Seguidores

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Brigada Militar de Sapucaia do Sul, em Sessão Plenária da Câmara de Vereadores de Sapucaia do Sul, apresenta a comunidade os 31 novos soldados.

Contingente do 33º BPM (oficiais e praças) e os novos soldados.

No dia 02 de maio de 2013, ás 19h00, na Câmara de Vereadores de Sapucaia do Sul, em sua Sessão Plenária, ocorreu a solenidade de apresentação formal a comunidade de Sapucaia do Sul dos 31 novos Soldados que, desde a formatura, no dia 19 de abril de 2013, integram o contingente de policiais do 33º BPM.
A solenidade foi motivada porque a formatura dos Soldados se deu em Esteio, no Parque de Exposições Assis Brasil, portanto fora de Sapucaia do Sul, e nada melhor que a Casa do Povo para abrigar o evento, que foi gentilmente cedida pelos edis Vereadores de Sapucaia do Sul.
Entrega de carteiras de identidade a dois novos soldados pelo
vereador Jorge Barbosa
Na ocasião os policiais receberam das autoridades que prestigiaram o evento as suas carteiras de identidade funcional, simbolizando o início de suas carreiras, e doravante atuarão diretamente na prestação de serviços de segurança pública a sociedade sapucaiense.
Na ocasião o Excelentíssimo Sr. Luís Rogério Link (Dr. Link), Presidente do Legislativo sapucaiense, fez a entrega do duodécimo, no valor de R$ 5 mil à Prefeitura, representada pelo Prefeito em Exercício, que após irá repassar o valor à Brigada Militar. A quantia será aplicada na aquisição de bicicletas e uniformes adequados para implementação do policiamento ostensivo em bicicletas no centro de Sapucaia do Sul.
Entrega do cheque de R$ 5.000,00 para a aquisição de bicicletas e uniformes para a
BM de Sapucaia do Sul.
Prestigiaram o evento diversas autoridades e personalidades do Município, dentre as quais destaco a Meritíssima Juíza de Direito Jaqueline Hofler, o Excelentíssimo Sr. Arlênio da Silva, Prefeito em exercício de Sapucaia do Sul, a Excelentíssima Drª. Milena Rocha Lisowski Dipp, Defensora Pública de Sapucaia do Sul, o Ilustríssimo Sr. José Luis Tassinari, Procurador Geral de Sapucaia do Sul, o Ilustríssimo Sr. Sandro Luis Borowski, Secretário de Segurança e Trânsito de Sapucaia do Sul, o Ilustríssimo Sr. Capitão Rafael Luft, Subcomandante da BM de Sapucaia do Sul, a Ilustríssima Srª. Capitão Deise Kologeski, Chefe do EM da BM de Sapucaia do Sul, e todos os Vereadores do Município, os edis Srs.  Luís Rogério Link (Dr. Link), Jarbas Sampaio Vieira (Dr. Jarbas), Thiago Batista, Jorge Barbosa, Luciano Rodrigues, Avelino Mazzuchello, Everaldo Ramos de Moura, José Carlos Dutra dos Santos (Caco), Marco Antônio da Rosa (Marquinhos), Nelson Brambíla, Volmir Rodrigues (Gordo do Agendão).


Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, Drª. Jaqueline e Major Coimbra


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Secretários do Meio Ambiente do Estado do RS e de Porto Alegre são presos em operação da Polícia Federal


Ex-gestor da pasta do Estado também está entre os presos

Veja matéria em ZH digital:

      O secretário do Meio Ambiente do Estado, Carlos Niedersberg, o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, e o ex-secretário do Meio Ambiente, Berfran Rosado foram presos na madrugada desta segunda-feira em uma operação da Polícia Federal.
      Eles são alvo da Operação Concutare que, de acordo com nota divulgada pela PF, está cumprindo 29 mandados de busca e apreensão e de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Até o momento, 16 pessoas já foram presas.
     Em Tel Aviv, o governador Tarso Genro anunciou o afastamento do secretário. O prefeito José Fortunati também afastou temporariamente o secretário Záchia.
    Ainda segundo a nota, os investigados serão indiciados por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro. O nome de todos os presos será divulgado ainda na manhã desta segunda-feira.
    As ordens judiciais estão sendo cumpridas nos municípios de Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e em Florianópolis, Santa Catarina.

