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quarta-feira, 7 de março de 2012

Coluna do Sargento Ferrari, mestrando em segurança pública pela UFRGS, que será publicada amanhã no Jornal Líder do Vale.


Conselho de Segurança Escolar
      Pegou corpo de vez o Conselho de Segurança Escolar de Sapucaia do Sul. Na última quinta-feira, dia 01 de março, realizou-se o primeiro encontro de 2012, com lotação total do auditório do Ministério Público. Esse é o terceiro ano do conselho.
      Notadamente, a comunidade escolar está satisfeita com as ações deliberadas pelo conselho, tais medidas estão proporcionando segurança pública à comundade escolar.
      O próximo encontro será no dia 12 de abril no Instituto Federal Sul-rio-grandense, localizado na avenida Copacabana. 
 Major Coimbra e o contato virtual com a comunidade
      A frente da Brigada Militar de Sapucaia do Sul há aproximadamente dois anos, o Comandante Coimbra tem sua característica de comando marcada pela crítica construtiva e pelo uso das ferramentas virtuais para aproximação com a comunidade. Tal estratégia ja rendeu-lhe mais de 40.000 acesso em seu blog e milhares de seguidoses pelas redes sociais.
     Além de resultados positvos em diversos aspactos da segurança pública em Sapucaia do Sul, a visibilidade positica da Brigada Militar é cada vez maior. É a tecnologia sendo usada contra o crime. 
     Chega de Carnaval
     Que bom que se acabaram as festividades de carnaval, e não é por que não gosto das festas relativas a esta data, mas é que não se fala em outra coisa. É BBB12, futebol e carnaval.
     Sapucaia do Sul realizou no último dia 06 de março seu desfile de carnaval, para garantir a segurança do evento, a Brigada Militar de Sapucaia do Sul lançou mão de 90 policiais.
     É que neste período de torpor, grande parte do povo esquece as mazelas sociais e age como se tudo estivesse nas mil maravilhas.
     Pão e circo!
     Originalmente conhecido na Roma antiga, a expressão pão e circo remete-nos a uma política criada para conter uma sociedade que se apresentava pobre, desempregada e exigia melhores condições para viver. A política do Pão e Circo consistia, então, em ofertar ao povo romano alimentação e diversão.
     Diariamente ocorriam lutas de gladiadores no Coliseu de Roma, no local, eram distribuídos alimentos. Assim o povo carente esquecia os problemas da vida, e as revoltas eram minimizadas.
     Será mera coincidência que o país do BBB12, do futebol e do carnaval, das bolsas isso e bolsas aquilo, apresente alto índice de corrupção e pobreza?
     Impunidade, desigualdade social, miséria, salário dos profissionais de Segurança Pública passam longe do congresso, lá o assunto é: COPA 2014. 

Brigada Militar prende homem - mais uma vez com extensa ficha criminal - por roubo a relojoaria no centro de Sapucaia do Sul.

Documentos, relógios e jóias que foram recuperadas pela BM.
Fonte: BM de Sapucaia do Sul

