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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Para a sociedade refletir: Opinião do colunista Wanderley Soares, do jornal O Sul, sobre as próximas promoções de Oficiais na Brigada Militar.

Promoções

     Nos bastidores da Brigada Militar, sem poder de decisão, oficiais que trabalham no combate direto à criminalidade discutem com um certo espanto o quadro de acesso a promoções, que já está desenhado à luz da Lei 477, do Executivo, que partidarizou os critérios para a distribuição de estrelas e gemas. Dos 51 melhores classificados no critério de merecimento, 24 não trabalham no policiamento ostensivo e, sim, estão em órgãos como a Casa Militar, Assembleia Legislativa, Secretaria da Segurança, entre outros. Nada contra quem consegue chegar aos corredores palacianos, mas como não entender os legítimos carregadores de piano da Brigada e que a todo momento são chamados a redobrar esforços para manter bonitinha a imagem no governo?

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Entrevista: "Se todo mundo fizesse isto, o Brasil seria melhor."

Zero Hora - 17 de maio de 2012
ENTREVISTA
“Se todo mundo fizesse isso, o Brasil seria melhor”
Dona Val, professora aposentada


Maria Valdelicia de Almeida Vidal, a dona Val, é uma dessas pessoas que não se cansam nunca.

Ela diz que já virou figura conhecida nas repartições da prefeitura da Capital, porque vive “fazendo reclamações” e exigindo melhorias no bairro Jardim Vila Nova, onde vive.

Com a nova lei, a professora aposentada espera que outras pessoas sigam o exemplo e façam valer as novas regras. Confira:

Zero Hora – Por que a senhora quer saber quanto a prefeitura gastou em obras na sua rua?

Dona Val – Porque é um direito que qualquer pessoa tem. O serviço teve de ser refeito. Eu reclamei várias vezes e sei que, quando voltar a chover forte, vai dar problema e inundar a rua outra vez. Quero saber quanto gastaram, porque esse dinheiro não foi bem investido. Isso precisa mudar.

ZH – Com a nova lei, a senhora acredita que vai conseguir saber o que quer?

Dona Val – Acho que sim. Soube da lei pela TV e resolvi me mexer. O pessoal na prefeitura até já me conhece, porque vivo fazendo reclamações. Só assim as coisas melhoram.

ZH – O que a senhora achou do atendimento dado pela prefeitura no primeiro dia da lei?

Dona Val – Fui bem atendida. O pessoal foi rápido, e parece que o sistema funciona bem. Mas me disseram que talvez eu não consiga saber detalhes, por causa do modelo de contratos da prefeitura. Vou esperar para ver no que dá. Se não conseguir, vou adiante.

ZH – A senhora pretende fazer novos pedidos de informações ao poder público?

Dona Val – Sim. Se todo mundo fizesse isso, o Brasil seria melhor. As pessoas têm de cobrar, têm de ficar em cima. Muita gente deixou de acreditar no poder público, mas eu não desisto nunca.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sargento FERRARI, da Brigada Militar de Sapucaia do Sul, profere palestra para membros do Rotary Club de Sapucaia do Sul.



            Na noite do dia 15 de maio de 2012, o 1º Sargento Geverson Ferrrari, da Brigada Militar de Sapucaia do Sul, palestrou para membros do Rotary Club de Sapucaia do Sul, em evento que ocorreu na churrascaria Tigrão II.
Sargento Ferrari durante sua palestra.
            O sargento Geverson Ferrari, que  é mestrando em sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atua na seção de operações e treinamentos do 33º BPM, palestrou aos presentes sobre sociedade, democracia, segurança e liberdade em uma sociedade pós-moderna.
            Sobre o evento o sargento assim descreveu:
Amigos do Rotary Club de Sapucaia do Sul
            “Nossa sociedade precisa refletir o rumo que esta tomando, rever conceitos e pensar questões relacionadas à segurança e à liberdade em um estado democrático. O encontro foi muito proveitoso, pois trocamos conhecimento e assim crescemos todos”.
            O senhor Clóvis Oliveira, membro do Rotary Club, também fez referência ao inédito encontro entre Brigada Militar e comunidade do Rotary Club de Sapucaia do Sul, assim referindo-se:
            “Consideramos brilhante a manifestação de idéias do sargento Geverson Ferrari, sua construção do pensamento nos levou paulatinamente, durante a palestra, a repensar vários aspectos da nossa sociedade atual como impunidade e Direitos Humanos.”
            A Brigada Militar de Sapucaia do Sul tem aprimorado o contato com a comunidade de Sapucaia do Sul, através de palestras, programas de rádio, artigos em jornais, bem como através de manifestações em redes.
        Parabéns ao Sargento Ferrari, que em diversos eventos tem emprestado a sua capacidade e qualificação para elevar o conceito da Brigada Militar de Sapucaia do Sul.