Leia na íntegra a nota dilvugada pela Polícia Federal sobre a operação Concutare:

"Porto Alegre/RS – A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 29 de abril, a Operação Concutare, com o objetivo de reprimir crimes ambientais, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.

A operação iniciou em junho de 2012 e identificou um grupo criminoso formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários. Os investigados atuam na obtenção e na expedição de concessões ilegais de licenças ambientais e autorizações minerais junto aos órgãos de controle ambiental.

Cerca de 150 policiais federais participam da Operação para executar 29 mandados de busca e apreensão e de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. As ordens judiciais estão sendo cumpridas nos municípios de Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e em Florianópolis, Santa Catarina.

A operação foi denominada Concutare, termo com origem no latim, que significa concussão. Os investigados serão indiciados por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro, conforme a participação individual de cada envolvido.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e ao Patrimônio Histórico (DELEMAPH) e pela Unidade de Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal no Rio Grande do Sul".

domingo, 28 de abril de 2013

Brasil, o Reino da Impunidade: Preso jovem com 71 passagens pela polícia.


Zero Hora - 27 de abril de 2013
FURTOS E ROUBOS

Preso jovem com 71 passagens pela polícia

Um jovem de 20 anos que tem 71 passagens pela polícia foi preso em Três de Maio, no noroeste do Estado.

Segundo a Polícia Civil, Vanderlei Santos do Reis foi detido na maioria das vezes por suspeita de roubo e furtos a casas e pedestres.

De acordo com o delegado João Vittório Barbato, 57 dos registros foram feitos quando o jovem ainda era adolescente. Quando completou 18 anos, Reis foi preso e atualmente estava em liberdade condicional.

Somente nos últimos 15 dias, Vanderlei teria cometido, pelo menos, oito delitos, cujas vítimas seriam na maioria mulheres.

Detido por volta das 8h30min de ontem, na própria casa, após denúncia anônima, Reis foi levado à delegacia e reconhecido por algumas vítimas. Depois foi encaminhado ao Presídio Estadual de Santa Rosa.

O jovem é natural e morador de Três de Maio. Segundo Barbato, ele seria usuário de crack. A polícia deve encaminhar o inquérito para a Justiça, que irá julgá-lo.

sábado, 27 de abril de 2013

Um Senado para rir e chorar, por Ruth de Aquino


Um Senado para rir e chorar
RUTH DE AQUINO


RUTH DE AQUINO é colunista de ÉPOCA (raquino@edglobo.com.br)

PARA RIR (ACRÉSCIMO DO BLOG)
Nenhum programa de humor me provocou mais risos na semana passada que a história protagonizada por um senador e um garçom, ambos de Tocantins. O senador João Costa, do Partido da Pátria Livre (PPL), preparou um discurso de 14 páginas sobre o aborto. Ao chegar à tribuna, uma surpresa: o plenário estava vazio. Que fazer? Como falar para cadeiras, ainda mais em sessão transmitida pela TV Senado? Em vez de cancelar o discurso, ele decidiu sentar-se no lugar do presidente e recriou a realidade, encenando uma sessão patética.
O senador João chamou o garçom Johnson Alves Moreira para fazer figuração. Não sabemos se Johnson posou de senador falso por pena ou se ganhou uma gratificação de João. Deveria. Johnson ficou em pé por meia hora, mexendo a cabeça em tom de aprovação, com a câmera focando em sua calvície e suas costas, numa tentativa de dar credibilidade às palavras do senador. João abriu o discurso assim: “Senhor presidente, senhores senadores, senhoras senadoras, senhores e senhoras presentes, e aqueles que acompanham esta sessão pela rádio e TV Senado...”. Na plateia, só Johnson.
A história foi relatada em detalhe pela repórter Maria Lima, do jornal O Globo. A foto também é assinada por ela. Um pequeno texto primoroso, por expor o ridículo de uma Casa que paga regiamente senadores para não fazer nada ou quase nada, além de queimar nosso dinheiro na fogueira das vaidades. Segundo o relato, o “garçom-senador virou motivo de piadinhas dos seguranças, que sugeriram que ele fizesse um aparte”. Johnson disse ter gostado da “experiência”.
O senador João encerrou seu discurso sobre “os direitos do nascituro” com outra simulação, como se houvesse uma fila de senadores para falar: “Considerando a exiguidade do tempo e o número de oradores, solicito que as peças do pronunciamento sejam dadas como lidas. Obrigado pela atenção”. Só faltou a claque.
As dúvidas são: para seus colegas senadores, João Costa não passa de um João ninguém e, por isso, não interessa sua posição sobre o aborto? Ou há outros dias de gazeta institucionalizada no Senado, além de segunda e sexta-feira? Como se sente um senador que finge falar para uma multidão, diante de cadeiras vazias? A sessão João & Johnson ficará nos anais do Senado como o “dia do garçom”.