Em 06/03/2012, aproximadamente às 16h00,  na Av. João Pereira de Vargas, 230, Centro, ocorreu roubo a relojoaria Tomé. Policiais Militares da Brigada Militar de Sapucaia do Sul foram acionados por uma das vítimas, que relatou que o assalto foi perpetrado por dois homens armados, cujas características pessoais e vestimentas foram informadas.
Policiais do grupamento de motociclistas (ROCAM) partiram em diligências e abordaram um suspeito, que foi identificado – com antecedentes criminais por POSSE DE ENTORPECENTES (2X), APRESENTAÇÃO DE DETIDO, ESTELIONATO (2X), LESÃO CORPORAL (5x), ROUBO A PEDESTRE (3x), FURTO/ARROMBAMENTO DE ESTABELECIMENTO COMERCIAL, APREENSÃO DE OBJETO (encontrado com objeto sem procedência (2X), FURTO MÃO GRANDE, PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO(2x),  AMEAÇA (2x), TRÁFICO DE ENTORPECENTES, RECAPTURA DE PRESO, ROUBO A MOTORISTA DE TÁXI, OUTROS CRIMES E DANO AO PATRIMONIO PUBLICO – e na busca pessoal encontraram na posse dele uma carteira com todos os documentos pessoais da proprietária da  relojoaria que fora assaltada, mais  01 celular da marca LG, 01 celular MOTOROLA, 14 alianças de ouro com brilhantes, 07 alianças de ouro lisas e 06 relógios de diversas marcas.
A vítima reconheceu seus pertences e o indivíduo, pelo que foi preso em flagrante delito por roubo e encaminhado ao DPPA Canoas par a lavratura do auto de prisão em flagrante delito.
O outro suspeito não foi encontrado pelos policiais,bem como não foram localizadas as armas de fogo utilizadas no assalto.
MAIS UMA VEZ UM INDIVÍDUO, COM ANTECEDENTES CRIMINAIS GRAVES E NUMEROSOS, ESTÁ NAS RUAS COLOCANDO A VIDA DAS PESSOAS EM RISCO. ATÉ QUANDO ISTO VAI CONTINUAR A ACONTECER?
É DIFÍCIL PERCEBER QUE ESTE INDIVÍDUO ESCOLHEU SEU CAMINHO, E QUE NÃO RESTA OUTRA ALTERNATIVA SENÃO ENCARCERÁ-LO, POIS ELE É EXTREMAMENTE NOCIVO AS PESSOAS DE BEM. A PRÁTICA REITERADA DE CRIMES, INCLUINDO ASSALTOS A MÃO ARMADA, NÃO  É SUFICIENTE PARA QUE A JUSTIÇA O MANTENHA ATRÁS DAS GRADES? QUE JUSTIÇA É ESTA QUE DEIXA ESTE BANDIDO LIVRE PARA ATERRORIZAR AS PESSOAS?
CONFESSO QUE MINHA VÁ FILOSOFIA NÃO CONSEGUE MAIS ENTENDER....

Conheça os 28 votos a favor do PL 448/2011, que altera os critérios de promoções dos oficiais da BM, contrários a esmagadora maioria dos Oficiais da BM. As alterações beneficiarão alguns poucos e trará prejuízo a ascensão dos Oficiais que labutam na operacionalidade, ou seja, aqueles que lidam com os cidadãos.

Conheça os 28 votos a favor do PL 448/2011, que altera os critérios de promoções dos oficiais da BM:

PT
Adão Villaverde, Aldacir OLiboni, Alexandre Lindenmeyer,Altemir Tortelli, Ana Affonso, Daniel Bordignon, Edegar Pretto, Jeferson Fernandes, Luis Fernando Schmidt, Luis Lauermann, Marisa Formolo, Nelsinho Metalúrgico, Raul Pont, Valdeci Oliveira.
PDT
Alceu Barbosa, Diógenes Basegio, Gerson Burmann, Gilmar Sossela, Juliana Brizola, Marlon Santos, Paulo Ricardo Azeredo
PTB
Aloísio Classmann, José Sperotto, Jurandir Maciel, Ronaldo Santini
PSB
Heitor Schuck
PC DO B
Raul Carrion
PRB
Carlos Gomes

segunda-feira, 5 de março de 2012

Brigada Militar de Sapucaia do Sul entra em confronto com dois homens que roubaram um Audi A3 e um deles resta mortalmente ferido.


Arma que estava na posse do suspeito mortalmente ferido e
celulares aprendidos.
Fonte: BM de Sapucaia do Sul

