sexta-feira, 17 de julho de 2015
PRESTAÇÃO DE CONTAS SEMESTRAL DA BRIGADA MILITAR. PRODUTIVIDADE DE 01 DE JANEIRO DE 2015 A 30 DE JUNHO DE 2015.
O Comando-Geral da Brigada Militar (BM) divulga o relatório semestral da produtividade da corporação no período compreendido entre os dias 01 de janeiro de 2015 e 30 de junho de 2015, em todo o Estado.
Foram feitas 52.638 prisões (exceto foragidos e flagrantes), 1.654 recapturas de foragidos e 12.401 prisões em flagrante delito, tendo como causas principais o tráfico de entorpecentes e porte ilegal de armas de fogo.
No mesmo período, a BM registrou a apreensão de 2.802 armas de fogo, 2.837 armas brancas, 1.372 Kg de maconha, 534,92 Kg de cocaína, 73,22 Kg de crack, 31.317 munições de diversos calibres e R$ 2.976.121,57 (dois milhões, novecentos e setenta e seis mil, cento e vinte e um reais com cinquenta e sete centavos) em dinheiro.
Também foram realizadas 89.200 barreiras, fiscalizados 2.509.304 veículos, autuados outros 421.712 por infração de trânsito, recolhidos 43.241 e 7.538 veículos furtados/roubados recuperados.
A corporação apreendeu, ainda, 6.937 carteiras nacionais de habilitação, registrou 20.094 termos circunstanciados (registro policial de crime de menor potencial ofensivo), 50.313 comunicações de ocorrências policiais (BO), 14.416 atendimentos de acidentes de trânsito com danos materiais, 10.291 com lesões corporais, 322 acidentes de trânsito com morte, 2.762 autuações de trânsito por embriaguez ao volante, 2.196 prisões por embriaguez ao volante, 1.952 suspensões do direito de dirigir, 159.053 inspeções em bares, 16.794 em casas noturnas e 1.751 em desmanches.
O comandante-geral, Coronel Alfeu Freitas Moreira, destacou os excepcionais números alcançados pelos integrantes da Brigada Militar, o que, indubitavelmente, demonstra que a Corporação tem prestado excelentes serviços a sociedade gaúcha, e continuará fazendo a sua parte, na incessante busca, calcada na gestão qualificada de seus recursos humanos e materiais, de melhores resultados."
Produção do texto: Comunicação Social da Brigada Militar
Fonte dos dados: Sistema de Informações Gerenciais da Brigada Militar
O Assassinato do Policial Civil de Alvorada, no RS, Opinião por Leônidas Calvalcante*
"Acabo de ficar sabendo da morte do colega Valdeci, com quem trabalhei na DPPA/Alvorada. Valdeci foi vítima do descaso estatal com a segurança pública. Morreu em decorrência da precariedade dos recursos materiais e humanos com que trabalhamos.
Mas Valdeci também foi vítima de um discurso arrogante e preconceituoso, que desumaniza o policial, veiculado por intelectuais que desconhecem a realidade de uma situação de confronto, difundido por uma imprensa que acha bonito odiar a polícia e assimilado acriticamente pela sociedade.
É fácil imaginar o que estaria acontecendo se, ao invés de entrar em luta corporal, Valdeci tivesse atirado no suspeito desarmado. Ao invés de lermos a notícia de sua morte, estaríamos assistindo a seu linchamento moral em todos os jornais. Sua decisão de tiro, tomada em uma fração de segundo em uma situação de vida ou morte, seria minuciosamente analisada por uma legião de especialistas que nunca vivenciaram nada parecido, e seria condenada por unanimidade.
Se tivesse tomado a decisão que salvaria sua vida, o colega Valdeci provavelmente seria denunciado pelo Ministério Público e pronunciado por um juiz, indo a júri popular, quiçá com prisão preventiva decretada. Ainda que fosse absolvido, teria arruinadas sua vida pessoal, profissional e financeira. Ao invés disso está morto.
Não consigo deixar de pensar que Valdeci, um policial competente e experiente, na fração de segundo que tinha para tomar a decisão de tiro que lhe salvaria a vida, talvez tenha hesitado em razão da consciência, sempre presente em todos os policiais, da ausência de respaldo das instituições responsáveis pela persecução criminal, e das prováveis consequências dessa decisão. É possível que tenha morrido em razão desse momento de hesitação.
O colega Valdeci morreu no mesmo dia em que foi noticiado que, se estivesse vivo, receberia apenas uma fração de seu salário no final do mês. Meus pêsames à família e a todos os colega da DPPA/Alvorada."
* Delegado de Polícia
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quinta-feira, 16 de julho de 2015
Café com o desconhecido, por Mavis Rios*
Gosto de conversar com pessoas que nunca vi antes. Gosto mesmo! E é por isso que sempre aos domingos costumo ir a uma cafeteria próxima à minha casa saborear um café e falar com pessoas, indistintamente. Falamos sobre política, filhos, o custo de vida, alimentos, sobre relacionamentos... É claro que esse último assunto atrai mais a ala feminina, porém nenhum assunto é indiscutível. Existem diálogos tão doces e encorpados como o café que hoje degusto, existem também os amargos e ralos, todavia nenhum desses deixa de marcar o meu paladar físico e emocional.