Brigada Militar de Sapucaia do Sul em ações contra a pirataria apreende dezessete pacotes de cigarros e 643 peças entre DVDs e CDs piratas.


Pacotes de cigarros apreendidos

No data de 15 de maio de 2012 a Brigada Militar de Sapucaia do Sul, por seus agentes de inteligência e policiais da ROCAM (Grupamento de Motociclistas), realizou ações contra a pirataria na Cidade, especificamente nas proximidades da Estação Sapucaia.
Na Avenida Sapucaia os policiais flagraram um adolescente de dezessete anos de idade – sem antecedentes criminais -  praticando a irregularidade, e com ele foi apreendido  17 (dezessete) pacotes de cigarros e 251 (duzentos e cinquenta e uma) peças,  entre CDs e DVDs. O adolescente foi apreendido em flagrante e encaminhado para a Delegacia de Polícia.
Mostruários, CDs e DVDs piratas
apreendidos.
Na mesma Avenida os policiais abordaram um homem – com antecedentes criminais por RESISTÊNCIA, APRESENTAÇÃO DE DETIDO, LESÃO CORPORAL (2x) - que portava 90 DVDs pirateados que foram apreendidos, pelo que foi preso em flagrante delito e encaminhado a 2ª DP de Sapucaia do Sul.

Na Rua Otaviano da Silveira, Centro, os policiais abordaram uma mulher – com antecedentes criminais por EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO, LESÃO CORPORAL E VIAS DE FATO -  e apreenderam 02 (duas) peças para exposição com capas de DVDs, e abordaram mais um homem – este com antecedentes criminais por  APREENSÃO DE OBJETO E VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL, QUE É A PIRATARIA (4x) e LESÃO CORPORAL -  de quem apreendeu-se 237 DVDs e 65 CDs, todos piratas. Ambos os suspeitos foram encaminhados ao DPPA-CANOAS para a lavratura do auto de prisão em flagrante delito.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Brigada Militar de Sapucaia do Sul apreende, na casa de mulher com antecedentes criminais por exploração ilegal de jogos de azar(14 vezes), uma camionete blindada roubada, três revólveres calibre .38 , todos municiados e com numeração raspada, e um rádio transceptor na frequência da BM.

Armas, dinheiro, celulares, munição e outros objetos
apreendidos na residência da suspeita.

Em 14/05/2012, em torno de 18h00, agentes da Seção de Inteligência da Brigada Militar de Sapucaia do Sul, após realizarem vigilância e ações de inteligência, em razão de denúncia, e confirmarem que uma CAMIONETE HILUX PRETA,  PLACA ERC3377, roubada em Porto Alegre, estava estacionada na garagem de uma residência situada na Rua Maceió, Centro de Sapucaia do Sul, abordaram a proprietária da residência quando esta estava de saída, que foi identificada – com 33 anos de idade e com antecedentes criminais por EXPLORAÇÃO ILEGAL DE JOGOS DE AZAR(14X).
Camionete Hilux recuperada.
Na casa foram localizados 01 rádio Transceptor marca ICOM ligado na freqüência do 33ºBPM), 03 revólveres calibre .38, todas marca Rossi e todos com numeração raspada, 28 cartuchos cal. 38 (destas sete (07) em uma bolsa e o restante nos tambores das armas) e a  CAMIONETE HILUX PRETA, PLACA ERC 3377, BLINDADA, que estava em ocorrência de roubo, dinheiro, inclusive moeda estrangeira, celulares, entre outros materiais.
A suspeito foi presa em flagrante delito por Posse Ilegal de arma de fogo e receptação de carro roubado e encaminhada para a DPPA/CANOAS, para a lavratura do auto de prisão em flagrante delito.