Na manhã de 05 de março de 2012, pouco antes do meio-dia, uma senhora parou seu automóvel AUDI A3 na Av. Justino Camboim, nas proximidades da Escola Municipal Alfredo Juliano, em Sapucaia do Sul, ocasião em que foi abordada por dois homens que anunciaram o assalto,  um deles portando uma arma de fogo.
Logo depois o esposo da vítima alertou a Brigada Militar de Sapucaia do Sul sobre o assalto. Policiais militares avistaram o automóvel roubado  na RS 118, iniciando-se o acompanhamento que se prolongou até Esteio. Na Rua  João Goulart os delinqüentes pararam o veículo e iniciou-se o confronto, pois  o carona desceu do veículo atirando contra os policiais, que revidaram e o suspeito foi alvejado  no tórax. Este foi socorrido pela  SAMU e encaminhado ao Hospital São Camilo/Esteio, onde entrou em óbito. Este suspeito foi identificado, com 20 anos de idade e antecedentes criminais por  DESOBEDIENCIA (2X).
O outro suspeito rendeu-se e foi preso no local, que foi identificado, com 21 anos de idade e antecedentes criminais por  RECEPTAÇÃO (2X), FURTO EM VEÍCULO, RECUP. DE VEÍCULO, FURTO QUALIFICADO, PORTE ILEGAL DE ARMA FOGO (3X), INCÊNDIO, LESÃO CORPORAL, DANO, POSSE DE ENTORPECENTES (7x), CONDUÇÃO DE VEÍCULO SEM HABILITAÇÃO (2X) - DESACATO, DIREÇÃO PERIGOSA DE VEICULO, AMEAÇA.
No local foi recuperado o veículo da vítima, apreendido 01 revólver ROSSI 05 tiros, 2Pol. Cal. 38, numeração raspada, com 02 munições deflagradas e 01 intacta, que estava com o suspeito baleado, e 03 celulares. 

domingo, 4 de março de 2012

O dicionário censurado, editorial de zero hora - Só falta o Procurador ajuizar ação para que tenhamos dicionários somente com "eufemismos".

Zero Hora - 04 de março de 2012
EDITORIAL INTERATIVO
O DICIONÁRIO CENSURADO



Mais do que um monumental equívoco, a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal em Uberlândia, pedindo a retirada de circulação do Dicionário Houaiss, evidencia o arbítrio de autoridades que se julgam no direito de tutelar a sociedade. O episódio só não é risível porque o procurador responsável pelo pedido acredita mesmo que está combatendo um preconceito. Ele considerou ofensiva a acepção do termo “cigano” usada para designar um indivíduo “trapaceiro, velhaco, burlador”. Isso que o dicionário adverte que se trata da definição da palavra no seu uso pejorativo.

Ora, os dicionários existem para conceituar a rea-lidade da língua. Registram os significados das palavras, positivos ou negativos. Assim como o vocábulo “cigano”, inúmeros outros termos da língua portuguesa assumem sentido depreciativo quando utilizados com esse propósito. E não será a supressão arbitrária de uma palavra que fará a população deixar de usá-la. Exemplos não faltam. O termo “judeu”, que designa a pessoa nascida na antiga Judeia ou que segue a religião e a tradição judaicas, também é empregado popularmente para definir uma pessoa avarenta ou usurária. O substantivo “madrasta”, criado para designar a relação de uma mulher com os filhos que o marido teve num matrimônio anterior, ganhou maior evidência na acepção de pessoa pouco carinhosa, ingrata, má.

Adianta eliminá-los do dicionário? Ou mandar recolher os dicionários que registram as acepções depreciativas? Só mesmo no entendimento de certas autoridades que, por ignorância ou prepotência, se julgam capazes de alterar a realidade, como os inquisidores medievais que obrigaram Galileu a negar a teoria do heliocentrismo, baseada na correta ideia de que a Terra e os demais planetas de nosso sistema giram em torno do Sol.

Também agem como tutores indesejáveis dos cidadãos os julgadores que avocam para si a prerrogativa de decidir o que deve ou não ser publicado pela imprensa ou pelos novos instrumentos de mídia. A liberdade de expressão é uma cláusula pétrea da Constituição brasileira. Todas as pessoas têm o direito de dizer, escrever ou divulgar aquilo que pensam, sabendo que poderão ser responsabilizadas quando cometerem impropriedades. Não podem, porém, ser impedidas previamente de se manifestar.

A censura prévia é ainda mais absurda do que a ordem para recolher o que já foi publicado, como pretende o procurador mineiro. É como condenar alguém pela simples suposição de que vai cometer um crime. Além disso, ao impedir a opinião pública de fazer o seu próprio julgamento dos fatos, o censor cassa um direito quase divino do ser humano, que é o livre-arbítrio. Os patrulheiros da língua equivocam-se duplamente, pois atentam contra a liberdade dos cidadãos de interpretarem o que ouvem e leem conforme seu entendimento, e ainda tentam inutilmente interferir na propriedade natural dos vocábulos de adquirirem outros sentidos pela vontade das pessoas que os utilizam.