***
PARA CHORAR (ACRÉSCIMO DO BLOG)
Nenhum tema político me causou mais asco na semana passada que a aposentadoria de Roseana Sarney como servidora do Senado. Ela entrou para o Senado em 1974, aos 21 anos de idade, sem prestar concurso público, num “trem da alegria”, chamado por sua assessoria de “processo seletivo”. Ela só trabalhou como servidora durante três anos, entre 1982 e 1985, quando o pai, José Sarney, já era senador. O Senado informa que contratou Roseana em novembro de 1984 e que, agora, a aposentou do cargo de “Analista Legislativo”. É de chorar.
Em 1985, Roseana pediu licença do Senado para acompanhar o pai na Presidência da República, até 1990. Voltou como senadora e saiu depois como governadora. Continuou a contribuir para o RPPS, a previdência dos servidores. Isso é que é visão de futuro... Agora, pediu aposentadoria integral e ganhou. Roseana, em nota, afirmou que a “aposentadoria ocorre 38 anos depois” de ter começado a “trabalhar” para o Senado. Simples assim. E legal, ainda por cima.
Roseana receberá por mês, de aposentadoria, R$ 23.859,34. Como governadora do Maranhão, ganha R$ 15.409,95. O Maranhão, capitania dos Sarneys, é o Estado com o segundo pior IDH do Brasil – perdeu a primazia para o Estado de Renan Calheiros, Alagoas. Se Roseana quisesse, poderia acumular três aposentadorias quando deixasse o cargo atual: como ex-governadora, ex-senadora e ex-servidora. Porque são fontes diferentes. É o motivo oficial. No país do rombo na Previdência, calcula-se que 67% dos aposentados pelo INSS recebam o equivalente ao salário mínimo: R$ 678. Um sistema de castas duro de engolir, impossível de explicar.
Roseana teve escola particular de enriquecimento com o pai, que acumulou todas as fontes de renda possíveis – como o auxílio-moradia embolsado irregularmente. Há dois anos, o site Congresso em Foco divulgou que José Sarney recebia um supersalário de R$ 62 mil por mês: a soma do subsídio de quase R$ 27 mil do Senado aos R$ 35 mil de duas aposentadorias, no governo no Maranhão e no Tribunal de Justiça estadual.
Ao contrário do pai, Roseana prometeu “devolver aos cofres públicos” a parte dos rendimentos que ultrapassar o teto do funcionalismo, R$ 28 mil. Não sabemos como fará isso. Para o Senado, ela não pode devolver nada. Depositará na conta do Tesouro? Fará um requerimento abrindo mão de quase um terço de sua remuneração mensal de R$ 39 mil? Doará para a Fundação Sarney? Vamos esperar para ver. Prometo divulgar seu ato de generosidade, Roseana.

A impunidade e a imputabilidade, por Ronie de Oliveira Coimbra



Escrevi este artigo em 04 de outubro de 2011, e, sem nenhuma falsa modéstia, como ele está atual para contribuir com as discussões que tratam das questões sobre adolescentes cometendo crimes graves, a exemplo de latrocínios (matar para roubar), dentre outros.

