espalhados diariamente pela internet e tomam grandes proporções devido ao seu reenvio.
2.   Não abra arquivos enviados por e-mail sem antes examiná-lo com o antivírus.

3.   Evite deixar senhas anotadas em local visível.

4.   Cuidado com sites que contenham conteúdo inadequado, pois a maioria possui scripts ocultos que exploram as falhas do navegador de internet e infectam seu computador.

5.   Procure utilizar programas originais. Aqueles arquivos que permitem um programa funcionar podem exercer uma segunda função que é capturar os dados de seu computador ou infectá-lo.

6.   Quando enviar um e-mail para toda a sua lista de amigos, coloque os endereços como cópia oculta (Cco).

7.   Segurança da Informação está presente em nosso dia a dia e faz referência a proteção. Em uma empresa, a segurança está ligada a tudo e todos que estão em contato direto ou indireto com a informação (incluindo a própria informação), e que necessitam de proteção. Esses elementos são chamados de ativos.

8.   Quanto maior a empresa ou órgão, maior será sua dependência da informação?

A informação  pode estar armazenada de várias formas: impressa em papel, em meios digitais (discos, fitas, DVDs, disquetes, pendrives, etc), na mente das pessoas, em imagens armazenadas em fotografias/filmes.
Por sso, a segurança da informação  protege os elementos que fazem parte da comunicação:
• as informações;
• os equipamentos e sistemas que oferecem suporte a elas;
• as pessoas que as utilizam.

9.   Não envie informações sigilosas ou confidenciais através de programas de mensagens instantâneas.
10.           Não divulgue informações pessoais importantes sobre você em sites de relacionamento como orkut e facebook.

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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BM de Sapucaia do Sul auxilia Exército na instrução de preparação para a missão da paz da ONU