Guardadas as proporções, censurar o dicionário equivale a tentar fazer o Sol girar em torno da Terra.

Para aqueles que gostam, ou não, de citar pensadores, eis um ótimo texto: "Punir é um ato civilizatório", por Lenio Luiz Streck*

Zero Hora - 04 de março de 2012
ARTIGOS
Punir é um ato civilizatório, por Lenio Luiz Streck*



Números do Ministério da Justiça mostram que os Estados brasileiros que prenderam mais registraram menos homicídios. Em alguns, a taxa de homicídios aumentou 16 vezes. Não sei se há uma relação direta nisso. Particularmente, acredito que o encarceramento é um fator decisivo para a contenção do crime. O Estado Moderno foi forjado a partir da “escolha” entre civilização e barbárie. Hobbes metaforizou isso bem. O Estado é o limite. A lei é a interdição. Freud leu Hobbes. Quando ingressei no Ministério Público, estávamos no Plano Cruzado. Todos lembram as estatísticas comprovando a redução da criminalidade. Com o plano, o salário valorizou. Diminuiu a criminalidade. Hoje, quando o país passa a ser a sexta economia do mundo e que há visível prosperidade (incomparável com o Plano Cruzado), a criminalidade cresce. O que estaria acontecendo? Um dos fatores parece encaixar-se naquilo que o Mapa da Violência mostra. Proporcionalmente, estamos punindo menos.

Os governantes acham que investir em presídios é politicamente incorreto. Preferem investir em estádios de futebol. Enquanto isso, os que estão presos são tratados como animais (não domésticos) e os que deveriam estar presos praticam crimes aos borbotões. Somos o único país em que um homicídio simples tem a pena de seis anos (talvez por isso nos últimos 30 anos tenha havido 1 milhão de homicídios). Cumprindo um ano, já sai. E, para sair, basta “bom comportamento”. Não mais se exige o exame psicológico. E por quê? Porque o governo precisa de vagas. Por que Papagaio recebeu benefício? A “progressão facilitada” que consta da lei não decorre de razões humanitárias, mas de puro cálculo econômico.

Em meio ao flagelo da droga, não faz muito o parlamento aprovou uma emenda na Lei de Tóxicos. Para o “primeiro tráfico”, a pena pode ser diminuída em dois terços. Resultado: um ano e oito meses, que não serão cumpridos (perguntem ao parlamento se eles aprovariam lei semelhante para beneficiar o primeiro furto?). Mais: com a Lei 12.403, deu-se mais um passo para a “abertura de novas vagas”. Graças a isso, a modelo que provocou a chacina de Xangri-lá está solta.

Já nos perdemos. Temos dúvidas se devemos recolher os usuários de crack. Uau! Parece que o utente tem o “direito fundamental” a virar zumbi. Hoje, é proibido proibir. Antes que eu seja trucidado, lembro da Lei Maria da Penha. Para aqueles que acham que punir ou reprimir não dá certo, basta ver os resultados dessa lei. Nenhum país do mundo, em face do aumento da criminalidade, abriu mão da repressão. Desnecessário dizer que isso deve vir acompanhado de outras políticas. Mas punir também é um ato político. Logo aparecerá alguém dizendo que o usuário de crack, por ser um zumbi, ao assaltar, está em legítima defesa “do vício”. Optar pelo pacto da modernidade não é ser reacionário. Clamo pelo papel interditor da lei (o “pai” Estado). E isso não é ser anti-humanista. Um país que não se surpreende (mais) com tantos assaltos que ocorrem à luz do dia, com os milhares de homicídios etc., não pode se considerar civilizado. Em 30 anos, houve 1 milhão de homicídios. Fora os latrocínios. O superego erodiu. O primeiro fator para um país mostrar que é civilizado é dar segurança aos cidadãos. Temos o direito de não sermos assaltados. É o básico!*PROCURADOR DE JUSTIÇA E PROFESSOR

Assista o Vídeo Institucional da Brigada Militar

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