A impunidade e a inimputabilidade
     Inimputável é aquele, segundo a Lei, incapaz de responder por sua conduta delituosa, ou seja, o sujeito não é capaz de entender que o fato é ilícito e de agir conforme esse entendimento.
   Estou acompanhando o caso da Soldado Luane, da Brigada Militar, que está desaparecida, e li que há cerca de um ano a Soldado baleou um adolescente de 17 anos, que praticava um assalto. Em menos de um ano o jovem delinquente estava nas ruas. Desculpem a ironia, mas tenho que bradar: VIVA A IMPUNIDADE.
    O rapaz de dezessete anos, segundo nossa legislação, não tinha capacidade de compreender seus atos, portanto é considerado inimputável. Coitado do cidadão de bem, que em nome de direitos individuais se vê, cada vez mais, assolado por bandidos que tem a certeza da impunidade como o maior incentivo para a prática de seus crimes.
   E ainda encontro muitos artigos de eruditos do direito que entendem que as coisas devem ficar como estão. Neste mundo moderno, evoluído, a meu juízo, não tem mais espaço para justificar a conduta de um adolescente de dezessete anos, arguindo que ele "não sabe o que faz".
    Estes letrados do direito, que escrevem estes artigos, ainda não devem ter sido vitimados, nem alguém próximo a eles, por um adolescente "que não sabia o que fazia". Ademais vão na contra-mão do que a sociedade quer, pois as pessoas não suportam mais assistirem casos como o que citei acima, em que um adolescente de dezessete anos comete um assalto, a mão-armada, traumatiza e machuca pessoas, quando não as mata, e o "coitadinho", por não saber o que fazia, recebe uma medida de no MÁXIMO TRÊS ANOS.
   A situação é tão inapropriada e esdrúxula, que se o adolescente hoje estiver na véspera de completar dezoito anos, e cometer um crime, é considerado inimputável. Porém, se amanhã, ao completar dezoito anos, após uma noite milagrosa, na qual ele adquiriu a capacidade de entender seus atos, ele cometer um crime, será imputável e responderá penalmente por seus atos.
    Não defendo que adolescentes sejam encarcerados por qualquer coisa, entretanto, quando de cometimentos de crimes graves, a exemplo de roubos, homicídios e latrocínios, deveria a Justiça analisar caso a caso, e mudar esta regra matemática que no meu pensar gera impunidade, pois muitos adolescentes que delinquem, e reiteradas vezes, sabem muito bem o que estão a fazer, e o cidadão, cada vez mais vitimado, fica sem saber o que fazer.