VEJAM CIDADÃOS, A LEI É BRANDA, POIS A SUSPEITA TEM CATORZE OCORRÊNCIAS POR EXPLORAÇÃO ILEGAL DE JOGOS DE AZAR (CASA DE BINGO). COMO ELA RESTAVA IMPUNE RESOLVEU COMETER OUTROS DELITOS, E COM CERTEZA CONTA QUE NESTES SAIA, TAMBÉM, IMPUNE.
ADEMAIS ESTE VEÍCULO,BLINDADO, AS ARMAS E O RÁDIO NA REDE DA BM, MUITO CERTAMENTE SERIAM UTILIZADOS EM ALGUMA PRÁTICA CRIMINOSA EM SAPUCAIA DO SUL. 
PARABÉNS AOS POLICIAIS PELAS APREENSÕES E PELA PREVENÇÃO DE UM CRIME DE PROPORÇÕES NA CIDADE DE SAPUCAIA DO SUL.
ESPERAMOS QUE OCORRA SEVERA PUNIÇÃO.

Brigada Militar de Sapucaia do Sul prende um homem e uma mulher por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas, e apreende 22 pedras de crack, 17 petecas de cocaína e um revólver calibre 38.



Arma,drogas, munição, dinheiro e outros materiais
apreendidos com os suspeitos.
     Na madrugada de 13/05/2012, em torno de 01h30, policiais militares do Pelotão de Operações Especiais da Brigada Militar de Sapucaia do Sul, quando em patrulhamento ostensivo na Av. Mauá, no Bairro Vargas, avistaram um casal em atitude suspeito, que foram abordados e identificados – O homem com 24 anos de idade e com antecedentes criminais por RECEPTAÇÃO(2X) e PORTE ILEGAL DE ARMA FOGO (2X) e a mulher com 22 anos de idade, sem antecedentes criminais – e na busca pessoas foi encontrada na posse dos suspeitos 22 pedras de crack, 17 petecas de cocaína, 01 revólver cal .38 marca ROSSI com numeração raspada, 06 munições cal.38 intactas, 03 celulares, 01 notebook e , R$ 23,00. 

Prisão de um dos suspeitos

    Ambos foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo e encaminhados ao DPPA/CANOAS.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

10 milhões perdidos: Burocracia implode prisão - Como tenho dito algumas vezes: todos reclamam da violência, mas alguns olham para somente seu umbigo e não fazem nada para contribuir.

Zero Hora - 09 de maio de 2012
R$ 10 MILHÕES PERDIDOS
Burocracia implode prisão


Mesmo com autoridades e comunidade mobilizadas desde 2004, Bento Gonçalves assistiu a uma verba federal milionária, que beneficiaria ainda outras duas regiões, se esvair após quase oito anos de entraves burocráticos

O Rio Grande do Sul não constrói cadeias mesmo quando tem dinheiro à disposição. O Ministério da Justiça confirmou esta semana o cancelamento dos R$ 10.404.206,98 que tinham sido reservados ao Estado para erguer um novo presídio regional de 320 vagas em Bento Gonçalves, na Serra, um albergue em Bagé, na Campanha, e um módulo de saúde em Charqueadas, na Região Carbonífera.

O repasse estava sob ameaça desde o final do ano passado quando a Presidência da República fez cortes no Orçamento da União e traçou meta mais enxuta de distribuição de recursos aos Estados por meio do Programa Nacional de Apoio ao Sistema Prisional. O governo federal se propôs a gastar R$ 1,1 bilhão com geração de vagas, destinando R$ 46 milhões (4,4% do montante) para o Rio Grande do Sul.