O que mais me agrada é o mergulho que dou no universo do outro, é acompanhar no olhar, nos gestos, algumas emoções que a fala muitas vezes não consegue reproduzir. É ter-me revelado experiências alegres ou tristes vividas pelo outro e perceber que eu me encontro na experiência dele. Eu absorvo cada palavra ouvida e as significo também, utilizando-me do meu repertório, sim, um repertório que por vezes me inclina a julgar e que me causa certo desconforto, pois de fato não carrego comigo a pretensão em julgar a vida e atos de quem nem mesmo conheço. Prefiro acolher que julgar, afinal o mundo já dispõe de muitos tribunais e juízes instáveis, como todo ser humano.
Gostaria muito de conversar mais comigo mesma, de tornar-me capaz de compreender o que se passa com meus sentimentos, de apoderar-me do que se mantém submerso no meu inconsciente e que, de súbito, emerge fertilizando minhas emoções, traçando os contornos de minha individualidade. Contudo, enquanto não consigo conhecer-me por completa, se é que é possível, vou seguindo, tendo o prazer da minha própria companhia, estabelecendo comigo mesma, eventualmente, algumas D.R (Discutir Relação), divertindo-me com meus pequenos desastres, aprendendo com meus erros e amando-me a cada dia.
Julho de 2015
Capitã na Polícia Militar do Ceará
SONHOS, por Deisi Paim*
Nessa jornada pela vida, em que há tantos porquês sem respostas e tantas dores sem cura, há também sonhos.
E sonhar é um grande espetáculo de existência,fé e arte...
Um dia perguntaram" Por que você fala tanto em sonhos?
" Você precisa ser mais realista." De repente, seu universo pessoal, sempre tão expansivo, ficou pequeno e apertado.
Seus desejos murcharam junto as flores tristes do canteiro. E os olhos ficaram carregados do ceticismo de quem não consegue sonhar.
A realidade caiu como uma bomba em sua cabeça! Nos jornais, as mesmas noticias da corrupção e do preço da gasolina subindo, nas ruas os menos favorecidos pedindo esmola, a violência aumentando cada vez mais, nas escolas alunos xingando professores enquanto educadores maltratam crianças. Roubo aqui, terremoto acolá. Em todos os lugares gente ficando sem casa, sem água e sem esperança.
O pensamento ficou pesado, e o coração inquieto. Sim você sabia ser muito bem realista!
Trabalhando todos os dias, pagando suas contas, convivendo com a sociedade e cumprindo suas obrigações.
Sendo parte dessa massa de gente que acorda todos os dias para fazer tudo igual. Até então, você conseguia sobreviver, você voava sobre a vida, mas veio alguém e lhe cortou os sonhos.
Aí, foi-se uma vez um sonhador...Você. Você que adorava o mundo de contos que inventava, narrando suas próprias histórias, amava musicas e aprendia a cantar, pulava letras e a magia preenchia os seus vazios...
Mas os desafios para ser adulto não acabavam nunca, e você passou a ter muita responsabilidade no mundo real que gritava na sua cara: " ACORDE! Vem se afogar comigo!!!
Sufocado por rotinas, você passou a andar por longas curvas e terrenos incertos...
Até que um dia, resolveu olhar para dentro de si, para dentro do abismo que se formava, viu uma caixa na beirinha do buraco escuro. Abriu a caixa e encontrou palavras coloridas, vários lápis, canetas de mistério. Folheou um livro que fora lido tantas vezes antes, viu as folhas em branco do caderno que esperavam...
Você se perguntou por que havia se esquecido da sua caixa tanto tempo assim. No decorrer dos dias, em seus compromissos, contas para pagar e outras pessoas para cuidar é tão comum se esquecer de si e dos seus sonhos. É tão comum deixar as próprias vontades de lado.
Só que você começou a abrir as lembranças guardadas em todos os lugares. Curiosa vasculhou toda a sua memória, ansiosa encontrou as que estavam escondidas no vão da indiferença.
Surpresa descobriu que pensar nas SAUDADES também preenche vazio que elas deixam.
Animada reconheceu que dar atenção para aquilo que te faz falta a coloca a prova de você mesmo.
Então, olhou de frente seus melhores e piores sentidos e voltou a sonhar.
O universo se iluminou outra vez, os dias seguintes continuariam trabalhosos e cansativos, você já sabia, mas daquele dia em diante a sua caixa de sonhos estava aberta. Seus limites começavam a se expandir novamente, você viu que o sentido das coisas continuavam dentro de você.
Aos poucos, seria possível esvaziar as suas gavetas de medo e abrir seu baú de segredos. E poderia novamente colorir seu jardins esquecidos.
Sua caminhada seria uma busca de suas lembranças e o descobrimento do desconhecido.
Nessa jornada pela vida em que há tantos porquês sem respostas e tantas dores sem cura, há também os sonhos.
E sonhar é um grande espetáculo da existência, fé e arte.
*Professora e Orientadora Educacional
quarta-feira, 15 de julho de 2015
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