Ele não sabe o que faz, por Ruth de Aquino, colunista da Revista Época



Mais um assassino covarde tira proveito da lei paternalista no Brasil, que considera os menores de 18 anos incapazes de responder criminalmente por seus atos. Como não sentir vergonha diante dos pais do universitário Victor Hugo Deppman, assaltado e morto na calçada de casa em São Paulo? Como convencê-los a se conformar com o Estatuto da Criança e do Adolescente, que protege o homicida de 17 anos que deu um tiro na cabeça de seu filho após roubar seu celular? Como conviver com a perda brutal de um filho e saber que seu algoz será internado por no máximo três anos porque “não sabia o que estava fazendo”?
Não consigo enxergar jovens de 16 anos como “adolescentes” ou “menores”. Eles votam, fazem sexo, chegam em casa de madrugada ou de manhã. Por que considerá-los incapazes de discernir o certo do errado? Ao tornar jovens de 16 anos responsáveis por seus atos diante da Justiça, o objetivo não é encarcerar todos os delinquentes dessa idade, mas, quem sabe, reduzir os crimes hediondos juvenis. A mudança na lei reforçaria o status que eles próprios já reivindicam em casa diante dos pais: “Eu não sou mais criança”. E não é mesmo.
Para quem argumenta que de nada adiantará reduzir a maioridade penal para 16 anos, respondo com uma pergunta: longas penas para assassinos adultos acabam com o crime bárbaro? Não, claro. Então, vamos acabar com as cadeias porque elas são custosas e inócuas? Não, claro. Longas penas servem para reduzir a impunidade e dar às famílias de vítimas a sensação de que foi feita justiça. Não se trata de “vingança”. É um ritual civilizatório. Matou? E ainda por cima por motivo torpe? Tem de pagar.
Um argumento popular contra a redução da maioridade penal para 16 anos é: e se um adolescente de 14 ou 15 anos matar alguém, mudaremos de novo a legislação? Sempre que escuto isso, lembro um caso na Inglaterra, em 1993. Dois garotos ingleses de 10 anos foram condenados à prisão perpétua por ter mutilado e matado um menino de 2 anos. A repercussão foi tremenda. Os assassinos foram soltos após oito anos de prisão. Mas não foram tratados com benevolência no julgamento. O recado para a sociedade era claro: não se passa a mão na cabeça de quem comete um crime monstruoso. Mesmo aos 10 anos de idade.
Como convencer pais enlutados a aceitar a lei que protege homicidas de 17 anos, vistos como “menores” incapazes?
Outro argumento comum no Brasil contra a redução da maioridade penal afirma que só com boa educação e menos desigualdade social poderemos reduzir a criminalidade juvenil. Essa é uma verdade parcial. Há muitos países pobres em que jovens assaltam, mas não matam por um celular ou uma bicicleta. Eles têm medo da punição, medo da Justiça. Também acho injusto atribuir aos pobres uma maior tendência ao crime bárbaro. Tantos ricos são bandidos de primeira grandeza... Melhorar a educação e reduzir a pobreza são obrigações. Isso não exclui outra obrigação nossa: uma sociedade que valoriza a vida e a honestidade precisa acabar com a sensação de que o crime compensa. Para menores e maiores de 18 anos.
Para sociólogo, só educação mudará cultura da violência
Os filósofos de plantão que nunca perderam o filho num assalto apelam à razão. Dizem que não se pode legislar sob impacto emocional. Ah, sim. Quero ver falar isso diante de Marisa e José Valdir Deppman, pais enlutados de Victor Hugo, que ouviram o tiro de seu apartamento, no 9o andar. Uma família de classe média que livrou o filho da asma com plano de saúde privado e investiu com esforço em seus estudos. A mãe falava com Victor Hugo todos os dias pelo celular. “Eu sempre falava para ele não reagir, porque a vida não vale um celular ou um carro. Ele não reagiu, mas foi morto. Estou estraçalhada por dentro.”
Arquivo ÉPOCA: Devemos julgá-los como adultos? (07/05/2007)
Victor Hugo, o Vitão, era santista fanático, um dos artilheiros do “Inferno vermelho”, apelido do time da Faculdade Cásper Líbero, onde estudava rádio e TV. Sonhava em virar locutor esportivo e estava apaixonado. A câmera do prédio mostra o momento em que sua vida acabou. Mostra a covardia do rapaz, cujo nome nem pôde ser divulgado por ser “inimputável”. Na sexta-feira passada, o assassino de Vitão, infrator conhecido na Febem, completou 18 anos.
Seu futuro pode ser o mesmo do menor E., que, aos 16 anos, ajudou a matar no Rio de Janeiro, em 2007, o menino João Hélio. Ele pertencia ao bando que arrastou João Hélio pelas ruas, pendurado na porta de um carro que havia sido roubado de sua mãe. Após três anos numa instituição para jovens infratores, foi libertado. A Justiça o incluiu temporariamente num programa de proteção a adolescentes ameaçados de morte, o PPCAAM. Ridículo. Ezequiel Toledo de Lima foi preso em março de 2012, aos 21 anos, por posse ilegal de arma, tráfico e corrupção ativa. Ezequiel não tinha antecedentes criminais como adulto – apesar de ter matado com requintes de crueldade um menino de 6 anos. É ou não é uma inversão total de valores?