Porém, a nova linha da ação determinou o cancelamento de dinheiro para todos os projetos que estavam em tratativas em Brasília cujas obras não tinham sido iniciadas ou as licitações não estavam definidas. E o presídio de Bento Gonçalves se enquadra neste quesito.

A perda do presídio de Bento é a mais sentida porque representava o maior investimento, e o dinheiro R$ 8.856.602,32, já estava depositado em uma conta para o Estado na Caixa Federal desde 2007. A obra resolveria o problema da superlotação do presídio atual, considerado um barril de pólvora encravado na cidade com 311 presos, onde cabem 145.

Por causa da falta de espaço, criminosos são condenados, mas a Justiça se obriga a escolher quem vai para atrás das grades.

– O sentimento é de frustração, de impotência. Se condena, mas não se pode prender. É angustiante mandar presos para o presídio naquelas condições. E a comunidade reclama de insegurança – lamenta a juíza Fernanda Ghiringhelli de Azevedo, da 1ª Vara Criminal e da Vara de Execuções Criminais de Bento.

Fernanda e colegas, promotores, autoridades políticas e empresariais lutam desde 2004 por um novo presídio que, além de presos de Bento, recebesse apenados de outros sete municípios. Foi criada uma comissão para estudar terrenos disponíveis. Depois de quase 50 terrenos descartados, uma área de 14 hectares foi encontrada. A prefeitura pagou cerca R$ 550 mil pelo terreno na localidade de Linha Palmeiro, e cedeu ao Estado, que gastou mais R$ 40 mil por um estudo de impacto de vizinhança.

Brigas judiciais sob a alegação de suposto prejuízo ao turismo da cidade, desacertos entre a prefeitura e o Estado para definir quem bancaria obras de infraestrutura no entorno e disputas em tribunais envolvendo empreiteiras concorrentes fizeram o projeto se arrastar durante seis anos sem solução. Enredado, o Estado acabou perdendo o dinheiro federal.

– O presídio é uma bomba-relógio e quem poderia desarmá-la não quer fazer isso – critica o juiz José Guerra, do Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Bento Gonçalves.

Parte das verbas do Jecrim – provenientes de pagamentos de multas por autores de crimes de menor potencial ofensivo – e da ajuda da comunidade tem bancado melhorias no atual presídio como consertos na rede elétrica, instalação de câmeras e até a aquisição de uma viatura para transporte de presos.

O juiz lembra que, há cerca de sete anos, propôs bancar a instalação de uma tela para cobrir o prédio e evitar o arremesso de armas, drogas e armas para o pátio, mas a Superintendência dos Serviços Penitenciários não teria aceitado.

O mais revoltado com a situação é o empresário José Oro, presidente do Conselho da Comunidade das Execuções Penais.

– Há descaso ou negligência com Bento. Nós tínhamos tudo pronto, o terreno, o dinheiro liberado – esbraveja Oro, que dirige a entidade há quase 20 anos.

* Colaborou Guilherme Mazui

JOSÉ LUÍS COSTA*

Cronologia do desperdício
- 2004: Judiciário, MP, políticos e empresários unem forças para construir um presídio de 320 vagas em Bento.
- 2006: a prefeitura compra uma área na Linha Palmeiro por cerca de R$ 550 mil e cede ao Estado.
- 2007: o governo federal deposita na Caixa Federal R$ 8.856.602,32 para a construção do presídio. No mesmo ano, a Associação Caminhos de Pedra, ligada ao turismo, ingressa na Justiça contra a obra, alega danos ao ambiente e à cultura local.
- 2009: após o governo do Estado pagar R$ 40 mil por um estudo de impacto de vizinhança, a Justiça autoriza a obra.
- 2010: lançada licitação, a empresa vencedora se nega a fazer a obra pelo valor acordado. A concorrente entra na Justiça, mas é derrotada.
- 2011: a Secretaria da Segurança Pública lança nova licitação, mas o repasse federal é suspenso.

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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