Major Ronie Coimbra: Agradecimentos ao Professor Élvio Alberto Walter, que compartilhou o texto comigo. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Brigada Militar de Sapucaia do Sul prende bando (um adulto e quatro adolescentes) que perpetravam assaltos em estabelecimentos comerciais em Sapucaia do Sul.


Na data de 24/04/2013,  aproximadamente às 10h00, policiais militares da agência de inteligência da Brigada Militar de Sapucaia do Sul e do grupamento de motociclistas (ROCAM)
Armas, dinheiro, munição e outros objetos apreendidos
                        com os assaltantes.
, após captarem alerta da Central de Operações da prática de quatro assaltos em sequência a estabelecimentos comerciais, todos no Bairro Jardim América, em Sapucaia do Sul, perpetrados por quatro indivíduos armados de revólver, e que tripulavam um veículo Fiat Siena, branco, partiram em diligências.
Os policiais encontraram o veículo utilizado pelos assaltantes em uma residência no bairro  Jardim América,  e identificaram o seu condutor, um adolescente de 15 anos de idade, sem antecedentes policiais, que confessou aos policiais que participara dos assaltos utilizando o veículo de seu pai, juntamente com outras quatro pessoas.
 Os policias prosseguiram as diligências e localizaram outro suspeito, também adolescente, com 13 anos de idade e sem antecedentes criminais, em frente a uma residência, na Rua Ernesto Rectenword. Este adolescente afirmou ter subtraído a arma de propriedade de seu pai e emprestado a outro adolescente, que a utilizou nos roubos.
Os policiais então prosseguiram em diligências e na Rua Osvaldo Dias localizaram mais dois suspeitos – um adulto de 20 anos de idade, sem antecedentes policiais, e um adolescente com 16 anos de idade com antecedentes policiais por PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO – que tentaram se evadir ao avistarem os policiais, mas foram logo em seguida abordados. Na residência em que estavam os policiais apreenderam ainda outro adolescente - com 16 anos de idade, participante dos roubos e com antecedentes policiais por POSSE DE ENTORPECENTES e TRÁFICO DE ENTORPECENTES – e mais uma caixinha de madeira contendo 08 (oito) cigarros de maconha e uma chave de automóvel  FIAT com controle.
Um dos adolescentes indicou aos policiais aonde estavam as armas utilizadas nos assaltos, que foram localizadas e apreendidas em uma residência na Rua . Ernesto Rectenword, a saber:  01 revólver Cal.38, marca TAURUS,  04 polegadas, com 04 (quatro) munições e outro revólver Cal.32 sem marca, cromado, com 03 (três) munições no tambor. Destas, uma era do adolescente infrator e a outra do pai de um dos integrantes do bando.
Durante as buscas pessoais foi encontrado um total de R$ 273,00 (duzentos e setenta e três reais)  em dinheiro, divididos entre o adulto e dois dos adolescentes, que eram quem rendiam as vítimas nos estabelecimentos comerciais.
Os estabelecimentos comercias assaltados foram: MERCADO FARIAS na Rua Nair da Silva Rufino, MERCADO CREMONES, na Av. Justino Camboim, AGROPECUARIA NILO na Av. Justino Camboim, e FERRAGEM DIAS na Rua Tropeiros, todos no Jardim América.
O adulto foi preso em flagrante delito e os adolescentes apreendidos em flagrante delito, todos por roubo e encaminhados a 2ªDP para lavratura do flagrante.
 Comentário do Major Coimbra
O adulto teve seu flagrante lavrado e homologado pela justiça, e, dos quatro adolescentes, somente um deles teve sua internação decretada pela justiça - embora requisição do Delegado de Polícia e do MP para internação de três adolescentes, eis que estes efetivamente participaram das práticas criminosas - portanto, a qualquer momento podem estar por ai cometendo assaltos novamente, e, quando eles acontecerem, eu, enquanto Comandante da Brigada Militar local é que terei que dar explicações.

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

Acompanhe nas mídias sociais

BM de Sapucaia do Sul auxilia Exército na instrução de preparação para a missão da paz da ONU